A Justiça de São Paulo negou um pedido liminar para a soltura do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio contra sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana, e de fraude processual.
Segundo a publicação, o pedido foi analisado pelo desembargador Cesar Augusto Andrade de Castro, que decidiu que a questão deve ser apreciada por todos os integrantes do colegiado da 9ª Câmara de Direito Criminal.
O advogado de defesa, Eugênio Malavasi, afirmou ao UOL que o fundamento usado pelo desembargador está "juridicamente correto".
Por que a Justiça negou o pedido de soltura?
A decisão de negar a liminar foi baseada na necessidade de uma análise mais aprofundada pelo colegiado da 9ª Câmara Criminal.
O grupo de desembargadores ainda examinará o pedido de habeas corpus, podendo decidir pela soltura ou não de Neto.
Não há uma data definida para essa decisão.
Como a família de Gisele reagiu à decisão?
A defesa da família de Gisele expressou alívio com a decisão.
O advogado José Miguel Júnior Silva declarou que a liminar negada representa "um passo importante" no processo.
Qual é a situação atual de Geraldo Leite Rosa Neto?
Neto foi preso em São José dos Campos (SP) no dia 18 de março, um mês após a morte de Gisele.
Ele está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo.
Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) também negou um recurso da defesa, mantendo a prisão do policial militar.
A Corte não aceitou a tese de que o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo era incompetente para decidir pela prisão preventiva do réu.
O que aconteceu no dia da morte de Gisele?
Gisele foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava com o marido, no Brás, em São Paulo, em 18 de fevereiro.
Ela foi socorrida em estado grave, mas a morte foi constatada no mesmo dia.
Geraldo afirmou em depoimento que, no dia dos fatos, discutiu com Gisele sobre a separação.
Ele alegou que, após a discussão, ouviu um barulho e encontrou Gisele ferida no chão.
Quais são as alegações da defesa de Geraldo?
Geraldo nega ter matado a esposa e afirma ter a consciência tranquila.
Ele declarou que está sendo atacado por inverdades e que colabora com as autoridades desde o início das investigações.
O advogado de Geraldo destacou que informações descontextualizadas estão sendo divulgadas, afetando a honra e dignidade do cliente.
Como a investigação está sendo conduzida?
O caso foi inicialmente registrado como suicídio, mas foi alterado para "morte suspeita" após depoimento da mãe de Gisele.
A ocorrência está sendo investigada pelo 8º Distrito Policial (Brás) e pela Corregedoria da Polícia Militar.
O corpo de Gisele foi exumado para nova perícia, que apontou lesões contundentes na face e região cervical, mas não encontrou lesões típicas de defesa.
Quais são as medidas de proteção disponíveis para vítimas de violência?
Denúncias de violência podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas.
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