Um nome conhecido da música aparece ligado a uma cifra bilionária e, ao mesmo tempo, à lista suja do trabalho escravo.
Como essas duas informações se encontram na mesma história?
Mas de onde vem esse patrimônio avaliado em R$ 1 bilhão?
Segundo as informações disponíveis, ele é um dos principais produtores rurais do país e o cantor sertanejo com a maior extensão de terras entre os artistas do gênero.
Sua atuação está concentrada no agronegócio, com produção de soja, milho, café e outros grãos, além da criação de gado de corte, atividade que responde por parte expressiva de sua receita.
E qual é o tamanho dessa estrutura rural?
As propriedades ligadas a ele somam 35 mil hectares, distribuídos entre a Sol Vermelho e a Buritizal, no Mato Grosso, e o Sítio Esperança, em Goiás.
Em 2024, juntou-se ao grupo o Sítio Recanto da Mata.
Ao lado do Esperança, ambos em Goianópolis, esses sítios integram a lista suja.
De acordo com a equipe jurídica do cantor, toda e qualquer irregularidade já foi resolvida.
Essas terras pertencem a Amado Batista?
Nem todas.
Segundo a descrição apresentada, ele arrenda os sítios em Goiás.
Eles não são de sua propriedade, mas a exploração das terras é feita com exclusividade por ele.
Já nas duas primeiras fazendas adquiridas no município de Cocalinhos, no Mato Grosso, a operação é de grande porte e ajuda a explicar o peso de seu nome no setor.
O que essa produção representa em números?
Apenas com a venda de bois para corte, Amado Batista chega a faturar cerca de R$ 120 milhões por ano.
Nas fazendas de Cocalinhos, ele cria ao menos 25 mil cabeças de gado.
Isso ajuda a entender por que a música, embora tenha sido importante para sua trajetória, não é apontada como a principal fonte de renda atual.
E como são essas fazendas?
As áreas são cortadas por quatro rios, além de córregos e ranchos de pesca.
Todas contam com maquinários modernos, e as sedes têm várias suítes, piscina, sauna e churrasqueira.
Há ainda um detalhe que chama atenção: Amado Batista construiu quatro pistas de voo para chegar com seu jatinho a cada uma delas.
Houve tentativa de venda dessas propriedades?
Em 2022, surgiram especulações de que as terras seriam vendidas por R$ 350 milhões.
A assessoria negou.
Na época, o filho mais velho do cantor afirmou que ele só venderia se fosse por R$ 800 milhões.
Então nada foi negociado?
Não exatamente.
Apesar da negativa sobre uma grande transação, parte dos hectares foi comprada pelo Grupo Ouro Verde, empresa que atua na pecuária, com foco em confinamento de gado, e também na produção de soja e milho em diversos estados.
Essa venda alterou de forma relevante o patrimônio?
Segundo as informações publicadas, não.
A parte negociada foi considerada pequena diante do total, em torno de R$ 13 milhões em troca do uso de parte da terra.
Ou seja, a base patrimonial permaneceu praticamente intacta.
E a fortuna dele se resume ao campo?
Além das propriedades rurais, Amado Batista também é dono de empresas artísticas, de duas rádios no Centro-Oeste e de imóveis no Tocantins, Goiás e São Paulo.
A mansão onde vive em São Paulo, em um condomínio nos arredores da capital, vale cerca de R$ 10 milhões.
Em Goiânia, ele tem outra residência de valor semelhante, com um cômodo dedicado a prêmios e troféus da carreira e pelo menos sete carros, entre eles uma Mercedes branca conversível.
E onde entra a vida pessoal nessa história?
Aos 75 anos, Amado Batista se casou com a miss Calita Franciele, 50 anos mais jovem, há um ano, em regime de separação de bens.
A cerimônia foi realizada em uma das três fazendas que formam as Fazendas AB.
No fim, o que fica claro?
Que Amado Batista tem o nome relacionado à lista suja do trabalho análogo, enquanto mantém um patrimônio avaliado em R$ 1 bilhão, sustentado principalmente por 35 mil hectares de terras produtivas, pela criação de ao menos 25 mil cabeças de gado, por um faturamento anual de cerca de R$ 120 milhões com a venda de bois para corte, além de empresas artísticas, duas rádios e imóveis em diferentes estados.