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Hoje • março 25, 2026
O **Projeto de Lei 896 de 2023**, que busca incluir a **misoginia** na Lei de Racismo (Lei 7.716 de 1989), está gerando debates acalorados na Câmara dos Deputados. A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), foi aprovada no Senado e agora enfrenta resistência de deputados de direita. Mas o que exatamente está em jogo com essa proposta? A proposta define **misoginia** como a conduta que "exteriorize ódio ou aversão às mulheres". Com a nova norma, crimes praticados com base nesse preconceito passariam a ter o mesmo tratamento jurídico de crimes de racismo, sendo considerados **inafiançáveis** e **imprescritíveis**. Isso significa que tais crimes não poderiam ser pagos com fiança e não prescreveriam com o tempo, o que aumenta a gravidade das penalidades. Por que a direita se opõe ao projeto? Deputados de direita argumentam que equiparar misoginia a racismo pode estimular "divisão e ódio entre homens e mulheres". Segundo a publicação, a deputada Bia Kicis (PL-DF) expressou em suas redes sociais que o projeto é uma "armadilha da esquerda" e que trabalhará para derrotá-lo. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também criticou a proposta, chamando-a de "aberração". Quais são as principais críticas ao projeto? Além das preocupações com a divisão social, alguns deputados, como Mario Frias (PL-SP), veem o projeto como uma "mordaça ideológica" que destrói a presunção de inocência. Ele argumenta que a proposta poderia criminalizar homens pelo simples fato de serem homens. A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também criticou a proposta, chamando-a de "censura" e expressando preocupações sobre como a lei poderia ser usada para silenciar vozes. O que acontece se o projeto for aprovado? Se a proposta for aprovada pelos deputados e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ato de injuriar alguém ofendendo a dignidade ou decoro em razão de misoginia terá pena de 2 a 5 anos, além de multa. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito contra mulheres também passará a ser crime tipificado, com pena de 1 a 3 anos. A pena será em dobro para crimes cometidos contra mulheres no contexto de violência doméstica e familiar. Como a misoginia é definida? De acordo com o dicionário Aurélio, **misoginia** significa o desprezo ou aversão às mulheres, ou a repulsa mórbida do homem ao contato sexual com as mulheres. Essa definição é central para entender o que a proposta busca combater. Qual é o impacto potencial da proposta? O projeto visa proteger mulheres de discriminação e preconceito, equiparando tais atos aos crimes de racismo. No entanto, a resistência encontrada na Câmara indica que o debate sobre o equilíbrio entre proteção legal e liberdade de expressão está longe de ser resolvido. Em resumo, o Projeto de Lei 896 de 2023 está no centro de um debate sobre como a sociedade deve lidar com a misoginia e quais são os limites da legislação para proteger grupos vulneráveis sem infringir outras liberdades. A discussão continua na Câmara dos Deputados, onde o futuro da proposta será decidido.
Direita quer derrubar projeto sobre misoginia na Câmara
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O Projeto de Lei 896 de 2023, que busca incluir a misoginia na Lei de Racismo (Lei 7.

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716 de 1989), está gerando debates acalorados na Câmara dos Deputados.

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A proposta, de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA), foi aprovada no Senado e agora enfrenta resistência de deputados de direita.

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Mas o que exatamente está em jogo com essa proposta?

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A proposta define misoginia como a conduta que "exteriorize ódio ou aversão às mulheres".

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Com a nova norma, crimes praticados com base nesse preconceito passariam a ter o mesmo tratamento jurídico de crimes de racismo, sendo considerados inafiançáveis e imprescritíveis.

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Isso significa que tais crimes não poderiam ser pagos com fiança e não prescreveriam com o tempo, o que aumenta a gravidade das penalidades.

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Por que a direita se opõe ao projeto?

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Deputados de direita argumentam que equiparar misoginia a racismo pode estimular "divisão e ódio entre homens e mulheres".

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Segundo a publicação, a deputada Bia Kicis (PL-DF) expressou em suas redes sociais que o projeto é uma "armadilha da esquerda" e que trabalhará para derrotá-lo.

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O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) também criticou a proposta, chamando-a de "aberração".

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Quais são as principais críticas ao projeto?

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Além das preocupações com a divisão social, alguns deputados, como Mario Frias (PL-SP), veem o projeto como uma "mordaça ideológica" que destrói a presunção de inocência.

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Ele argumenta que a proposta poderia criminalizar homens pelo simples fato de serem homens.

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A deputada Júlia Zanatta (PL-SC) também criticou a proposta, chamando-a de "censura" e expressando preocupações sobre como a lei poderia ser usada para silenciar vozes.

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O que acontece se o projeto for aprovado?

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Se a proposta for aprovada pelos deputados e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ato de injuriar alguém ofendendo a dignidade ou decoro em razão de misoginia terá pena de 2 a 5 anos, além de multa.

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Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito contra mulheres também passará a ser crime tipificado, com pena de 1 a 3 anos.

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A pena será em dobro para crimes cometidos contra mulheres no contexto de violência doméstica e familiar.

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Como a misoginia é definida?

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De acordo com o dicionário Aurélio, misoginia significa o desprezo ou aversão às mulheres, ou a repulsa mórbida do homem ao contato sexual com as mulheres.

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Essa definição é central para entender o que a proposta busca combater.

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Qual é o impacto potencial da proposta?

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O projeto visa proteger mulheres de discriminação e preconceito, equiparando tais atos aos crimes de racismo.

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No entanto, a resistência encontrada na Câmara indica que o debate sobre o equilíbrio entre proteção legal e liberdade de expressão está longe de ser resolvido.

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Em resumo, o Projeto de Lei 896 de 2023 está no centro de um debate sobre como a sociedade deve lidar com a misoginia e quais são os limites da legislação para proteger grupos vulneráveis sem infringir outras liberdades.

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A discussão continua na Câmara dos Deputados, onde o futuro

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