Erika Hilton e Duda Salabert aparecem em livro de suspeitas da polícia de PE
A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) revelou recentemente que sua foto, juntamente com a da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), foi incluída em um livro de suspeitas da Polícia Civil de Pernambuco.
Este incidente gerou uma série de reações e levantou questões sobre discriminação e procedimentos policiais.
Segundo a publicação, a governadora Raquel Lyra entrou em contato com as deputadas, pedindo desculpas e prometendo uma investigação aprofundada do caso.
Por que as fotos de Duda Salabert e Erika Hilton estavam no livro de suspeitas?
De acordo com a Defensoria Pública do Estado de Pernambuco, o inquérito policial foi instaurado em abril de 2025 para investigar um roubo de celular em Recife.
Durante o procedimento de reconhecimento fotográfico, realizado 40 dias após o incidente, foram apresentadas seis fotos, incluindo as de Erika e Duda.
A Defensoria destacou que a única explicação plausível para a inclusão dessas imagens seria o fato de ambas serem mulheres negras e trans, sugerindo que o critério de seleção foi baseado em identidade de gênero e raça, e não em semelhanças físicas com a descrição da suspeita.
Quais foram as reações das deputadas?
Em suas redes sociais, Duda Salabert classificou o episódio como "racismo e transfobia institucional" e afirmou que já acionou a Justiça.
Erika Hilton, por sua vez, também se manifestou, criticando a "incompetência" e "discriminação" do procedimento, além de destacar a necessidade de interromper o uso irresponsável do reconhecimento fotográfico, que, segundo ela, coloca pessoas inocentes na prisão.
Qual foi a resposta das autoridades?
A governadora Raquel Lyra, após conversar com as deputadas, pediu desculpas publicamente e determinou uma "apuração rigorosa" do caso, com a abertura de um processo na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social.
Até o momento, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido.
Quais são as implicações deste caso?
Este incidente levanta importantes questões sobre o uso de reconhecimento fotográfico em investigações policiais e os critérios adotados para a seleção de suspeitos.
A inclusão de fotos de parlamentares conhecidas, sem qualquer ligação com o crime investigado, sugere falhas no procedimento e possíveis preconceitos institucionais.
Além disso, destaca a necessidade de revisão das práticas policiais para garantir que não sejam baseadas em discriminação racial ou de gênero.
O que pode ser feito para evitar casos semelhantes no futuro?
A revisão dos procedimentos de reconhecimento fotográfico e a implementação de treinamentos para evitar preconceitos são passos essenciais.
Além disso, a transparência nas investigações e a responsabilização de autoridades em casos de discriminação podem ajudar a restaurar a confiança pública nas instituições policiais.
Este caso de Erika Hilton e Duda Salabert serve como um alerta para a importância de práticas justas