Aos 93 anos, Rosamaria Murtinho voltou a chamar atenção não apenas pelo palco, mas por uma declaração política direta e inesperada.
O que ela disse?
Ao falar sobre sua visão atual de Jair Bolsonaro, a atriz afirmou que defende que o ex-presidente responda judicialmente por suas ações e declarou ser favorável à sua prisão.
Por que essa fala ganhou tanto destaque?
Porque ela mesma revelou que já esteve do outro lado.
Durante participação no programa da coluna GENTE, exibido em plataformas digitais e canais de streaming, Rosamaria contou que apoiou Bolsonaro nas eleições de 2018. O motivo, segundo ela, era simples e ligado ao sentimento de muitos brasileiros naquele momento: a vontade de ver algo diferente.
“A gente queria ver algo diferente”, disse a atriz, ao revisitar aquela escolha.
Mas o que mudou desde então?
Foi justamente o passar do tempo e a revisão das próprias convicções.
Rosamaria afirmou que hoje enxerga o cenário de outra forma e reconheceu sua decepção.
Sem elevar o tom e sem transformar a fala em confronto, ela resumiu essa mudança com uma frase curta: “A gente muda, aprende, revê”.
A declaração veio em um tom sereno, como reflexão de quem olha para o passado e tenta entender o presente.
Essa mudança de posição surgiu isolada ou acompanhada de outro momento importante da carreira?
Veio ao mesmo tempo em que a atriz está em cartaz no Rio de Janeiro com o espetáculo Uma Vida em Cores.
Na peça, Rosamaria interpreta Iris Apfel, figura conhecida por transformar a própria imagem em marca registrada.
A montagem mistura humor, memória e estilo, e coloca no centro uma mulher que fez da autenticidade uma assinatura.
E o que o público encontra ao vê-la em cena?
Mais do que uma atuação, encontra uma presença que se impõe com naturalidade.
Segundo o relato apresentado, Rosamaria parece conversar diretamente com a plateia, com pausas bem colocadas, olhares atentos e uma espontaneidade difícil de explicar.
Ela não apenas representa Iris Apfel, mas a traduz ao palco brasileiro com leveza e personalidade.
Existe relação entre essa franqueza fora do palco e o papel que ela interpreta?
Iris Apfel ficou conhecida por desafiar padrões, ignorar expectativas e sustentar suas opiniões sem medo.
Nesse sentido, aparece um paralelo entre atriz e personagem: duas mulheres marcadas pela autenticidade, cada uma à sua maneira.
E como Rosamaria mantém essa presença artística aos 93 anos?
Nada parece improvisado, embora tudo soe espontâneo.
Esse equilíbrio ajuda a explicar sua longevidade no teatro e a força com que continua em cena.
Por que sua fala política repercute tanto?
Porque vem de alguém com quase um século de vida, falando não como analista, mas como cidadã.
Em meio a debates intensos e à polarização, sua declaração ecoa justamente por carregar a experiência de quem viveu muito, observou muito e decidiu rever a própria posição.
E o que permanece depois dessa fala e dessa presença no palco?
A imagem de uma artista que continua ativa, elegante e disposta a se expressar com clareza, seja na arte, seja fora dela.
Enquanto Uma Vida em Cores segue em cartaz e atrai públicos de diferentes idades, Rosamaria Murtinho reafirma algo que atravessa sua trajetória: a capacidade de permanecer viva no sentido mais completo da palavra.
No fim, a declaração que concentrou as atenções foi esta: Rosamaria Murtinho, que apoiou Bolsonaro em 2018 por desejar mudança, disse que se decepcionou, afirmou que hoje vê a situação de outra forma e defendeu que o ex-presidente responda judicialmente por suas ações, posicionando-se a favor de sua prisão.