O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década, com 1.
568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero.
Este número representa um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram contabilizados 1.
492 casos, conforme levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
Este aumento ocorre em um contexto de crescente preocupação com a violência de gênero, especialmente às vésperas do Dia Internacional das Mulheres, uma data que simboliza a luta por direitos e pela proteção contra a violência.
Desde a tipificação do feminicídio no Código Penal em 2015, o Brasil tem observado uma escalada nos números.
Naquele ano, foram registrados 449 casos, que praticamente dobraram em 2016, com 929 vítimas.
Os números continuaram a crescer nos anos seguintes: 1.
075 em 2017, 1.
229 em 2018, 1.
330 em 2019 e 1.
354 em 2020.
Após um leve recuo em 2021, com 1.
347 ocorrências, os registros voltaram a subir: 1.
455 em 2022, 1.
475 em 2023, 1.
492 em 2024, até alcançar o patamar recorde em 2025.
Por que o número de feminicídios continua a crescer?
Segundo especialistas, parte do crescimento observado ao longo da década se deve ao aprimoramento na capacidade institucional de identificar e classificar corretamente os casos.
O percentual de feminicídios entre os homicídios dolosos de mulheres passou de 9,4% em 2015 para 40,3% em 2024, indicando um maior reconhecimento do fenômeno pelas autoridades.
No entanto, ainda existem diferenças significativas entre os estados quanto à qualidade dos registros.
Qual é o impacto do reconhecimento do feminicídio pelas autoridades?
O aumento no percentual de feminicídios entre os homicídios dolosos de mulheres sugere que as autoridades estão mais atentas e capacitadas para identificar esses casos.
Desde março de 2015, quando a lei passou a classificar como feminicídio os assassinatos motivados por violência doméstica e familiar ou por menosprezo e discriminação à condição de mulher, ao menos 13.
703 mulheres foram mortas no país sob essa tipificação.
Como os dados são coletados e analisados?
Os dados são baseados em boletins de ocorrência registrados pelas polícias civis estaduais e analisados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a partir dos registros policiais e das Secretarias estaduais de Segurança Pública e/ou Defesa Social.
Nos últimos cinco anos, o aumento acumulado nos registros de feminicídio foi de 14,5%.
Entre 2021 e 2022, o crescimento foi de 7,6%, seguido por uma relativa estabilidade, com altas próximas de 1% ao ano entre 2022 e 2024.
O que pode ser feito para reduzir os feminicídios?
A análise dos dados sugere que, além de melhorias na identificação e registro dos casos, é crucial implementar políticas públicas eficazes que visem à proteção das mulheres e à prevenção da violência de gênero.
A conscientização da sociedade e o fortalecimento das redes de apoio também são fundamentais para enfrentar essa grave questão social.
Em resumo, o aumento dos feminicídios no Brasil, especialmente em