Tudo começou com um mal-estar que parecia passageiro, mas escondia algo que mudaria os 15 anos seguintes.
O que poderia haver por trás de um episódio aparentemente comum durante uma viagem?
A resposta só apareceu depois que ele foi levado ao hospital e submetido a exames.
Foi ali que uma tomografia revelou algo muito maior do que qualquer desconforto momentâneo faria imaginar: um tumor cerebral de grandes proporções.
Mas esse foi o momento mais duro de toda a história?
Antes disso se transformar em uma longa batalha, veio o primeiro choque.
O próprio relato impressiona justamente pela forma direta como tudo surgiu, sem aviso, sem preparação, sem tempo para entender.
Ele passou mal nos Estados Unidos, foi examinado, e os médicos encontraram um tumor benigno de 7 centímetros.
Se era benigno, então o problema estava resolvido?
É aqui que muita gente se surpreende.
A retirada do tumor foi apenas o início de um caminho muito mais longo do que parecia.
O que parecia ter sido controlado voltaria a assombrá-lo pouco tempo depois, e de uma forma ainda mais preocupante.
O que aconteceu em seguida?
Dois anos depois, novos exames apontaram outra alteração.
E há um detalhe que quase ninguém percebe quando ouve essa história pela primeira vez: o segundo momento de tensão não veio com alarde público imediato, mas com uma ligação médica que já carregava um peso enorme.
Ao ouvir que o doutor queria “dar uma palavrinha” quando ele voltasse ao Brasil, a reação foi imediata.
Ele mesmo resumiu o pressentimento em poucas palavras: “Lá vem bomba”.
E era mesmo?
Sim.
Dessa vez, foi identificado um tumor maligno de 8 centímetros.
O cenário mudou completamente.
O que antes já havia sido grave ganhou outra dimensão, exigindo não apenas acompanhamento, mas sessões de quimioterapia e radioterapia ao longo dos anos.
Como alguém atravessa tudo isso sem desaparecer da própria história?
Essa talvez seja a pergunta que mais prende quem acompanha sua trajetória.
Porque, em vez de se resumir ao diagnóstico, ele transformou a doença em mais um capítulo de resistência.
Mesmo diante de um tratamento pesado, seguiu falando sobre a condição com força e até bom humor, algo raro em situações tão duras.
Mas a luta ficou restrita ao tumor?
Não.
E esse é outro ponto que reacende a dimensão do que ele enfrentou.
Em 2016, ainda lidando com as consequências da doença e do tratamento, ele também teve uma arritmia cardíaca.
Ou seja, não se tratava de um único obstáculo isolado, mas de uma sequência de desafios de saúde que se acumulavam com o tempo.
Então por que essa história voltou a comover tanta gente agora?
Porque sua despedida trouxe símbolos que dizem muito sobre quem ele foi até o fim.
Na noite de sexta-feira, 17, a cerimônia de cremação aconteceu de forma restrita, apenas com familiares.
O velório também foi mantido longe do público, e o local da cremação não foi divulgado.
Tudo seguiu o desejo de discrição manifestado pela família.
Mas há um detalhe que dá outro peso a esse adeus.
Segundo informação confirmada pelo Jornal da Globo, ele foi cremado vestindo a camisa da seleção brasileira.
E o que isso representa?
Muito mais do que uma escolha de roupa para a despedida.
Representa a ligação profunda com o país e com a trajetória que construiu defendendo o Brasil, inclusive quando recusou a NBA para seguir representando a seleção em competições internacionais.
Quem era esse homem por trás da despedida tão simbólica?
Oscar Schmidt, o maior nome da história do basquete brasileiro, o “Mão Santa”, alguém cuja imagem sempre esteve ligada às quadras, aos pontos, à seleção e à entrega absoluta ao esporte.
Mas o que aconteceu antes do diagnóstico que o acompanhou por 15 anos mostra outro lado de sua grandeza: o instante em que um simples mal-estar revelou uma batalha silenciosa, longa e devastadora.
E o que fica quando tudo parece já ter sido dito?
Só que, quanto mais se olha para essa história, mais ela parece dizer que sua despedida não encerra o impacto que ele deixou.