Bastou um vidro quebrado para transformar um trajeto comum em um relato de alerta.
Quem viveu isso?
O chef Erick Jacquin, que contou nas redes sociais ter sido vítima de um assalto nesta segunda-feira, dia 6, em São Paulo.
Como tudo aconteceu?
Jacquin estava dentro de um táxi, durante uma corrida, quando criminosos quebraram o vidro do veículo e levaram seu celular.
O apresentador descreveu o episódio de forma direta: “Aí gente, tudo bem?
Infelizmente isso faz parte do Brasil.
Eu fui assaltado faz pouco tempo, roubaram meu telefone através do vidro num táxi.
Quebraram o vidro, pegaram meu telefone e foram embora”.
O que mais preocupou o chef depois do roubo?
Não foi apenas a perda do aparelho.
Jacquin explicou que os assaltantes tiveram acesso ao telefone desbloqueado, o que abriu espaço para outro risco.
Havia aplicativos de banco no celular?
Ainda assim, fez um pedido claro a amigos e conhecidos: não enviem dinheiro nem atendam a pedidos feitos por mensagens que possam surgir a partir do aparelho roubado.
Por que esse aviso foi tão enfático?
Porque, mesmo sem aplicativos bancários, o acesso ao telefone pode permitir contato com pessoas próximas.
Foi por isso que ele reforçou: “Então gente, eu não vou precisar de nada.
Tudo que acontecer de mensagem com vocês, pedindo coisas, não sou eu, é outra pessoa, é o filho da ** que roubou meu telefone”, desabafou.
Esse caso foi tratado por ele apenas como um relato pessoal?
Não.
Jacquin também transformou a experiência em um alerta.
O que ele recomendou?
Que as pessoas evitem mexer no celular no banco de trás do táxi, justamente para reduzir a chance de novos assaltos.
O conselho veio da própria situação que enfrentou: “se cuida, não faz igual eu, não mexe com telefone, dentro no táxi”.
Mas esse tipo de crime acontece de forma isolada?
As informações apontam que não.
A Polícia Civil investiga a dinâmica do assalto conhecido como “quebra-vidro”, praticado por criminosos principalmente na Marginal Tietê, na zona Norte de São Paulo.
O trabalho é conduzido por meio do Deic, o Departamento Estadual de Investigações Criminais.
Como essa ação criminosa costuma ocorrer?
Segundo as investigações, a dinâmica se repete.
Os indivíduos localizam um motorista e atacam de forma súbita, quebrando o vidro do carro e roubando os pertences da vítima.
É justamente essa rapidez que torna o golpe tão perigoso e difícil de evitar quando a pessoa está distraída com objetos à vista, como o celular.
Houve resposta das forças de segurança a esse tipo de ocorrência?
Sim.
No mês de março, a Polícia Militar de São Paulo prendeu 70 pessoas durante uma operação contra roubos na modalidade “quebra-vidros” e também contra o tráfico de drogas em diversas regiões da capital paulista.
Entre os detidos, 46 eram procurados da Justiça.
E o que fica do relato de Jacquin?
Fica também a orientação para que ninguém confie em mensagens enviadas a partir do aparelho roubado.
No fim, o relato completo foi este: Erick Jacquin disse que foi assaltado dentro de um táxi em São Paulo, teve o vidro quebrado por criminosos que roubaram seu celular desbloqueado, afirmou que o aparelho não tinha aplicativos de bancos, pediu para que amigos e conhecidos não enviem dinheiro caso recebam mensagens em seu nome e alertou para que as pessoas não usem o telefone no banco de trás do táxi.