Ela diz que pode derrubar um sistema inteiro, e essa promessa não mira figuras anônimas.
Quem está por trás dessa ameaça que explodiu nas redes?
É uma brasileira, ex-modelo, que afirma ter convivido por cerca de duas décadas com um dos casais mais conhecidos da política mundial.
E por que isso chamou tanta atenção?
Mas o que exatamente ela afirmou?
Em publicações feitas no X e depois apagadas, Amanda Ungaro chamou Trump de “pedófilo” e acusou Melania de conivência com os crimes sexuais de Jeffrey Epstein.
A fala surgiu como resposta a um vídeo em que a primeira-dama negava qualquer relação com Epstein.
Só que, em vez de encerrar o assunto, isso abriu uma pergunta ainda maior: por que Amanda diz saber tanto?
A resposta está no círculo que ela descreve ter frequentado.
Amanda afirma que conviveu com o casal por cerca de 20 anos.
E é justamente aí que muita gente trava a leitura e volta um passo: como uma brasileira teria acesso a esse ambiente?
Segundo o relato, essa proximidade passa por seu ex-marido, o empresário italiano Paolo Zampolli, nome antigo no entorno de Trump e hoje enviado especial do republicano para parcerias globais.
Mas há um detalhe que quase ninguém percebe de imediato: Zampolli não aparece apenas como um personagem lateral nessa história.
Ele é citado como alguém que atua com Trump desde 2004, construiu forte lealdade com o presidente e também foi apresentado como o agente de modelos responsável por garantir o visto de trabalho de Melania nos Estados Unidos nos anos 1990. E se isso já parece sensível, o que vem depois pesa ainda mais.
Qual é a conexão com Epstein?
Segundo registros da Justiça dos EUA, o nome de Zampolli aparece dezenas de vezes nos arquivos do financista.
Isso, por si só, não prova as acusações feitas por Amanda, mas ajuda a explicar por que suas declarações ganharam tanta repercussão.
E quando a história parecia já ter atingido o limite, surge outro ponto que muda o tom de tudo.
Amanda relata que, em 2002, quando tinha 17 anos, embarcou no Lolita Express, um dos aviões de Epstein, acompanhada do francês Jean-Luc Brunel, apontado como olheiro do esquema.
O que ela diz ter visto nesse voo?
Cerca de 30 meninas que pareciam “mais estudantes do que modelos”.
E é aqui que a maioria se surpreende, porque o caso deixa de ser apenas uma troca de acusações online e passa a tocar em episódios que se conectam diretamente ao núcleo mais sombrio do escândalo Epstein.
Então por que ela resolveu falar agora?
A própria Amanda relaciona sua situação pessoal a essa explosão pública.
Ela foi deportada dos Estados Unidos em 2025 pelo ICE, após viver 23 anos no país.
Segundo ela, a expulsão teria sido influenciada politicamente por Zampolli, seu ex-marido.
Os dois travam uma disputa judicial pela guarda do filho de 15 anos.
E quando esse elemento entra em cena, uma nova dúvida aparece: trata-se de denúncia, retaliação ou das duas coisas ao mesmo tempo?
O que acontece depois complica ainda mais.
Amanda também acusa Zampolli de abusos sexuais e agressões físicas ao longo dos 19 anos em que estiveram juntos.
Além disso, afirma que era levada por ele a noitadas comandadas por Sean “Diddy” Combs, atualmente cumprindo pena por tráfico sexual e prostituição.
Cada nova peça amplia o alcance do relato, mas também aumenta a pressão sobre a necessidade de prova.
E existe algum passo oficial em andamento?
Sim, mas ainda sem desfecho.
A ex-modelo já foi convidada a depor perante o Comitê de Supervisão do Congresso dos Estados Unidos, que investiga o caso, embora ainda não tenha sido intimada oficialmente.
Isso significa que suas falas ainda estão no campo da acusação pública, mas já orbitam uma investigação institucional.
No fim, o ponto central é este: Amanda Ungaro não apenas acusou Trump e Melania em público, como vinculou essas acusações a uma rede de relações que inclui Epstein, Paolo Zampolli, Jean-Luc Brunel e episódios que ela diz ter vivido por dentro.
O peso da história está menos no barulho das postagens apagadas e mais no que ela afirma poder provar.
E se esse material realmente aparecer, a pergunta que fica não é só quem será atingido primeiro, mas até onde essa história ainda pode chegar.