A JBS registrou um lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025, mantendo-se praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior.
No acumulado do ano, o lucro totalizou US$ 2,0 bilhões, representando um aumento de 15% em comparação com 2024, conforme divulgado no balanço da empresa.
A receita líquida da JBS atingiu um recorde de US$ 23,06 bilhões, superando as expectativas dos analistas, que previam US$ 22,38 bilhões.
Este crescimento foi impulsionado por vendas historicamente altas nas operações de carne bovina na América do Norte e no Brasil.
Apesar do aumento na receita, o Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) caiu 7% no trimestre, totalizando US$ 1,72 bilhão.
Este declínio foi principalmente devido à alta nos custos do gado nos Estados Unidos.
No acumulado de 2025, o Ebitda ajustado somou US$ 6,8 bilhões, uma queda de 5% em relação ao ano anterior.
A margem Ebitda ajustada também diminuiu 1,8 ponto percentual, situando-se em 7,4%.
O Conselho de Administração da JBS aprovou o pagamento de dividendos de US$ 1 por ação, a serem pagos em 17 de junho de 2026.
Os acionistas que constarem na base acionária ao final do pregão de 18 de maio de 2026 terão direito a receber esses dividendos.
A operação da JBS Beef North America enfrentou desafios devido à forte alta nos preços do gado e à menor oferta de animais, o que pressionou as margens, apesar da demanda resiliente no mercado norte-americano.
No Brasil, a JBS Brasil destacou-se positivamente, com um crescimento de 26% na receita no quarto trimestre e 21% no ano.
Este desempenho foi apoiado por preços mais altos, recorde de volume de abates, forte demanda externa e um bom desempenho no mercado doméstico, especialmente no último trimestre, favorecido pela demanda por cortes para churrasco.
A Seara também apresentou crescimento nas vendas, impulsionada por maiores volumes e preços, além de um avanço no mercado doméstico e recorde de exportações, mesmo enfrentando restrições pontuais em alguns mercados internacionais ao longo do ano.
Na Austrália, a JBS se beneficiou de preços mais elevados e ganhos de eficiência operacional, conseguindo compensar a alta nos custos do gado e ampliar suas margens.
A geração de caixa livre da JBS foi de US$ 990 milhões no quarto trimestre, enquanto no acumulado de 2025 somou US$ 400 milhões.
A alavancagem, medida pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, encerrou o período em 2,39 vezes, alinhada com o objetivo financeiro de longo prazo da companhia.
Segundo o CEO global, Gilberto Tomazoni, a empresa encerrou o ano com um retorno sobre patrimônio (ROE) de 25% e um retorno sobre o capital investido (ROIC) de 17%, reforçando a disciplina financeira e a resiliência do modelo de negócios da JBS.