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Hoje • abril 6, 2026
Uma decisão da **Justiça de São Paulo** mudou o rumo de um dos desdobramentos do roubo que atingiu a **Biblioteca Mário de Andrade** e deixou uma pergunta no ar: por que um dos suspeitos foi solto agora? A resposta veio no fim da tarde desta segunda-feira, **6 de abril**, quando o **Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)** determinou a soltura de **Luís Carlos Nascimento**, conhecido como **Magrão**. Ele era apontado como suspeito de ter dado **“apoio logístico”** aos envolvidos no crime ocorrido em dezembro de 2025, no centro da capital paulista. Mas o que levou o tribunal a rever a prisão? Segundo a **liminar do TJSP**, a denúncia apresentada até aqui é **insuficiente** para afirmar que houve **“efetiva participação”** de Magrão no roubo. Com esse entendimento, a corte considerou **injustificada a prisão preventiva**. Isso significa que ele ficou totalmente livre? Não. A prisão foi substituída por **medidas cautelares alternativas**. Entre elas estão a **proibição de se ausentar da comarca** e o **comparecimento periódico em juízo**. Como Magrão havia sido ligado ao caso? Ele foi detido depois de ser identificado em imagens do sistema **Smart Sampa**, nas quais aparecia caminhando ao lado de um dos outros envolvidos, que carregava as obras roubadas. Ainda assim, para o tribunal, esse material não bastou para sustentar a manutenção da prisão preventiva. Quem pediu a soltura? O **habeas corpus** foi apresentado pelos advogados **Marcos Sá** e **Fábio Abyazar**. A defesa elogiou a decisão do tribunal e afirmou que a inocência de Magrão será **“plenamente comprovada no decorrer da instrução processual”**. E o que aconteceu no roubo à biblioteca? O crime ocorreu na manhã de **7 de dezembro de 2025**. De acordo com a investigação, **Gabriel Pereira de Mello**, conhecido como **Gargamel**, e **Felipe dos Santos Fernandes**, o **Sujinho**, roubaram **13 obras** da maior biblioteca pública de São Paulo. Quais obras foram levadas? Foram **oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse**, e **cinco gravuras de Cândido Portinari**. O prejuízo estimado foi de pelo menos **R$ 1,325 milhão**, valor apontado pelos responsáveis da biblioteca e registrado oficialmente na investigação. Como a ação aconteceu? No dia do furto, Felipe foi até a casa de Gabriel, na **Rua Conde de Sarzedas**. De lá, os dois seguiram para a biblioteca e chegaram por volta das **10h20**. Durante a ação, um segurança e um casal foram rendidos por Gabriel, que estava com **arma de fogo**. Em pouco mais de **20 minutos**, os assaltantes saíram pela porta da frente levando as obras. E depois da fuga? O veículo usado apresentou **pane elétrica** na **Rua João Adolfo**, a cerca de dois quilômetros da biblioteca. A partir daí, os suspeitos seguiram **a pé**. Em determinado momento, Felipe pagou **R$ 30** a um usuário de drogas para ajudá-lo a carregar as obras. Às **11h**, Gabriel chegou ao prédio onde mora com a primeira leva do material roubado. Antes disso, ele foi flagrado **quebrando as molduras** do acervo subtraído. Onde Magrão entra nessa sequência? Posteriormente, ele também aparece, e havia sido acusado de ajudar **Felipe** e **Gabriel** a transportar o restante das obras. Foi justamente essa suspeita que levou à prisão agora revogada. Houve mais pessoas envolvidas? Sim. Na noite do mesmo dia, **Cícera de Oliveira Santos**, esposa de Gabriel, foi vista chegando ao prédio do companheiro. Às **19h38**, ela deixou o edifício com **duas sacolas contendo as obras** e as entregou ao marido, que naquele momento já não estava mais no local. Cícera foi presa em **19 de dezembro**. E Gabriel, onde foi visto pela última vez? Por volta das **20h30**, ele apareceu na estação de metrô **Parque Dom Pedro**. Depois, desembarcou na estação **Itaquera**, onde foi flagrado pela última vez. As obras foram recuperadas? **Não.** Até a publicação da reportagem, **nenhuma** havia sido recuperada. A **Polícia Civil** acredita que o acervo está com **Gabriel**, que segue **foragido**. Quem continua preso? **Felipe dos Santos Fernandes** permanece preso desde dezembro. Além disso, a Justiça determinou o **bloqueio de R$ 1,325 milhão** nas contas dos suspeitos. E quais foram as 13 obras roubadas? Foram estas: **The Clown**, **The Circus**, **Monsieur Loyal**, **The Nightmare of the White Elephant**, **The Codomas**, **The Sword Swallower** e **The Cowboy**, de **Henri Matisse**; e **Mestiço Preso em Tronco**, **Homem Morto**, **Queimada no Canavial**, **Mulher Morta** e **Homem a Cavalo com Menino na Garupa (1959)**, de **Cândido Portinari**.
Justiça de SP solta suspeito de participar de roubo à biblioteca Mário de Andrade
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Uma decisão da Justiça de São Paulo mudou o rumo de um dos desdobramentos do roubo que atingiu a Biblioteca Mário de Andrade e deixou uma pergunta no ar: por que um dos suspeitos foi solto agora?

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A resposta veio no fim da tarde desta segunda-feira, 6 de abril, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou a soltura de Luís Carlos Nascimento, conhecido como Magrão.

10:23

Ele era apontado como suspeito de ter dado “apoio logístico” aos envolvidos no crime ocorrido em dezembro de 2025, no centro da capital paulista.

10:24

Mas o que levou o tribunal a rever a prisão?

10:25 ✓✓

Segundo a liminar do TJSP, a denúncia apresentada até aqui é insuficiente para afirmar que houve “efetiva participação” de Magrão no roubo.

10:26

Com esse entendimento, a corte considerou injustificada a prisão preventiva.

10:27

Isso significa que ele ficou totalmente livre?

10:28 ✓✓

Não.

10:29

A prisão foi substituída por medidas cautelares alternativas.

10:30

Entre elas estão a proibição de se ausentar da comarca e o comparecimento periódico em juízo.

10:31

Como Magrão havia sido ligado ao caso?

10:32 ✓✓

Ele foi detido depois de ser identificado em imagens do sistema Smart Sampa, nas quais aparecia caminhando ao lado de um dos outros envolvidos, que carregava as obras roubadas.

10:33

Ainda assim, para o tribunal, esse material não bastou para sustentar a manutenção da prisão preventiva.

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Quem pediu a soltura?

10:35 ✓✓

O habeas corpus foi apresentado pelos advogados Marcos Sá e Fábio Abyazar.

10:36

A defesa elogiou a decisão do tribunal e afirmou que a inocência de Magrão será “plenamente comprovada no decorrer da instrução processual”.

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E o que aconteceu no roubo à biblioteca?

10:38 ✓✓

O crime ocorreu na manhã de 7 de dezembro de 2025.

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De acordo com a investigação, Gabriel Pereira de Mello, conhecido como Gargamel, e Felipe dos Santos Fernandes, o Sujinho, roubaram 13 obras da maior biblioteca pública de São Paulo.

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Quais obras foram levadas?

10:41 ✓✓

Foram oito gravuras da série “Jazz”, de Henri Matisse, e cinco gravuras de Cândido Portinari.

10:42

O prejuízo estimado foi de pelo menos R$ 1,325 milhão, valor apontado pelos responsáveis da biblioteca e registrado oficialmente na investigação.

10:43

Como a ação aconteceu?

10:44 ✓✓

No dia do furto, Felipe foi até a casa de Gabriel, na Rua Conde de Sarzedas.

10:45

De lá, os dois seguiram para a biblioteca e chegaram por volta das 10h20.

10:46

Durante a ação, um segurança e um casal foram rendidos por Gabriel, que estava com arma de fogo.

10:47

Em pouco mais de 20 minutos, os assaltantes saíram pela porta da frente levando as obras.

10:48

E depois da fuga?

10:49 ✓✓

O veículo usado apresentou pane elétrica na Rua João Adolfo, a cerca de dois quilômetros da biblioteca.

10:50

A partir daí, os suspeitos seguiram a pé.

10:51

Em determinado momento, Felipe pagou R$ 30 a um usuário de drogas para ajudá-lo a carregar as obras.

10:52

Às 11h, Gabriel chegou ao prédio onde mora com a primeira leva do material roubado.

10:53

Antes disso, ele foi flagrado quebrando as molduras do acervo subtraído.

10:54

Onde Magrão entra nessa sequência?

10:55 ✓✓

Posteriormente, ele também aparece, e havia sido acusado de ajudar Felipe e Gabriel a transportar o restante das obras.

10:56

Foi justamente essa suspeita que levou à prisão agora revogada.

10:57

Houve mais pessoas envolvidas?

10:58 ✓✓

Sim.

10:59

Na noite do mesmo dia, Cícera de Oliveira Santos, esposa de Gabriel, foi vista chegando ao prédio do companheiro.

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Às 19h38, ela deixou o edifício com duas sacolas contendo as obras e as entregou ao marido, que naquele momento já não estava mais no local.

10:01

Cícera foi presa em 19 de dezembro.

10:02

E Gabriel, onde foi visto pela última vez?

10:03 ✓✓

Por volta das 20h30, ele apareceu na estação de metrô Parque Dom Pedro.

10:04

Depois, desembarcou na estação Itaquera, onde foi flagrado pela última vez.

10:05

As obras foram recuperadas?

10:06 ✓✓

Não.

10:07

Até a publicação da reportagem, nenhuma havia sido recuperada.

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A Polícia Civil acredita que o acervo está com Gabriel, que segue foragido.

10:09

Quem continua preso?

10:10 ✓✓

Felipe dos Santos Fernandes permanece preso desde dezembro.

10:11

Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,325 milhão nas contas dos suspeitos.

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E quais foram as 13 obras roubadas?

10:13 ✓✓

Foram estas: The Clown, The Circus, Monsieur Loyal, The Nightmare of the White Elephant, The Codomas, The Sword Swallower e The Cowboy, de Henri Matisse; e Mestiço Preso em Tronco, Homem Morto, Queimada no Canavial, Mulher Morta e Homem a Cavalo com Menino na Garupa (1959), de Cândido Portinari.

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(Fonte: Site)

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