Foram apenas três dias, mas o suficiente para transformar a rotina de um cão conhecido por uma rua inteira em um caso de violência que chocou Caxias do Sul.
Quem é esse animal e por que a história ganhou tanta repercussão?
Trata-se de Spike, um cão comunitário que vive há muito tempo em uma rua do Bairro Rio Branco, na cidade de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha.
Segundo a Semmas, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Sustentabilidade, ele foi agredido duas vezes entre os dias 1º e 4 de abril e acabou internado.
Como a situação veio à tona?
De acordo com a coordenadora de Resgate e Maus-tratos da Semmas, Valeska Delfini, o pedido de resgate foi feito no sábado, 4 de abril, por volta das 12h.
Depois disso, Spike foi encaminhado ao Hospital Veterinário da UCS, a Universidade de Caxias do Sul, onde permanece internado.
Mas o que aconteceu antes do resgate?
O primeiro relato recebido apontou que um homem teria atacado o cão com um pedaço de madeira com pregos.
A agressão teria ocorrido em uma rua do próprio bairro onde Spike mora.
Esse detalhe chamou ainda mais atenção porque o animal era conhecido na região e, segundo a secretaria, já fazia parte da rotina da comunidade.
Há confirmação desse primeiro ataque?
Segundo as informações divulgadas, câmeras de segurança mostram um suspeito indo em direção a Spike com o objeto por volta de 19h50 do dia 1º de abril.
Nas imagens, além do homem, aparecem duas crianças, sendo uma delas de colo.
A coordenadora da Semmas também afirmou que uma vizinha relatou já ter presenciado o mesmo homem praticando esse tipo de ato anteriormente.
E a segunda agressão, como ocorreu?
Após o resgate, a secretaria recebeu novas informações sobre outro episódio de violência, que teria acontecido também em 4 de abril, no mesmo local.
Dessa vez, três adolescentes são suspeitos de atirar pedras em Spike e de derrubar o cão de um barranco.
Os responsáveis já foram identificados?
Até o momento, nenhum agressor foi identificado, conforme informou a Semmas.
A CNN Brasil entrou em contato com a Polícia Civil para saber se o caso está sendo investigado, mas ainda não havia recebido retorno.
Qual é o estado de saúde de Spike?
Apesar da gravidade do caso, a informação divulgada é que o cão segue internado no Hospital da UCS e apresenta quadro de saúde estável.
Isso mantém a atenção voltada não apenas para a recuperação dele, mas também para a apuração do que aconteceu.
Por que Spike era tão conhecido na região?
Spike é descrito como um cão idoso e comunitário, já conhecido pelos moradores da rua onde vive.
Segundo Valeska Delfini, ele havia sido castrado pela prefeitura e era muito bem cuidado.
O que dizem as pessoas que conviviam com ele?
A fala da coordenadora ajuda a dimensionar esse vínculo: “Ele vive naquela rua há muito tempo, a gente já conhecia, ele foi castrado pela prefeitura e era muito bem cuidado.
Ele é um cão muito amado pela rua onde ele mora e, na verdade, essa pessoa que agrediu ele não mora nessa rua”, disse Valeska.
E o que permanece em aberto?
O que já se sabe, de forma objetiva, é que Spike, um cão comunitário idoso de Caxias do Sul, foi agredido duas vezes em três dias, por pelo menos quatro pessoas, entre 1º e 4 de abril, acabou levado ao Hospital Veterinário da UCS após pedido de resgate feito no dia 4, por volta do meio-dia, e permanece internado, com estado de saúde estável.