Um valor de R$ 80 milhões colocou o Banco Master e o escritório da família de Alexandre de Moraes no centro de uma nova revelação.
De onde saiu esse número e o que os documentos indicam?
Mas esses repasses foram pontuais ou seguiram um padrão?
Os dados apontam uma sequência regular: foram 22 pagamentos mensais, feitos entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, cada um no valor de R$ 3.646.529,72. Quanto isso representa no total?
A soma declarada chega a R$ 80.223.653,84, destinados ao escritório liderado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro do STF.
E esse montante encerrava toda a relação contratual entre as partes?
Não.
Os documentos mencionam que o contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia previa pagamentos mensais por três anos, em um valor que superaria R$ 130 milhões.
Então por que o total declarado ficou abaixo disso?
Porque os pagamentos foram interrompidos com a liquidação do banco e a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro.
O que disse o escritório diante da divulgação dessas informações?
Em nota, Barci de Moraes afirmou que “não confirma essas informações incorretas e vazadas ilicitamente, lembrando que todos os dados fiscais são sigilosos”.
E qual foi a manifestação de Alexandre de Moraes?
Até o momento mencionado, Moraes ainda não havia se manifestado.
Havia alguma explicação pública anterior sobre os serviços prestados ao banco?
Em março, o escritório divulgou um comunicado no qual afirmou ter prestado “ampla consultoria e atuação jurídica” em favor do Banco Master.
Esse trabalho teria ocorrido em qual período?
De acordo com a própria banca, o contrato durou de fevereiro de 2024 a novembro de 2025.
Mas que tipo de atuação foi descrita pelo escritório?
A banca informou ter realizado 94 reuniões de trabalho e produzido 36 pareceres técnicos.
Sobre quais temas?
Segundo o comunicado, os pareceres trataram de uma ampla gama de assuntos, incluindo aspectos previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, de compliance, proteção de dados e crédito, entre outros.
O escritório atuou em processos do banco no Supremo Tribunal Federal?
A resposta apresentada pela própria banca foi negativa.
O escritório afirmou que não conduziu causas para o Master no Supremo.
Então como descreveu sua estrutura de atendimento?
Disse ter alocado 15 advogados na equipe dedicada ao banco e ter contatado outros três escritórios especializados em consultoria.
Se houve manifestações públicas, o valor do contrato já havia sido informado antes?
Não.
Em nenhuma das manifestações citadas, o escritório informou o valor do contrato.
É justamente nesse ponto que os documentos fiscais ganham relevância, porque trazem os números declarados pelo banco à Receita Federal.
Quais são, afinal, os dados completos que aparecem nessa documentação?
O Banco Master declarou 22 pagamentos mensais de R$ 3.646.529,72, realizados entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, totalizando R$ 80.223.653,84 ao escritório Barci de Moraes, da família do ministro Alexandre de Moraes.
O contrato previa repasses por três anos, em valor superior a R$ 130 milhões, mas os pagamentos foram interrompidos após a liquidação do banco e a prisão de Daniel Vorcaro.
O escritório declarou ter prestado consultoria e atuação jurídica, com 94 reuniões, 36 pareceres técnicos, atuação em temas previdenciários, contratuais, negociais, trabalhistas, regulatórios, de compliance, proteção de dados e crédito, negou ter conduzido causas do banco no STF, afirmou ter mobilizado 15 advogados e consultado três outros escritórios, e disse que não confirma as informações, classificadas por ele como incorretas e vazadas ilicitamente.
Moraes ainda não se manifestou.