Hoje à noite, o céu vai oferecer uma cena rara que não deve se repetir tão cedo.
O que torna esse momento tão especial?
A possibilidade de ver seis planetas aparecendo ao mesmo tempo, em uma mesma faixa do céu, logo depois do pôr do sol.
Mas eles estarão realmente alinhados, como em uma fila perfeita?
Não exatamente.
A NASA chama esse evento de “desfile planetário” porque, vistos da Terra, os planetas parecem distribuídos em uma grande curva no céu, como se estivessem enfileirados.
Não é uma linha reta, e justamente por isso a observação depende de atenção e do momento certo.
Quando olhar para o céu?
A janela é curta.
Você terá cerca de 30 minutos após o pôr do sol para observar o fenômeno com mais facilidade.
Existe um intervalo mais indicado?
Sim: o melhor horário fica entre 30 e 60 minutos após o pôr do sol, olhando na direção oeste.
Quais planetas devem chamar atenção primeiro?
Os mais fáceis de identificar são Vênus e Júpiter.
Por quê?
Para muita gente, eles serão a porta de entrada para reconhecer o restante da formação.
E depois deles, o que procurar?
Saturno também pode ser encontrado, desde que você saiba onde olhar.
Como reconhecê-lo?
Pelo seu tom levemente dourado, uma característica que ajuda na identificação quando o céu ainda guarda um pouco da luz do entardecer.
Todos serão igualmente fáceis de ver?
Não.
Mercúrio, por exemplo, exige mais rapidez.
Onde ele aparece?
Mais próximo do horizonte.
E por que isso importa?
Porque ele desaparece rapidamente, o que reduz ainda mais o tempo disponível para observação.
E os planetas mais distantes, também estarão visíveis?
Urano e Netuno exigem binóculos ou um pequeno telescópio para serem observados com clareza.
Isso significa que o fenômeno pode ser apreciado de formas diferentes: a olho nu para alguns planetas, com equipamento simples para outros.
Por que tanta gente se interessa por esse tipo de evento?
Porque configurações assim não são tão frequentes.
Há algo ainda mais importante nisso?
Sim: depois desta noite, uma configuração parecida só deverá acontecer novamente em 2034.
É justamente essa combinação entre beleza, brevidade e raridade que transforma a observação em um momento tão aguardado por astrônomos e curiosos.
E o céu vai parar por aí?
Não.
Outro fenômeno astronômico já tem data marcada.
Qual?
Um eclipse lunar total, previsto para o dia 3 de março.
O que poderá ser visto nessa ocasião?
A Lua poderá adquirir um tom avermelhado durante o chamado “Lua de Sangue”.
Então, o que exatamente vale guardar desta noite?
Que hoje, olhando para o oeste, entre 30 e 60 minutos após o pôr do sol, será possível observar um desfile planetário com Vênus, Júpiter, Saturno, Mercúrio, Urano e Netuno aparecendo ao mesmo tempo no céu, ainda que distribuídos em uma grande curva.
Vênus e Júpiter serão os mais fáceis de ver a olho nu, Saturno poderá ser reconhecido pelo tom dourado, Mercúrio surgirá baixo no horizonte e desaparecerá rápido, enquanto Urano e Netuno pedirão binóculos ou telescópio.
Depois disso, uma cena parecida só deverá voltar em 2034.