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Hoje • março 27, 2026
A **Corte de Apelação de Roma** decidiu aprovar a **extradição** da ex-deputada federal **Carla Zambelli** para o Brasil. Esta decisão foi comunicada ao **Ministério de Relações Exteriores** e confirmada pela defesa de Zambelli, conforme relatado pela CNN Brasil e pela Gazeta do Povo. A sentença destaca que a **dupla cidadania** de Zambelli, italiana e brasileira, não impede a extradição. Pelo contrário, fortalece o vínculo jurídico entre ela e o Estado requerente, que a considera cidadã de pleno direito e, portanto, tem legitimidade para solicitar sua extradição para cumprimento da sentença. Os advogados de Zambelli planejam apresentar dois recursos à **Corte de Cassação**: um contra a extradição em si e outro questionando a imparcialidade dos juízes. O prazo para recorrer é de 15 dias. Caso a decisão seja mantida, Zambelli deverá cumprir a pena na **Penitenciária Feminina do Distrito Federal**, conhecida como "Colmeia". A cooperação entre os países tem condições específicas: o governo brasileiro deve informar periodicamente à Itália sobre a situação de Zambelli, além de mantê-la na "Colmeia" e garantir o livre acesso a advogados. Durante o julgamento, o governo brasileiro teve a responsabilidade de demonstrar que Zambelli não enfrentaria violações de **direitos humanos** devido a más condições do sistema penitenciário. Para isso, foram enviados documentos detalhando o ambiente e o funcionamento do estabelecimento. A defesa de Zambelli, por outro lado, tentou argumentar que houve **perseguição política** por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), **Alexandre de Moraes**, e que, portanto, sua condenação não foi justa. No entanto, os juízes italianos concluíram que os fatos atribuídos a Zambelli "não constituem crime político, nem mesmo em seu sentido mais amplo". Eles afirmaram que a integridade dos sistemas do Judiciário é um bem jurídico "cuja proteção é comum a qualquer democracia consolidada" e que a invasão e manipulação de informações "não possuem conotações políticas simplesmente porque os sistemas violados pertencem a um órgão estatal ou o autor ocupava cargo público na época do incidente." A conclusão do julgamento na Itália ocorreu há duas semanas, com previsão de sentença em cinco dias. Com a demora, os advogados de Zambelli previam que a solicitação seria negada. Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo STF, acusada de pagar a **Walter Delgatti Neto**, conhecido como "Hacker de Araraquara", para invadir os sistemas do **Conselho Nacional de Justiça (CNJ)**. Além disso, a Itália ainda analisará outra extradição solicitada por Moraes, a do perito **Eduardo Tagliaferro**, acusado no Brasil de violação de sigilo funcional. Tagliaferro, ex-assessor de enfrentamento à desinformação do **Tribunal Superior Eleitoral (TSE)**, ganhou notoriedade após divulgar mensagens de um grupo de servidores que detalhavam uma rotina de investigação a internautas. Moraes nega qualquer irregularidade. Esses casos destacam a complexidade das questões de extradição envolvendo cidadãos com dupla cidadania e as implicações legais e diplomáticas que surgem quando diferentes jurisdições estão envolvidas. A decisão da Corte de Apelação de Roma sublinha a importância da cooperação internacional e do respeito aos processos judiciais em casos de extradição.
Corte italiana aprova extradição de Zambelli
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A Corte de Apelação de Roma decidiu aprovar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil.

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Esta decisão foi comunicada ao Ministério de Relações Exteriores e confirmada pela defesa de Zambelli, conforme relatado pela CNN Brasil e pela Gazeta do Povo.

10:23

A sentença destaca que a dupla cidadania de Zambelli, italiana e brasileira, não impede a extradição.

10:24

Pelo contrário, fortalece o vínculo jurídico entre ela e o Estado requerente, que a considera cidadã de pleno direito e, portanto, tem legitimidade para solicitar sua extradição para cumprimento da sentença.

10:25

Os advogados de Zambelli planejam apresentar dois recursos à Corte de Cassação: um contra a extradição em si e outro questionando a imparcialidade dos juízes.

10:26

O prazo para recorrer é de 15 dias.

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Caso a decisão seja mantida, Zambelli deverá cumprir a pena na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como "Colmeia".

10:28

A cooperação entre os países tem condições específicas: o governo brasileiro deve informar periodicamente à Itália sobre a situação de Zambelli, além de mantê-la na "Colmeia" e garantir o livre acesso a advogados.

10:29

Durante o julgamento, o governo brasileiro teve a responsabilidade de demonstrar que Zambelli não enfrentaria violações de direitos humanos devido a más condições do sistema penitenciário.

10:30

Para isso, foram enviados documentos detalhando o ambiente e o funcionamento do estabelecimento.

10:31

A defesa de Zambelli, por outro lado, tentou argumentar que houve perseguição política por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e que, portanto, sua condenação não foi justa.

10:32

No entanto, os juízes italianos concluíram que os fatos atribuídos a Zambelli "não constituem crime político, nem mesmo em seu sentido mais amplo".

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Eles afirmaram que a integridade dos sistemas do Judiciário é um bem jurídico "cuja proteção é comum a qualquer democracia consolidada" e que a invasão e manipulação de informações "não possuem conotações políticas simplesmente porque os sistemas violados pertencem a um órgão estatal ou o autor ocupava cargo público na época do incidente.

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A conclusão do julgamento na Itália ocorreu há duas semanas, com previsão de sentença em cinco dias.

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Com a demora, os advogados de Zambelli previam que a solicitação seria negada.

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Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo STF, acusada de pagar a Walter Delgatti Neto, conhecido como "Hacker de Araraquara", para invadir os sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Além disso, a Itália ainda analisará outra extradição solicitada por Moraes, a do perito Eduardo Tagliaferro, acusado no Brasil de violação de sigilo funcional.

10:39

Tagliaferro, ex-assessor de enfrentamento à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ganhou notoriedade após divulgar mensagens de um grupo de servidores que detalhavam uma rotina de investigação a internautas.

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Moraes nega qualquer irregularidade.

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Esses casos destacam a complexidade das questões de extradição envolvendo cidadãos com dupla cidadania

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