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Hoje • abril 6, 2026
O número assusta de imediato: **R$ 31 bilhões**. Mas por que o governo decidiu abrir espaço para uma despesa desse tamanho? Porque a alta do petróleo provocada pela **guerra no Oriente Médio** pressionou combustíveis estratégicos, e o Planalto anunciou medidas para conter esse impacto sobre **diesel**, **querosene de aviação** e **biodiesel**. Isso significa um rombo nas contas públicas? Segundo a equipe econômica, não. A justificativa é que o efeito fiscal será **neutro**, já que o aumento da arrecadação com **royalties do petróleo** compensaria a despesa. Como isso seria possível? Com a disparada do barril tipo **brent**, que saiu de **US$ 72** antes da guerra para **US$ 110** na segunda-feira, **6 de abril de 2026**. Esse movimento eleva a receita do governo com o petróleo e, na avaliação oficial, cria espaço para bancar as medidas. Mas de onde vem a estimativa de até **R$ 31 bilhões**? O cálculo foi feito pela própria equipe econômica. O ministro do Planejamento e Orçamento, **Bruno Moretti**, afirmou que, somadas, todas as ações podem chegar a esse valor. E há uma expectativa adicional: dependendo do cenário considerado, a arrecadação extra com petróleo pode alcançar **R$ 40 bilhões**. Em que base esse número foi projetado? Em um cenário com o barril **brent a US$ 90**. Por isso, Moretti disse estar “**tranquilo**” quanto à capacidade de custear as medidas com essa receita extraordinária. E quais são, na prática, essas ações? O governo vai conceder **subsídios** para empresas que importam diesel e também para produtores nacionais. Essas medidas incluem **subvenção**, ou seja, ajuda de custo paga pela **União**, além de **redução de alíquotas**. A intenção é reduzir a pressão de preços em combustíveis considerados sensíveis para a economia. Como isso atinge o diesel importado? O governo criou **duas subvenções** ao óleo diesel que complementam a ajuda de custo de **R$ 0,32 por litro**, já publicada na **Medida Provisória nº 1.340**. Além disso, a medida provisória anunciada em **6 de abril de 2026** acrescenta uma subvenção de **R$ 1,20 por litro**. Quem paga essa conta? O valor será dividido entre **Estados**, com **R$ 0,60**, e **União**, com outros **R$ 0,60**. Quanto custa essa parte específica? **R$ 4 bilhões**. Desse total, **R$ 2 bilhões** cabem ao governo federal, e o restante aos demais entes. Todos os Estados aderiram? Não. Segundo o ministro da Fazenda, **Dario Durigan**, apenas **2 Estados** não aderiram. O que acontece nesses casos? De acordo com ele, o combustível tende a ficar mais caro nesses locais. E por quanto tempo essa medida vale? Por **2 meses**, com possibilidade de prorrogação por mais **2 meses**. E o diesel produzido no Brasil, também entra no pacote? Sim. O governo vai custear uma redução de **R$ 0,80 por litro** para o diesel nacional. Quanto foi separado para isso? Até **R$ 10 bilhões**. Mas esse será o gasto final? Segundo Bruno Moretti, não. Ele afirmou que o custo efetivo deve ficar em **R$ 6 bilhões**. Essas medidas valem por quanto tempo? Pelos meses de **abril e maio**, também com possibilidade de prorrogação. E como o governo pretende garantir que a queda chegue ao consumidor? Foi enviada uma **medida provisória** para punir empresários que não repassarem a redução de preços. O ministro de Minas e Energia, **Alexandre Silveira**, disse ainda que um **projeto de lei em caráter de urgência** vai ampliar os poderes da **ANP**. Para quê? Para reforçar a fiscalização e aplicar o que ele chamou de **“medidas coercitivas”** contra quem “**atentar**” contra a economia popular. Que tipo de punição está sendo prevista? Segundo Silveira, empresários que “**infringir as leis**” da economia popular passarão a ser punidos também no **CPF**, e não apenas no **CNPJ**. Há alguma condição para isso? Sim. É necessária uma **“flagrante” irregularidade**. O ministro afirmou que o governo tem visto essa prática de forma **“reiterada”** em ações da **Polícia Federal**, do **Cade** e da **ANP**. E qual é a exigência para as empresas daqui para frente? De acordo com Bruno Moretti, elas deverão adotar mecanismos para a **suavização de preços**. A razão, segundo ele, é direta: não seria **“razoável”** que o dinheiro da subvenção pago pelo contribuinte não resultasse em diesel mais barato. No fim, o pacote anunciado reúne exatamente isso: ajuda de custo de **R$ 0,32 por litro** já prevista na **MP nº 1.340**, subvenção adicional de **R$ 1,20 por litro** para o diesel importado, redução de **R$ 0,80 por litro** para o diesel produzido no Brasil, alcance sobre **diesel**, **QAV** e **biodiesel**, custo total estimado em até **R$ 31 bilhões** em **2026** e compensação esperada com a alta da arrecadação de **royalties do petróleo**.
Medidas de Lula para diesel, gás e querosene custam R$ 31 bi
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O número assusta de imediato: R$ 31 bilhões.

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Mas por que o governo decidiu abrir espaço para uma despesa desse tamanho?

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Porque a alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio pressionou combustíveis estratégicos, e o Planalto anunciou medidas para conter esse impacto sobre diesel, querosene de aviação e biodiesel.

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Isso significa um rombo nas contas públicas?

10:25 ✓✓

Segundo a equipe econômica, não.

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A justificativa é que o efeito fiscal será neutro, já que o aumento da arrecadação com royalties do petróleo compensaria a despesa.

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Como isso seria possível?

10:28 ✓✓

Com a disparada do barril tipo brent, que saiu de US$ 72 antes da guerra para US$ 110 na segunda-feira, 6 de abril de 2026.

10:29

Esse movimento eleva a receita do governo com o petróleo e, na avaliação oficial, cria espaço para bancar as medidas.

10:30

Mas de onde vem a estimativa de até R$ 31 bilhões?

10:31 ✓✓

O cálculo foi feito pela própria equipe econômica.

10:32

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que, somadas, todas as ações podem chegar a esse valor.

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E há uma expectativa adicional: dependendo do cenário considerado, a arrecadação extra com petróleo pode alcançar R$ 40 bilhões.

10:34

Em que base esse número foi projetado?

10:35 ✓✓

Em um cenário com o barril brent a US$ 90.

10:36

Por isso, Moretti disse estar “tranquilo” quanto à capacidade de custear as medidas com essa receita extraordinária.

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E quais são, na prática, essas ações?

10:38 ✓✓

O governo vai conceder subsídios para empresas que importam diesel e também para produtores nacionais.

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Essas medidas incluem subvenção, ou seja, ajuda de custo paga pela União, além de redução de alíquotas.

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A intenção é reduzir a pressão de preços em combustíveis considerados sensíveis para a economia.

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Como isso atinge o diesel importado?

10:42 ✓✓

O governo criou duas subvenções ao óleo diesel que complementam a ajuda de custo de R$ 0,32 por litro, já publicada na Medida Provisória nº 1.

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340.

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Além disso, a medida provisória anunciada em 6 de abril de 2026 acrescenta uma subvenção de R$ 1,20 por litro.

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Quem paga essa conta?

10:46 ✓✓

O valor será dividido entre Estados, com R$ 0,60, e União, com outros R$ 0,60.

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Quanto custa essa parte específica?

10:48 ✓✓

R$ 4 bilhões.

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Desse total, R$ 2 bilhões cabem ao governo federal, e o restante aos demais entes.

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Todos os Estados aderiram?

10:51 ✓✓

Não.

10:52

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, apenas 2 Estados não aderiram.

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O que acontece nesses casos?

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De acordo com ele, o combustível tende a ficar mais caro nesses locais.

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E por quanto tempo essa medida vale?

10:56 ✓✓

Por 2 meses, com possibilidade de prorrogação por mais 2 meses.

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E o diesel produzido no Brasil, também entra no pacote?

10:58 ✓✓

Sim.

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O governo vai custear uma redução de R$ 0,80 por litro para o diesel nacional.

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Quanto foi separado para isso?

10:01 ✓✓

Até R$ 10 bilhões.

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Mas esse será o gasto final?

10:03 ✓✓

Segundo Bruno Moretti, não.

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Ele afirmou que o custo efetivo deve ficar em R$ 6 bilhões.

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Essas medidas valem por quanto tempo?

10:06 ✓✓

Pelos meses de abril e maio, também com possibilidade de prorrogação.

10:07

E como o governo pretende garantir que a queda chegue ao consumidor?

10:08 ✓✓

Foi enviada uma medida provisória para punir empresários que não repassarem a redução de preços.

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse ainda que um projeto de lei em caráter de urgência vai ampliar os poderes da ANP.

10:10

Para quê?

10:11 ✓✓

Para reforçar a fiscalização e aplicar o que ele chamou de “medidas coercitivas” contra quem “atentar” contra a economia popular.

10:12

Que tipo de punição está sendo prevista?

10:13 ✓✓

Segundo Silveira, empresários que “infringir as leis” da economia popular passarão a ser punidos também no CPF, e não apenas no CNPJ.

10:14

Há alguma condição para isso?

10:15 ✓✓

Sim.

10:16

É necessária uma “flagrante” irregularidade.

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O ministro afirmou que o governo tem visto essa prática de forma “reiterada” em ações da Polícia Federal, do Cade e da ANP.

10:18

E qual é a exigência para as empresas daqui para frente?

10:19 ✓✓

De acordo com Bruno Moretti, elas deverão adotar mecanismos para a suavização de preços.

10:20

A razão, segundo ele, é direta: não seria “razoável” que o dinheiro da subvenção pago pelo contribuinte não resultasse em diesel mais barato.

10:21

No fim, o pacote anunciado reúne exatamente isso: ajuda de custo de R$ 0,32 por litro já prevista na MP nº 1.

10:22

340, subvenção adicional de R$ 1,20 por litro para o diesel importado, redução de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no Brasil, alcance sobre diesel, QAV e biodiesel, custo total estimado em até R$ 31 bilhões em 2026 e compensação esperada com a alta da arrecadação de royalties do petróleo.

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(Fonte: Site)

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