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Hoje • abril 7, 2026
Uma decisão judicial colocou sob os holofotes uma relação que já vinha sendo observada de perto. O que aconteceu? Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o desembargador **Newton Ramos**, do **TRF-1**, concedeu uma **liminar favorável** ao advogado **Kevin de Carvalho Marques**, filho do ministro do **STF Kassio Nunes Marques**. Mas por que essa decisão chamou tanta atenção? Porque, de acordo com a publicação, ela foi concedida cerca de um mês depois de uma viagem a **Maceió** feita pelo desembargador na companhia do ministro. Quem teria custeado essa viagem? Ainda segundo a reportagem, a despesa teria sido paga pela advogada **Camilla Ewerton Ramos**, mulher de Newton Ramos. E esse teria sido um episódio isolado? A reportagem afirma que não. Em **abril**, Newton Ramos e sua mulher também teriam viajado com filhos do ministro para **Trancoso, na Bahia**. Diante disso, houve questionamento sobre eventual impedimento? Sim. Procurado pelo jornal, o desembargador declarou que a situação **não se enquadra em hipóteses legais de impedimento**. Mas em que processo Kevin atuava? O advogado, de **25 anos**, trabalhou na defesa da **Refinaria de Manguinhos**, também chamada de **Refit**. A empresa é ligada ao empresário **Ricardo Magro**, que está **foragido do país**. Por que esse nome aparece com peso no caso? Porque o negócio comandado por Magro é apontado como um dos maiores devedores de **ICMS** no **Rio de Janeiro**, com dívidas de aproximadamente **R$ 26 bilhões**. E qual era o objeto da ação? Kevin contestava uma fiscalização da **Agência Nacional do Petróleo**, a **ANP**, que havia resultado na **interdição da refinaria**. Para onde o processo foi distribuído? Para a **11ª Turma do TRF-1**, colegiado em que Newton Ramos atua. Se havia um relator original, como Newton Ramos entrou no caso? Segundo as informações publicadas, ele atuou como **substituto**. Quando a defesa pediu a liminar? Em **17 de dezembro**, com o objetivo de suspender a deliberação administrativa da ANP. E o que ocorreu em seguida? No dia seguinte, o desembargador concedeu uma **decisão parcial**, suspendendo o andamento administrativo. Essa proximidade entre Newton Ramos e Nunes Marques é recente? Não. A reportagem aponta que os dois são próximos desde o período em que o ministro era desembargador do **TRF-1**. Como essa relação se desenvolveu ao longo do tempo? Entre **2018 e 2020**, Newton atuou como **juiz auxiliar** de Nunes Marques. Depois disso, em **2023**, foi promovido ao cargo de desembargador, com apoio atribuído ao ministro, segundo o jornal. E o que mais foi informado sobre Kevin de Carvalho Marques? O jornal destacou que ele afirmou em seu site ter atendido mais de **500 clientes** e “resolvido” ao menos **mil processos** em um ano. Houve menção a valores recebidos por ele? Sim. Uma **consultoria tributária** teria pago **R$ 281,6 mil** ao advogado entre **2024 e 2025**. De onde vem a relevância dessa consultoria? Do fato de que, no mesmo período, ela recebeu **R$ 6,6 milhões** do **Banco Master** e **R$ 11,3 milhões** da **JBS**, dos irmãos Batista. Isso significa que Kevin recebeu diretamente dessas companhias? Não. A defesa do advogado afirmou que ele **não recebeu recursos diretamente** dessas empresas. Então, o que está no centro da notícia? A sequência relatada é esta: o desembargador **Newton Ramos**, do **TRF-1**, viajou com o ministro **Kassio Nunes Marques** e familiares, segundo o jornal; depois, ao atuar como substituto na **11ª Turma**, concedeu em **18 de dezembro** uma **liminar parcial** favorável ao advogado **Kevin de Carvalho Marques**, filho do ministro, em ação da **Refinaria de Manguinhos** contra medida administrativa da **ANP**; ao ser questionado, afirmou que o caso **não configura impedimento legal**.
Desembargador dá liminar favorável a filho de Nunes Marques, diz jornal
10:20

Uma decisão judicial colocou sob os holofotes uma relação que já vinha sendo observada de perto.

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O que aconteceu?

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Segundo reportagem do jornal O Estado de S.

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Paulo, o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, concedeu uma liminar favorável ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do STF Kassio Nunes Marques.

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Mas por que essa decisão chamou tanta atenção?

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Porque, de acordo com a publicação, ela foi concedida cerca de um mês depois de uma viagem a Maceió feita pelo desembargador na companhia do ministro.

10:27

Quem teria custeado essa viagem?

10:28 ✓✓

Ainda segundo a reportagem, a despesa teria sido paga pela advogada Camilla Ewerton Ramos, mulher de Newton Ramos.

10:29

E esse teria sido um episódio isolado?

10:30 ✓✓

A reportagem afirma que não.

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Em abril, Newton Ramos e sua mulher também teriam viajado com filhos do ministro para Trancoso, na Bahia.

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Diante disso, houve questionamento sobre eventual impedimento?

10:33 ✓✓

Sim.

10:34

Procurado pelo jornal, o desembargador declarou que a situação não se enquadra em hipóteses legais de impedimento.

10:35

Mas em que processo Kevin atuava?

10:36 ✓✓

O advogado, de 25 anos, trabalhou na defesa da Refinaria de Manguinhos, também chamada de Refit.

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A empresa é ligada ao empresário Ricardo Magro, que está foragido do país.

10:38

Por que esse nome aparece com peso no caso?

10:39 ✓✓

Porque o negócio comandado por Magro é apontado como um dos maiores devedores de ICMS no Rio de Janeiro, com dívidas de aproximadamente R$ 26 bilhões.

10:40

E qual era o objeto da ação?

10:41 ✓✓

Kevin contestava uma fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, a ANP, que havia resultado na interdição da refinaria.

10:42

Para onde o processo foi distribuído?

10:43 ✓✓

Para a 11ª Turma do TRF-1, colegiado em que Newton Ramos atua.

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Se havia um relator original, como Newton Ramos entrou no caso?

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Segundo as informações publicadas, ele atuou como substituto.

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Quando a defesa pediu a liminar?

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Em 17 de dezembro, com o objetivo de suspender a deliberação administrativa da ANP.

10:48

E o que ocorreu em seguida?

10:49 ✓✓

No dia seguinte, o desembargador concedeu uma decisão parcial, suspendendo o andamento administrativo.

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Essa proximidade entre Newton Ramos e Nunes Marques é recente?

10:51 ✓✓

Não.

10:52

A reportagem aponta que os dois são próximos desde o período em que o ministro era desembargador do TRF-1.

10:53

Como essa relação se desenvolveu ao longo do tempo?

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Entre 2018 e 2020, Newton atuou como juiz auxiliar de Nunes Marques.

10:55

Depois disso, em 2023, foi promovido ao cargo de desembargador, com apoio atribuído ao ministro, segundo o jornal.

10:56

E o que mais foi informado sobre Kevin de Carvalho Marques?

10:57 ✓✓

O jornal destacou que ele afirmou em seu site ter atendido mais de 500 clientes e “resolvido” ao menos mil processos em um ano.

10:58

Houve menção a valores recebidos por ele?

10:59 ✓✓

Sim.

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Uma consultoria tributária teria pago R$ 281,6 mil ao advogado entre 2024 e 2025.

10:01

De onde vem a relevância dessa consultoria?

10:02 ✓✓

Do fato de que, no mesmo período, ela recebeu R$ 6,6 milhões do Banco Master e R$ 11,3 milhões da JBS, dos irmãos Batista.

10:03

Isso significa que Kevin recebeu diretamente dessas companhias?

10:04 ✓✓

Não.

10:05

A defesa do advogado afirmou que ele não recebeu recursos diretamente dessas empresas.

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Então, o que está no centro da notícia?

10:07 ✓✓

A sequência relatada é esta: o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, viajou com o ministro Kassio Nunes Marques e familiares, segundo o jornal; depois, ao atuar como substituto na 11ª Turma, concedeu em 18 de dezembro uma liminar parcial favorável ao advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro, em ação da Refinaria de Manguinhos contra medida administrativa da ANP; ao ser questionado, afirmou que o caso não configura impedimento legal.

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(Fonte: Site)

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