Lula é favorito, mas máquina que ele comanda está fazendo fumaça, diz Afif
Guilherme Afif Domingos, uma figura proeminente na política brasileira, compartilha suas percepções sobre o cenário político atual.
Segundo ele, Lula é visto como favorito nas eleições devido ao seu forte poder de manipulação das massas e por ter a "máquina na mão".
No entanto, Afif alerta que essa máquina está "fazendo fumaça" devido a uma crise fiscal, o que pode impactar a trajetória política de Lula.
Afif, que possui uma trajetória política diversificada, atuou como secretário de Tarcísio de Freitas, assessor de Paulo Guedes, vice-governador de Geraldo Alckmin e ministro de Dilma Rousseff.
Ele é conhecido por sua defesa dos pequenos empresários e pela desburocratização, bandeiras que levanta desde que se tornou diretor da Associação Comercial de São Paulo há 50 anos.
Em seu livro de memórias, "Juntos Chegaremos Lá", Afif reflete sobre sua carreira e as mudanças políticas no Brasil.
O cenário político brasileiro, segundo Afif, tem uma tendência centrista.
Ele acredita que o brasileiro é contra extremismos, o que abre espaço para um candidato de centro nas eleições.
Afif destaca que, historicamente, o Brasil teve estruturas que sustentavam o centro, como o PSD e a UDN, mas observa que atualmente há uma radicalização política.
Ele estima que cerca de 40% do eleitorado não se alinha nem à direita nem à esquerda, o que representa um espaço significativo para o centro.
Afif também discute o liberalismo no Brasil, afirmando que, embora tenha sido uma ideia marginal no passado, hoje há um campo mais fértil para essas ideias.
Ele menciona a criação do Simples e do MEI (Microempreendedor Individual) como exemplos de iniciativas que visam dar competitividade aos pequenos empresários, que são frequentemente prejudicados pela burocracia estatal.
Em relação às eleições, Afif vê Flávio Bolsonaro como um candidato competitivo, destacando que ele tenta se posicionar como um moderado, diferente do pai.
Afif acredita que o bolsonarismo tem um apoio fixo de cerca de 20% a 21% do eleitorado, mas Flávio precisará conquistar mais para ser bem-sucedido.
Afif também reflete sobre sua própria experiência na campanha presidencial de 1989, onde, por um breve período, foi uma sensação.
Ele compara essa experiência com o cenário atual, destacando que, naquela época, a comunicação era mais importante do que a máquina política.
Sobre o futuro político, Afif acredita que Tarcísio de Freitas tem potencial para ser um forte candidato à presidência em 2030, após completar seu ciclo de projetos estruturais em São Paulo.
Ele vê Tarcísio como alguém que planta "carvalhos", projetos de longo prazo, ao invés de "couve", que são iniciativas de curto prazo.
Por fim, Afif comenta sobre a candidatura de Fernando Haddad, afirmando que ele enfrentará desafios devido à "herança maldita" do governo anterior e ao aumento de impostos, o que pode impactar negativamente seu desempenho eleitoral.
Essas reflexões de Guilherme Afif Domingos