Em menos de uma década, o patrimônio imobiliário de Alexandre de Moraes saiu de R$ 8,6 milhões para R$ 31,5 milhões, um salto que chama atenção não só pelo tamanho, mas pela velocidade.
Como esse crescimento aconteceu?
Segundo os registros em cartório considerados na apuração, a expansão ocorreu desde 2017, ano em que Moraes deixou o Ministério da Justiça para assumir uma cadeira no STF.
De lá até 2026, o patrimônio do ministro e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, avançou 266%.
O dado reúne apenas os bens imobiliários formalmente registrados, sem incluir outros ativos.
Mas de que patrimônio se está falando exatamente?
O casal reúne hoje 17 propriedades, entre casas, apartamentos de luxo, terrenos e salas comerciais.
Esse conjunto foi ampliado com força nos últimos cinco anos, período em que foram investidos R$ 23,4 milhões na compra de novos bens.
Há ainda um detalhe relevante nas documentações oficiais: as transações foram feitas com pagamento à vista.
Quais imóveis mais se destacam nessa carteira?
Entre os bens de maior valor aparece uma mansão de R$ 12 milhões no Lago Sul, em Brasília.
Também entram na lista dois imóveis de alto padrão em Campos do Jordão, no interior de São Paulo, que somam R$ 8 milhões.
Esses números ajudam a dimensionar o perfil dos investimentos feitos pelo casal ao longo do período.
Esse avanço acompanhou o crescimento da remuneração do ministro?
De acordo com os dados informados, o rendimento mensal de Alexandre de Moraes subiu 39% desde 2017, passando de R$ 33 mil para R$ 46 mil.
No mesmo intervalo, porém, o valor total dos bens imobiliários triplicou.
A diferença entre a evolução salarial e a expansão patrimonial é um dos pontos que mais concentram atenção.
Quando esse movimento se intensificou?
A maior parte dos investimentos, cerca de 67%, foi realizada a partir de 2021.
Foi justamente nesse período que Moraes passou a conduzir investigações de grande impacto nacional no tribunal.
O dado temporal aparece como um marco importante para entender a concentração das aquisições mais recentes.
E qual foi o papel de Viviane Barci de Moraes nesse processo?
A descrição aponta uma expansão expressiva de sua atuação profissional.
Desde 2017, o número de processos sob sua responsabilidade nos tribunais superiores subiu de 27 para 152.
Esse crescimento na carreira jurídica coincide com os anos em que o patrimônio imobiliário do casal também avançou de forma mais acelerada.
Há fatos recentes que ampliaram a visibilidade do escritório?
Sim.
O escritório de Viviane ganhou destaque por um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master.
Segundo as informações citadas, os valores mensais de R$ 3,6 milhões recebidos pela banca foram apontados por especialistas como acima da média de mercado.
O escritório, por sua vez, sustenta que os valores são justificados pelos serviços prestados.
Existe alguma estrutura usada para concentrar esses bens?
Sim.
O Lex Instituto de Estudos Jurídicos, empresa pertencente à família do ministro, é utilizado na prática para administrar e concentrar parte dos imóveis adquiridos.
Alexandre de Moraes não aparece formalmente no quadro de sócios, mas esse ponto não encerra a questão patrimonial.
Por quê?
Porque Moraes e Viviane são casados sob o regime de comunhão parcial de bens.
Na prática, isso significa que o patrimônio acumulado pela esposa e pela empresa familiar durante o casamento pertence legalmente a ambos.
É esse arranjo que ajuda a compor o quadro completo da evolução patrimonial registrada desde a chegada de Alexandre de Moraes ao Supremo.
E, afinal, como o patrimônio triplicou desde que ele assumiu o STF?
O resultado foi a passagem de R$ 8,6 milhões em 2017 para R$ 31,5 milhões em 2026.