Foi uma homenagem política, religiosa e simbólica ao mesmo tempo — e isso ficou evidente desde os primeiros momentos da cerimônia em São Paulo.
Mas o que exatamente aconteceu com André Mendonça?
O ministro do Supremo Tribunal Federal recebeu o Colar da Honra ao Mérito Legislativo na Assembleia Legislativa de São Paulo na segunda-feira, 6 de abril de 2026, em um evento marcado por oração, louvor e referências bíblicas.
Quem esteve ao lado dele nessa homenagem?
Entre os presentes, estava o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que participou da cerimônia e fez um discurso com forte tom religioso.
A presença dele deu ainda mais peso político ao ato, que reuniu autoridades e lideranças evangélicas em torno do ministro.
E por que a cerimônia chamou tanta atenção?
Porque não se tratou apenas da entrega de uma medalha.
A homenagem teve características claramente religiosas, algo reforçado pelo perfil de Mendonça, que é pastor presbiteriano.
A sessão foi aberta com uma oração feita pelo pastor Arival Dias Casimiro, e, ao longo do evento, o grupo de louvor Ad Brás de São Bernardo cantou duas vezes.
Houve outras manifestações religiosas durante a solenidade?
Sim.
O presidente da Assembleia de Deus, bispo Samuel Ferreira, participou por vídeo e dirigiu palavras ao ministro.
Em sua fala, afirmou: “Suas sentenças são apresentadas para Deus antes de serem dadas”.
A frase resumiu o tom adotado por parte dos participantes, que associaram a atuação pública de Mendonça à sua fé.
E como foi o momento da entrega da homenagem?
Enquanto o ministro recebia a medalha, a pastora Silvana Santos entregou um buquê de flores à mulher dele, Janey Mendonça.
O gesto ampliou o caráter cerimonial da ocasião e reforçou o ambiente de reverência construído ao longo do evento.
Quem propôs a homenagem?
A iniciativa partiu do deputado estadual Oseias de Madureira, do PL, que também é pastor evangélico.
Esse detalhe ajuda a entender o formato da sessão e o perfil dos participantes que conduziram a homenagem.
O que disse o próprio André Mendonça?
Ao encerrar seu discurso, o ministro afirmou: “Que Deus me ajude e que Deus nos ajude a sermos homens públicos e, no meu caso, magistrados imparciais e íntegros”.
A declaração uniu duas dimensões que atravessaram toda a cerimônia: a religiosa e a institucional.
E qual foi a fala de Tarcísio de Freitas?
Em seguida, declarou: “Aquilo que você recebeu veio pela Graça e pela Misericórdia.
Deus deu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, outros para pastores e doutores.
E Deus te encheu de dons espirituais”.
Por que o nome de Mendonça tem ganhado destaque além dessa homenagem?
Porque ele é relator, no STF, dos casos Master e INSS, apontados como os 2 maiores escândalos em andamento no país, segundo a descrição da reportagem.
Indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, o ministro também tem sido citado por apoiadores do ex-presidente, que usam decisões dele nesses casos para criticar Alexandre de Moraes e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Quais decisões recentes reforçaram essa visibilidade?
Mendonça determinou a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Também autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula.
Esses atos ajudaram a ampliar a repercussão de sua atuação no tribunal.
E como ele aparece na opinião pública?
Segundo pesquisa da AtlasIntel divulgada em 20 de março, Mendonça é o ministro mais bem avaliado do STF.
O levantamento mostra 43% de imagem positiva e 36% de imagem negativa.
A pesquisa ouviu 2.
090 pessoas entre 16 e 19 de março de 2026, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Quem teve as piores avaliações no mesmo estudo?
Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Flávio Dino aparecem com os maiores índices de avaliação negativa: 81%, 67%, 59% e 58%, respectivamente.
E, afinal, como se resumiu a cerimônia em São Paulo?