Quem acompanha a política brasileira já percebeu que existe um padrão: quando a esquerda é alvo, o sistema reage rápido; quando é a direita, a conversa muda.
A sensação é de que há um lado que pode tudo e outro que precisa andar em ovos para não ser calado.
De um lado, Lula e o PT, com histórico de escândalos, alianças nebulosas e narrativas de vítima.
Do outro, a família Bolsonaro, que virou alvo preferencial de inquéritos, decisões relâmpago e tentativas constantes de silenciamento.
Até quando essa balança vai pesar sempre para o mesmo lado?
Justiça é realmente para todos?
Quando um vídeo ligou Flávio Bolsonaro ao PCC, a ordem foi tirar do ar.
Já quando Lula é associado a facções, a discussão vira "limite da liberdade de expressão" e o peso da caneta cai em cima de quem ousa questionar o petista.
Por que só um lado apanha?
Porque a narrativa dominante trata a esquerda como intocável e a direita como inimiga a ser destruída.
A mesma corte que protege a imagem de Lula não demonstra o mesmo zelo quando o alvo é um adversário político dele.
Agora, o plenário do TSE derrubou a decisão de Nunes Marques que havia mantido no ar a fala de Flávio Bolsonaro sobre Lula e facções criminosas.
Por cinco votos a dois, os ministros mandaram o senador apagar a publicação e ainda proibiram novas postagens nesse sentido.
Quem está sendo realmente protegido?
A mensagem é clara: criticar, associar, levantar suspeitas sobre o petista virou território proibido.
Enquanto isso, Nunes Marques e André Mendonça, indicados por Bolsonaro, ficaram isolados.
A dupla votou contra a censura, mas foi atropelada pela maioria.
O recado do sistema foi dado: quem não acompanha a cartilha será minoria barulhenta, porém vencida.
No fim, o que revolta é ver mais um capítulo de justiça seletiva.
Quando o alvo é a esquerda, a tesoura entra em ação.
Quando é a direita, vale tudo.
E o brasileiro conservador olha para isso e se pergunta: até quando vamos aceitar calados?