Bastou uma batida no trânsito para a manhã se transformar em medo, gritos e uma reação que deixou a jornalista do SBT em estado de choque.
Quem viveu essa situação foi Isabele Benito, que relatou ter sido alvo de agressões enquanto seguia para o trabalho, no Rio de Janeiro, na manhã de segunda-feira, 6 de março.
Mas o que aconteceu depois da colisão?
Segundo a própria apresentadora, o outro motorista desceu do carro já alterado e iniciou uma discussão.
O que poderia ser resolvido com um procedimento comum, de forma objetiva, rapidamente tomou outro rumo.
Em vez de uma conversa para registrar a ocorrência, vieram os xingamentos e, em seguida, os ataques ao veículo dela.
Como Isabele tentou lidar com a situação?
De acordo com o relato, ela procurou conduzir tudo de maneira prática.
Disse ao homem que, em casos sem vítima, o caminho seria o registro online da ocorrência, com a troca de documentos entre os envolvidos.
A jornalista explicou que, no trânsito, qualquer pessoa está sujeita a uma batida e que cada lado costuma acreditar que está certo.
Por isso, sugeriu seguir o procedimento padrão e encerrar o assunto sem confronto.
E por que a tensão aumentou tanto?
Porque, ainda segundo Isabele, o motorista se recusou a apresentar os documentos e insistiu em obter o telefone dela para tratar do prejuízo.
A recusa prolongou o desentendimento.
Mesmo tentando explicar que a orientação seria a mesma, inclusive com a presença da polícia, ela não conseguiu conter a escalada da agressividade.
O que aconteceu quando ela percebeu que não estava segura?
Isabele voltou para dentro do carro.
Ela afirmou que tomou essa decisão porque não se sentiu protegida fora do veículo.
Também contou que o carro é blindado, o que se tornou um fator importante naquele momento.
Foi então que, segundo o relato, o homem passou a dar socos e chutes no capô.
Como esse momento foi registrado?
Nas imagens, ela aparece dentro do carro enquanto descreve o que estava acontecendo.
“Esse homem acabou de socar muito o meu carro e me xingar muito.
Olha o que ele está fazendo.
Olha o que esse senhor está fazendo comigo”, declarou.
Por que ela decidiu falar publicamente sobre o caso?
A própria jornalista explicou que pensou bastante antes de se manifestar.
O vídeo, segundo ela, foi gravado por volta de dez para as sete da manhã.
Depois, ao comentar o episódio, afirmou que seria contraditório não se posicionar, já que costuma incentivar mulheres a fazerem isso.
A decisão de expor o caso veio, portanto, depois de refletir sobre o que havia vivido.
E como ela descreveu o impacto emocional da agressão?
Disse que a palavra mais “bonita” que ouviu foi “cínica”.
Também relatou que, quando o homem começou a bater no carro, decidiu gravar.
Foi nesse momento que resumiu a dimensão do susto com a frase: “Comecei a gravar e fiquei apavorada”.
Havia testemunhas no local?
Sim.
A cena foi presenciada por policiais que estavam nas proximidades.
O que mudou com isso?
Conforme o relato, ao perceber a presença dos agentes, o motorista parou com as agressões e tentou deixar o local.
Ainda assim, acabou sendo abordado.
E o que os policiais fizeram?
Segundo Isabele, os agentes orientaram o homem a apresentar a documentação, exatamente como já havia sido solicitado por ela desde o início.
Foi essa intervenção que interrompeu a sequência de agressões e recolocou a situação no procedimento que a jornalista tentava seguir desde a batida.
No fim, o que ficou do relato da apresentadora?
Ficou a sequência exata dos fatos narrados por ela: uma colisão no trânsito, a tentativa de resolver tudo com registro online, a recusa do outro motorista em mostrar os documentos, a exigência do telefone dela, os xingamentos, os socos e chutes no carro, a gravação feita de dentro do veículo blindado, a presença de policiais nas proximidades, a tentativa do homem de sair do local e a abordagem dos agentes, enquanto Isabele Benito resumiu o que viveu em poucas palavras: “Fiquei apavorada.