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Hoje • março 26, 2026
O vereador **Adrilles Jorge**, de São Paulo, protagonizou uma cena inusitada ao usar **batom** e **peruca** durante um discurso no plenário da Câmara Municipal. O ato foi uma forma de criticar um projeto que propõe incluir a **misoginia** entre os crimes de preconceito previstos na **Lei do Racismo**. Segundo a publicação, Adrilles dirigiu-se à colega **Silvia Ferraro**, da **Bancada Feminista** do PSOL, enquanto realizava essa performance. Adrilles argumentou que o projeto possui um "jabuti", termo usado no jargão político para indicar um ponto inserido em uma lei sem relação direta com o tema principal. Ele afirmou que, devido à imprecisão do texto da lei, qualquer pessoa poderia se identificar como mulher, inclusive transexuais, e que isso permitiria a ele debater de igual para igual sem ser criminalizado por ser homem. "Posso contestar a sua ideologia, posso fazer uma brincadeira com a senhora, posso me julgar mulher porque a lei não define o que é uma mulher", declarou o vereador. No entanto, o texto aprovado no Senado não aborda diretamente a definição de mulher, embora mencione a expressão "condição de mulher" como um dos critérios de interpretação da Lei do Racismo. A proposta define **misoginia** como "a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres". Além disso, estabelece penas para a injúria misógina, que podem variar de 2 a 5 anos de prisão, além de multa. Também criminaliza condutas que pratiquem, induzam ou incitem discriminação contra mulheres. O projeto foi proposto pela senadora **Ana Paula Lobato** (PSB-MA) e relatado por **Soraya Thronicke** (Podemos-MS), que deu parecer favorável. A senadora Soraya destacou que "o machismo sustenta desigualdades; a misoginia motiva violência; o feminismo busca equidade", enfatizando a importância da proposta no combate à violência de gênero. A reação ao discurso de Adrilles não foi unânime. A vereadora Silvia Ferraro criticou a postura do colega, afirmando que, em meio a uma epidemia de feminicídios, é vergonhoso que um vereador esteja mais preocupado em defender homens misóginos do que em apoiar uma lei que visa proteger mulheres. Segundo a publicação, Ferraro destacou a gravidade da situação atual e a necessidade de medidas legais para combater a violência contra as mulheres. O debate em torno do projeto de lei e a performance de Adrilles Jorge refletem as tensões e divergências sobre como a sociedade deve lidar com questões de gênero e preconceito. A inclusão da misoginia na Lei do Racismo representa um passo significativo no reconhecimento e combate à discriminação de gênero, mas também levanta questões sobre a interpretação e aplicação da lei. A discussão sobre o que constitui misoginia e como ela deve ser penalizada é complexa e envolve diferentes perspectivas sobre gênero, identidade e direitos. O projeto de lei busca estabelecer um marco legal claro para punir atos de ódio e aversão contra mulheres, mas enfrenta desafios na definição e aplicação prática desses conceitos. Em resumo, a ação de Adrilles Jorge e o debate subsequente destacam a importância de um diálogo contínuo e informado sobre gênero e direitos, bem como a necessidade de leis que protejam efetivamente todas as pessoas contra a discriminação e a violência.
Adrilles usa batom e peruca para criticar projeto contra misoginia
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O vereador Adrilles Jorge, de São Paulo, protagonizou uma cena inusitada ao usar batom e peruca durante um discurso no plenário da Câmara Municipal.

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O ato foi uma forma de criticar um projeto que propõe incluir a misoginia entre os crimes de preconceito previstos na Lei do Racismo.

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Segundo a publicação, Adrilles dirigiu-se à colega Silvia Ferraro, da Bancada Feminista do PSOL, enquanto realizava essa performance.

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Adrilles argumentou que o projeto possui um "jabuti", termo usado no jargão político para indicar um ponto inserido em uma lei sem relação direta com o tema principal.

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Ele afirmou que, devido à imprecisão do texto da lei, qualquer pessoa poderia se identificar como mulher, inclusive transexuais, e que isso permitiria a ele debater de igual para igual sem ser criminalizado por ser homem.

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"Posso contestar a sua ideologia, posso fazer uma brincadeira com a senhora, posso me julgar mulher porque a lei não define o que é uma mulher", declarou o vereador.

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No entanto, o texto aprovado no Senado não aborda diretamente a definição de mulher, embora mencione a expressão "condição de mulher" como um dos critérios de interpretação da Lei do Racismo.

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A proposta define misoginia como "a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres".

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Além disso, estabelece penas para a injúria misógina, que podem variar de 2 a 5 anos de prisão, além de multa.

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Também criminaliza condutas que pratiquem, induzam ou incitem discriminação contra mulheres.

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O projeto foi proposto pela senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e relatado por Soraya Thronicke (Podemos-MS), que deu parecer favorável.

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A senadora Soraya destacou que "o machismo sustenta desigualdades; a misoginia motiva violência; o feminismo busca equidade", enfatizando a importância da proposta no combate à violência de gênero.

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A reação ao discurso de Adrilles não foi unânime.

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A vereadora Silvia Ferraro criticou a postura do colega, afirmando que, em meio a uma epidemia de feminicídios, é vergonhoso que um vereador esteja mais preocupado em defender homens misóginos do que em apoiar uma lei que visa proteger mulheres.

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Segundo a publicação, Ferraro destacou a gravidade da situação atual e a necessidade de medidas legais para combater a violência contra as mulheres.

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O debate em torno do projeto de lei e a performance de Adrilles Jorge refletem as tensões e divergências sobre como a sociedade deve lidar com questões de gênero e preconceito.

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A inclusão da misoginia na Lei do Racismo representa um passo significativo no reconhecimento e combate à discriminação de gênero, mas também levanta questões sobre a interpretação e aplicação da lei.

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A discussão sobre o que constitui misoginia e como ela deve ser penalizada é complexa e envolve diferentes perspectivas sobre gênero, identidade e direitos.

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O projeto de lei busca estabelecer um marco legal claro para punir atos de ódio e aversão contra mulheres, mas enfrenta desafios na definição e aplicação prática desses conceitos.

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Em resumo, a ação de Adrilles Jorge e o debate subsequente

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