Tudo parecia começar como uma simples aula de matemática, até que a rotina passou a esconder algo que a estudante decidiu não deixar sem prova.
O que aconteceu?
O caso passou a ser apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), após a família denunciar abusos atribuídos a Elmer Catarino Fraga, de 63 anos.
Quem é o homem acusado?
Segundo as informações divulgadas, ele dá aulas particulares de matemática e também é servidor do Tribunal Superior do Trabalho.
Elmer é técnico judiciário e está lotado no Núcleo de Policiamento Ostensivo do TST.
A acusação é de que, sob a rotina das aulas, ele teria cometido importunação sexual e ameaças contra a aluna.
Quando essa relação começou a mudar?
As aulas tiveram início em setembro de 2023. Durante os primeiros dois anos, a relação entre professor e estudante teria permanecido estritamente profissional.
Mas, no fim do segundo semestre de 2025, o comportamento dele, segundo a denúncia, mudou.
A proximidade física passou a ser constante e desnecessária, ocupando o espaço da jovem de forma invasiva.
Como a adolescente reagiu?
Por que isso foi importante?
Porque as gravações se tornaram a forma de defesa da vítima e, segundo a apuração, já estão em posse da PCDF.
O que aparece nessas imagens?
As gravações são descritas como “perturbadoras”.
Nelas, o servidor aparece passando as mãos pelas coxas da estudante de forma lasciva, acariciando o pescoço e deslizando os dedos pela nuca da garota.
Também há conversas de teor estritamente sexual, incluindo perguntas sobre consumo de conteúdos eróticos na internet.
A família sabia do que estava acontecendo?
Quando reuniu as provas, a adolescente procurou apoio dentro de casa.
O pai relatou a gravidade do caso e afirmou que a filha conseguiu gravar todo o comportamento do abusador.
Foi a partir desse material que a família buscou as autoridades, na tentativa de evitar que o caso terminasse em silêncio.
E os abusos pararam ali?
Não.
Segundo a denúncia, depois dos atos de cunho sexual, o caso ganhou um novo nível de gravidade.
O servidor teria enviado áudios pelo WhatsApp com ameaças para que a jovem não contasse nada aos pais.
O que havia nesses áudios?
De acordo com a apuração, ele é ouvido fazendo ameaças de morte e exigindo silêncio absoluto.
A tentativa de intimidação funcionou?
Não.
Mesmo em pânico, a adolescente rompeu o silêncio, entregou as provas à família e permitiu que o caso chegasse à polícia.
A estratégia de silenciamento, segundo o relato, fracassou diante das gravações e dos áudios reunidos.
Houve manifestação do tribunal?
Sim.
Procurado, o TST informou que não identificou nenhuma informação sobre o caso nas unidades competentes, mas declarou que possui estruturas e procedimentos administrativos para tratar da questão internamente caso a denúncia se concretize.
E o servidor, falou?
Segundo a reportagem, Elmer Catarino Fraga não foi encontrado.
O espaço, de acordo com a publicação, permanece aberto para eventuais manifestações.
O que está sendo investigado, afinal?
A denúncia relata que uma estudante de 16 anos, durante aulas particulares de matemática em Águas Claras, gravou o professor Elmer Catarino Fraga, servidor do TST, passando a mão em sua coxa, acariciando seu pescoço e sua nuca, mantendo conversas de teor sexual e, depois, enviando áudios com ameaças de morte para que ela ficasse em silêncio.
Com esse material, a família procurou a DPCA, e o caso passou a ser investigado pela PCDF.