Bastou Flávio Bolsonaro subir ao púlpito para que a cena ganhasse um peso que ia além de uma simples visita religiosa.
O que aconteceu ali, em São Paulo, e por que esse gesto chamou atenção?
Porque o senador e pré-candidato à Presidência participou de um encontro de obreiros da Assembleia de Deus Ministério do Belém e, diante de lideranças da denominação, recebeu uma oração com menção direta ao seu futuro político.
Quando isso ocorreu e em que contexto?
A cerimônia foi realizada na 2ª feira, 6 de abril de 2026, durante um encontro estadual da igreja.
Não se tratava de uma agenda isolada ou casual.
A presença de Flávio marcou o início de uma série de visitas a igrejas evangélicas no Estado, em um momento em que a aproximação com esse segmento ganha relevância no cenário eleitoral.
Quem conduziu a oração e qual foi o teor da fala?
E foi justamente nesse momento que a dimensão política da cerimônia ficou mais evidente.
Durante a oração, o bispo declarou: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação.
Que ele tenha graça e nasça do céu”.
A frase colocou no centro da cena não apenas a presença do parlamentar, mas a associação direta entre fé, liderança religiosa e projeção política.
Quem mais participou da reunião?
O encontro reuniu cerca de 40 pastores e diferentes níveis de liderança da denominação.
Também esteve presente o pastor José Wellington Costa Júnior, filho do bispo.
Por que isso importa?
Porque ambos são ligados à Convenção Geral dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus do Brasil, uma das principais entidades da igreja no país.
A participação dessas lideranças reforçou o peso institucional da agenda.
A visita terminou ali?
Não.
A passagem de Flávio pela capital paulista incluiu ainda encontros reservados com outras lideranças evangélicas.
Quais nomes estavam no radar?
Aliados do senador tentavam marcar reuniões com Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo; R.
R.
Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus; e Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus.
A movimentação, portanto, não se limitou a uma única cerimônia, mas se inseriu em uma agenda mais ampla de aproximação.
Por que essa articulação acontece agora?
Esse movimento não envolve apenas Flávio Bolsonaro.
Na semana anterior, o governador Ronaldo Caiado (PSD) lançou uma ofensiva para ampliar sua presença entre os religiosos, com articulação do deputado Otoni de Paula (MDB).
O cenário, assim, mostra diferentes atores políticos buscando espaço junto a esse público.
E o que, afinal, ficou registrado como ponto mais marcante da agenda em São Paulo?
A imagem de Flávio Bolsonaro no púlpito da Assembleia de Deus Ministério do Belém, cercado por lideranças evangélicas, recebendo a oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa diante de cerca de 40 pastores, no início de uma série de visitas a igrejas no Estado.
E, no momento mais direto da cerimônia, a fala que resumiu o sentido político daquele encontro: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação.
Que ele tenha graça e nasça do céu.