Uma frase dita em público acendeu um alerta imediato no PL e colocou Jair Bolsonaro no centro da disputa de 2026 antes mesmo de a campanha começar.
O que exatamente foi dito?
A declaração foi feita em um evento realizado nesta terça-feira, dia 7, em São Paulo, e surgiu em meio a um esforço para conter tensões internas que já preocupam a direção da sigla.
Mas por que essa fala apareceu agora?
Valdemar afirmou que viajará no dia 19 para Miami para conversar com Eduardo Bolsonaro.
Para quê?
Para reduzir atritos e impedir desentendimentos dentro do campo bolsonarista.
Ao explicar esse movimento, ele foi direto: é preciso fazer com que tudo corra bem, porque, se o partido não ganhar a eleição, Bolsonaro ficará mais uma década preso.
E quem será o nome do partido na disputa pelo Palácio do Planalto?
A resposta dada é Flávio Bolsonaro.
O senador do PL-RJ foi escolhido por Jair Bolsonaro como candidato da legenda para a eleição presidencial de outubro de 2026.
Isso ajuda a entender o peso da declaração de Valdemar.
Se a aposta do partido está concentrada em Flávio, uma derrota teria, na visão do dirigente, consequências políticas e pessoais profundas para o ex-presidente.
Essa movimentação ocorre em clima de unidade?
Não exatamente.
Valdemar tenta apagar o incêndio provocado pelo conflito entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira.
Por que isso importa?
Porque o presidente do partido vê Nikolas como um “fenômeno” em Minas Gerais, estado decisivo por ser o segundo maior colégio eleitoral do país.
Ao mesmo tempo, ele quer evitar que disputas internas prejudiquem a construção da candidatura presidencial e o desempenho regional da sigla.
E o que Valdemar disse sobre os erros do passado?
Ele reconheceu que Bolsonaro perdeu a eleição de 2022 por falhas estratégicas e por “teimosia” nas decisões tomadas naquele período.
Quais pontos foram citados?
Entre eles, a escolha do vice, o general Walter Braga Netto, e a condução durante a pandemia.
Na avaliação do dirigente, esses fatores atrapalharam o desempenho eleitoral do então presidente.
Houve indicação de mudança para 2026?
Sim.
Valdemar afirmou ser favorável à escolha de uma mulher como vice.
Por quê?
Porque, segundo ele, as mulheres têm crescido muito no Brasil e são melhores do que os homens em todos os aspectos.
A fala aparece como parte de uma tentativa de corrigir rumos e ajustar a composição da chapa para a próxima disputa.
E nas alianças, o partido pretende manter antigas barreiras?
A sinalização foi oposta.
Valdemar admitiu que o PL deverá rever divergências antigas para ampliar sua base, sobretudo no Nordeste, região onde o desempenho da legenda foi descrito por ele como um “desastre”.
Qual estado foi apontado como prioridade?
O Ceará.
E quem apareceu como possível aliado?
Ciro Gomes.
Segundo o dirigente, só há um nome capaz de derrotar o PT no estado: Ciro.
Por isso, defendeu deixar de lado processos judiciais e desentendimentos.
E em Minas Gerais, qual é a aposta?
A confiança está em Nikolas Ferreira.
Valdemar disse que a votação do deputado deve ser muito alta e revelou que o partido recusou a entrada de oito deputados com mandato, porque muitos querem se aproximar da força eleitoral de Nikolas.
No fim, o recado dado por Valdemar Costa Neto foi este: o PL lançará Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, tentará conter o conflito entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, buscará rever alianças no Nordeste, inclusive com aceno a Ciro Gomes no Ceará, apostará no peso de Nikolas em Minas Gerais e, nesse contexto, sustenta que, se o partido perder a eleição, Jair Bolsonaro ficará mais dez anos preso.