Jovem que teve linfoma revela sintomas que médicos ignoraram
A história de Emma Simms, uma surfista inglesa de 32 anos, destaca a importância do reconhecimento precoce dos sintomas do linfoma de Hodgkin.
Emma enfrentou uma jornada desafiadora até obter seu diagnóstico, apesar de apresentar quase todos os sintomas característicos da doença.
Mas quais foram esses sintomas e por que foram ignorados?
Desde o início de 2024, Emma começou a sentir um cansaço persistente e notou que não conseguia ganhar peso, mesmo mantendo uma alimentação adequada e uma rotina de treinos intensa.
Além disso, uma coceira constante nas pernas, especialmente à noite, começou a afetar seu sono.
Com o tempo, surgiram suores noturnos e uma dor no peito que dificultava a respiração.
Esses sintomas são comuns em casos de linfoma, mas por que não foram identificados pelos médicos?
Emma buscou ajuda médica diversas vezes.
Segundo uma entrevista ao The Sun, ela visitou seu posto de saúde três vezes antes de procurar o pronto-socorro devido a uma dor extrema no peito.
Mesmo assim, os exames iniciais não indicaram anomalias.
Emma, preocupada, pesquisou seus sintomas on-line e acreditava que algo grave estava acontecendo.
No entanto, só em dezembro de 2024 conseguiu realizar uma tomografia computadorizada que revelou um tumor de oito centímetros no tórax.
A insistência de Emma foi crucial para o diagnóstico.
Em 4 de fevereiro de 2025, após avaliação dos especialistas, ela recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin.
Mas por que o diagnóstico demorou tanto?
A hematologista Daniela Ferreira Dias, do Instituto Paulista de Cancerologia, explica que a doença afeta o sistema linfático e pode surgir em diferentes partes do corpo.
Para identificação, são utilizados exames laboratoriais e de imagem, além de biópsias.
O tratamento de Emma começou com quimioterapia intensiva, que reduziu o tamanho do tumor nos dois primeiros ciclos.
No entanto, o tratamento trouxe efeitos colaterais significativos, como ganho de peso, perda de cabelo e mudanças na aparência.
Como Emma está lidando com essas mudanças?
Compartilhar sua experiência nas redes sociais tem sido uma fonte de força para ela, conectando-a com outras pessoas e ajudando-a a se sentir menos sozinha.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o Brasil registra cerca de 3 mil novos casos de linfoma de Hodgkin por ano.
O tratamento pode incluir quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, terapias alvo-moleculares e transplante de medula.
Avanços com imunoterapias também estão sendo feitos, utilizando o sistema imunológico do paciente para combater o câncer com menor toxicidade.
A oncohematologista Mariana Oliveira, da Oncoclínicas, destaca que os linfomas têm alto potencial curativo, mas o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
O acompanhamento contínuo é essencial para prevenir recaídas e monitorar efeitos tardios.
A história de Emma Simms serve como um alerta sobre a importância de reconhecer e investigar sintomas persistentes.
O esclarecimento à população sobre os sinais do linfoma é crucial para garantir diagnósticos mais rápidos e tratamentos eficazes.