A Embraer apresentou o primeiro caça supersônico fabricado no Brasil, o F-39E Gripen, em uma cerimônia realizada no complexo industrial da empresa em Gavião Peixoto, São Paulo.
Este marco é resultado de uma colaboração entre a Embraer, a empresa sueca Saab e a Força Aérea Brasileira (FAB).
O projeto é parte de um contrato que prevê a produção de 36 caças, dos quais 15 serão montados no Brasil.
Este desenvolvimento coloca o Brasil em um grupo seleto de nações capazes de desenvolver e produzir aeronaves de combate de alta complexidade.
O que torna o F-39E Gripen especial?
Segundo a publicação, o Gripen E é um caça de última geração com 15,2 metros de comprimento e uma envergadura de 8,6 metros.
Ele tem um peso máximo de decolagem de 16,5 toneladas e pode atingir velocidades de até 2,4 mil km/h, ou Mach 2, que é aproximadamente duas vezes a velocidade do som.
Além disso, o caça possui 10 pontos para fixação de carga externa, permitindo o transporte de até sete mísseis ar-ar Meteor de longo alcance e dois mísseis IRIS-T de curto alcance.
Por que a produção nacional é importante?
A montagem de 15 das 36 aeronaves em solo brasileiro é crucial para a absorção de conhecimento técnico avançado.
Segundo a FAB, essa estratégia faz parte do Programa F-X2 e é fundamental para o desenvolvimento de capacidades locais, desde a produção até o suporte logístico e futuras modernizações.
As aeronaves produzidas no Brasil seguem os mesmos padrões de projeto, certificação e qualidade das recebidas da Suécia.
Qual é o impacto estratégico do projeto?
O ministro da Defesa, José Múcio, destacou que além dos benefícios econômicos e sociais, o projeto do Gripen permite a consolidação do poder dissuasório do Brasil, ampliando a capacidade de garantir a soberania nacional e a segurança regional.
Desde fevereiro, o Gripen está a serviço do Alerta de Defesa Aérea, operando a partir da Base Aérea de Anápolis, em Goiás, para proteger o espaço aéreo sobre o Distrito Federal.
Como o Gripen E melhora a defesa aérea?
A Embraer afirmou que a arquitetura centrada em rede do Gripen E e suas capacidades de fusão de sensores permitem o compartilhamento de informações em toda a formação tática.
Isso apoia decisões coordenadas e aprimora a consciência situacional e a resposta a ameaças, tornando o Gripen E uma peça-chave na defesa aérea do Brasil.
Quais são os próximos passos do projeto?
O contrato assinado em 2014 prevê a entrega de 36 caças, sendo 28 Gripen E monoposto e 8 Gripen F biposto.
Até o momento, 11 aeronaves foram entregues, e a expectativa é que a produção continue conforme o cronograma estabelecido.
A parceria com a Saab e a produção local são vistas como passos importantes para o fortalecimento da indústria aeronáutica brasileira e para a manutenção da soberania nacional.
A presença de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a embaixadora da Suécia no Brasil, Karin Wallensteen, na cerimônia de apresentação, ressalta a importância estratégica e diplomática do projeto.