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Hoje • março 27, 2026
Às vésperas de uma reunião crucial com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os **secretários estaduais de Fazenda** encontram-se divididos em relação à proposta do governo federal de reduzir o preço do **diesel importado**. A medida, que visa conceder um subsídio aos importadores, foi tema de uma reunião preparatória do Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda (**Comsefaz**), mas não houve consenso. O assunto será novamente discutido no Conselho Nacional de Política Fazendária (**Confaz**), que reúne secretários de finanças dos estados e é presidido pelo Ministério da Fazenda. Quais estados apoiam a proposta? Segundo a publicação, estados governados pelo **Partido dos Trabalhadores (PT)**, como Bahia, Piauí e Ceará, manifestaram apoio à proposta. Além disso, estados produtores agrícolas também se mostraram favoráveis devido ao alto custo do diesel para o **agronegócio**. Outros estados, como Pará (MDB) e Maranhão (PSB), também apoiaram a medida, alinhando-se politicamente ao governo federal. Por que alguns estados se opõem à proposta? Estados como São Paulo, sob a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o Distrito Federal, governado por Ibaneis Rocha, demonstraram forte resistência. A oposição se deve, em parte, a questões políticas, mas também a preocupações fiscais. Alguns estados argumentam que a **União** deveria arcar com todo o custo, já que frequentemente se beneficia de tais iniciativas. Além disso, há preocupações sobre o impacto fiscal e a falta de espaço orçamentário para custear a medida. Qual é a proposta do governo? O governo propõe subvencionar R$ 1,20 por litro de diesel importado, com o custo total de R$ 3 bilhões sendo dividido igualmente entre a União e os estados. A medida seria temporária, válida até 31 de maio. No entanto, a divisão dos custos gera controvérsias, especialmente entre estados que não têm margem fiscal para contribuir. Quais são os desafios jurídicos e fiscais? Alguns estados citam a **Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)**, que exige uma fonte de compensação em caso de renúncia de receita. Há também dúvidas sobre a forma e o momento da compensação por parte da União. A proposta inicial de reduzir o **ICMS** sobre o diesel foi rejeitada, levando o governo a focar no subsídio. Qual é a expectativa para a resolução do impasse? Segundo um secretário que preferiu não se identificar, uma adesão parcial poderia ser uma solução, mas isso afetaria a meta do governo de reduzir o preço em R$ 1,20. A expectativa é que uma solução demore cerca de dez dias, mas a decisão final será política. O governo federal sugeriu que a subvenção fosse paga inicialmente por ele, com posterior retenção do valor correspondente no **Fundo de Participação dos Estados (FPE)**. Como a medida será formalizada? Caso haja concordância dos entes federativos, a formalização será feita por termo de adesão individual por cada estado e pelo Distrito Federal. Este documento manifestará a concordância com o valor da contribuição e a autorização para retenção no FPE. Quais são as preocupações dos estados? Parte dos secretários avalia que o impacto fiscal é significativo, especialmente para estados que não se beneficiam do aumento do petróleo no mercado internacional e são mais dependentes do FPE. Como os estados não podem emitir dívida, ao contrário da União, a redução de receita via FPE teria de ser compensada com cortes em áreas como saúde, educação e segurança. A proposta do governo de reduzir o preço do diesel importado enfrenta desafios políticos, fiscais e jurídicos. A divisão entre os estados reflete a complexidade de equilibrar interesses econômicos e políticos, enquanto se busca uma solução que atenda às necessidades de todos os envolvidos.
Estados se dividem sobre proposta do governo de reduzir preço do diesel importado
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Às vésperas de uma reunião crucial com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, os secretários estaduais de Fazenda encontram-se divididos em relação à proposta do governo federal de reduzir o preço do diesel importado.

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A medida, que visa conceder um subsídio aos importadores, foi tema de uma reunião preparatória do Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda (Comsefaz), mas não houve consenso.

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O assunto será novamente discutido no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários de finanças dos estados e é presidido pelo Ministério da Fazenda.

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Quais estados apoiam a proposta?

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Segundo a publicação, estados governados pelo Partido dos Trabalhadores (PT), como Bahia, Piauí e Ceará, manifestaram apoio à proposta.

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Além disso, estados produtores agrícolas também se mostraram favoráveis devido ao alto custo do diesel para o agronegócio.

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Outros estados, como Pará (MDB) e Maranhão (PSB), também apoiaram a medida, alinhando-se politicamente ao governo federal.

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Por que alguns estados se opõem à proposta?

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Estados como São Paulo, sob a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o Distrito Federal, governado por Ibaneis Rocha, demonstraram forte resistência.

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A oposição se deve, em parte, a questões políticas, mas também a preocupações fiscais.

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Alguns estados argumentam que a União deveria arcar com todo o custo, já que frequentemente se beneficia de tais iniciativas.

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Além disso, há preocupações sobre o impacto fiscal e a falta de espaço orçamentário para custear a medida.

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Qual é a proposta do governo?

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O governo propõe subvencionar R$ 1,20 por litro de diesel importado, com o custo total de R$ 3 bilhões sendo dividido igualmente entre a União e os estados.

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A medida seria temporária, válida até 31 de maio.

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No entanto, a divisão dos custos gera controvérsias, especialmente entre estados que não têm margem fiscal para contribuir.

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Quais são os desafios jurídicos e fiscais?

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Alguns estados citam a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que exige uma fonte de compensação em caso de renúncia de receita.

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Há também dúvidas sobre a forma e o momento da compensação por parte da União.

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A proposta inicial de reduzir o ICMS sobre o diesel foi rejeitada, levando o governo a focar no subsídio.

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Qual é a expectativa para a resolução do impasse?

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Segundo um secretário que preferiu não se identificar, uma adesão parcial poderia ser uma solução, mas isso afetaria a meta do governo de reduzir o preço em R$ 1,20.

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A expectativa é que uma solução demore cerca de dez dias, mas a decisão final será política.

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O governo federal sugeriu que a subvenção fosse paga inicialmente por ele, com posterior retenção do valor correspondente no Fundo de Participação dos Estados (FPE).

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Como a medida será formalizada?

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Caso haja concordância dos entes federativos, a formalização será feita por termo de adesão individual por cada estado e pelo Distrito Federal.

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Este documento manifestará a concordância com o valor da contribuição e a autorização para retenção no FPE.

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Quais são

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