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Hoje • abril 7, 2026
Em meio a uma crise que pressiona o **Supremo Tribunal Federal**, André Mendonça escolheu uma frase direta para marcar posição: **um bom magistrado não privilegia amigos nem persegue inimigos**. Onde ele disse isso, e por que a declaração ganhou tanto peso? A fala foi feita na noite de segunda-feira, 6, durante uma homenagem da **Assembleia Legislativa de São Paulo**, que concedeu ao ministro o **Colar da Honra ao Mérito Legislativo**. Mas o que exatamente Mendonça afirmou naquele discurso? Ao receber a homenagem, ele disse que um bom juiz deve ser **imparcial**, **íntegro**, **responsável** e comprometido em **buscar a Justiça**. Também declarou que o único interesse de um magistrado deve ser **“fazer o que é certo”**. Em seguida, detalhou o que entende por imparcialidade: olhar para as pessoas de modo igualitário, considerar os interesses envolvidos de forma equânime, **não privilegiar amigos** e **não perseguir inimigos**. Foi nesse contexto que assumiu publicamente esse compromisso na chamada **Casa do povo de São Paulo**. Por que essa fala repercutiu além da cerimônia? Porque ela ocorreu no momento em que o Supremo enfrenta desdobramentos do caso envolvendo o **Banco Master**. Mendonça é relator dos inquéritos do banco e também dos descontos irregulares no **INSS**, e afirmou que seguirá esses princípios no tribunal. A declaração, portanto, não apareceu de forma abstrata. Ela foi feita quando o debate sobre conduta, credibilidade e independência dos ministros já estava no centro das atenções. E qual é o pano de fundo dessa crise? O ministro **Dias Toffoli** deixou a relatoria do inquérito após a **Polícia Federal** encontrar menções a ele no celular de **Daniel Vorcaro**, dono do Banco Master. Ao mesmo tempo, o escritório da família do ministro **Alexandre de Moraes** firmou um contrato de **R$ 129 milhões** com o banco por três anos. Moraes e Toffoli **negam qualquer irregularidade**, mas a situação levou o presidente do STF, **Edson Fachin**, a anunciar um **Código de Ética** para os integrantes da Corte. Mendonça tratou apenas de imparcialidade? Não. Ele também falou sobre a relação entre magistratura e confiança pública. Disse que juízes não estão **imunes a incompreensões**, mas precisam estar imunes a ações que comprometam, de forma substancial, voluntária e consciente, a **credibilidade** que a sociedade espera de um bom magistrado. A fala reforçou a ideia de que a função exige não só independência, mas também preservação da confiança institucional. Quem esteve ao lado dele nesse evento? A cerimônia reuniu nomes de peso da política. O governador **Tarcísio de Freitas** afirmou que o ministro representa uma **“esperança no deserto”** e atua com **imparcialidade, discrição e firmeza**. O deputado estadual **Oseias de Madureira**, autor da homenagem, disse que a atuação de Mendonça na Corte representa algo mais profundo, por ser, segundo ele, a voz de uma parcela da sociedade que valoriza **a família**, **a liberdade religiosa** e princípios que considera fundamentais. Já o presidente da Alesp, **André do Prado**, declarou que a trajetória do ministro **honra o Brasil** e mostra que o serviço público pode ser exercido com **equilíbrio**. Houve mais manifestações? Sim. O prefeito de São Paulo, **Ricardo Nunes**, disse se considerar **amigo** de Mendonça e o classificou como **um grande exemplo**. A presença de autoridades, porém, não se limitou a elogios. Um dos nomes que mais chamaram atenção foi o do advogado-geral da União, **Jorge Messias**, indicado pelo presidente **Luiz Inácio Lula da Silva** ao STF. Ele participou da homenagem, mas não discursou. E como Mendonça se dirigiu a Messias? Com uma fala pública de apoio à indicação. O ministro disse que era uma honra ter o AGU presente e recordou a importância da **Advocacia-Geral da União** na trajetória de ambos. Depois, afirmou: **“Nossas carreiras na AGU foram grandes divisores de águas para as nossas correspondentes trajetórias e faço votos que, em breve, você possa deixar a AGU por um motivo de estar comigo no Supremo Tribunal Federal”**. Quem mais destacou essa presença? O deputado federal **Cezinha de Madureira**, da bancada evangélica, afirmou que Messias **“fez questão”** de comparecer à homenagem. Ele próprio havia participado, em outubro do ano passado, de uma reunião com Lula e Messias no **Palácio do Planalto**, pouco mais de um mês antes da indicação do AGU ao Supremo. Mendonça, pastor auxiliar da **Igreja Presbiteriana de Pinheiros**, e Messias, membro da **Igreja Batista Cristã de Brasília**, estiveram assim no mesmo evento em que a frase mais forte da noite foi dita por inteiro: **“Imparcialidade é olhar para as pessoas de modo igualitário, considerar os interesses envolvidos de forma equânime, não privilegiar amigos, não perseguir inimigos. Esse é um compromisso que eu faço na Casa do povo de São Paulo.”**
Mendonça diz que “bom magistrado” não privilegia amigos
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Em meio a uma crise que pressiona o Supremo Tribunal Federal, André Mendonça escolheu uma frase direta para marcar posição: um bom magistrado não privilegia amigos nem persegue inimigos.

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Onde ele disse isso, e por que a declaração ganhou tanto peso?

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A fala foi feita na noite de segunda-feira, 6, durante uma homenagem da Assembleia Legislativa de São Paulo, que concedeu ao ministro o Colar da Honra ao Mérito Legislativo.

10:24

Mas o que exatamente Mendonça afirmou naquele discurso?

10:25 ✓✓

Ao receber a homenagem, ele disse que um bom juiz deve ser imparcial, íntegro, responsável e comprometido em buscar a Justiça.

10:26

Também declarou que o único interesse de um magistrado deve ser “fazer o que é certo”.

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Em seguida, detalhou o que entende por imparcialidade: olhar para as pessoas de modo igualitário, considerar os interesses envolvidos de forma equânime, não privilegiar amigos e não perseguir inimigos.

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Foi nesse contexto que assumiu publicamente esse compromisso na chamada Casa do povo de São Paulo.

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Por que essa fala repercutiu além da cerimônia?

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Porque ela ocorreu no momento em que o Supremo enfrenta desdobramentos do caso envolvendo o Banco Master.

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Mendonça é relator dos inquéritos do banco e também dos descontos irregulares no INSS, e afirmou que seguirá esses princípios no tribunal.

10:32

A declaração, portanto, não apareceu de forma abstrata.

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Ela foi feita quando o debate sobre conduta, credibilidade e independência dos ministros já estava no centro das atenções.

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E qual é o pano de fundo dessa crise?

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O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito após a Polícia Federal encontrar menções a ele no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

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Ao mesmo tempo, o escritório da família do ministro Alexandre de Moraes firmou um contrato de R$ 129 milhões com o banco por três anos.

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Moraes e Toffoli negam qualquer irregularidade, mas a situação levou o presidente do STF, Edson Fachin, a anunciar um Código de Ética para os integrantes da Corte.

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Mendonça tratou apenas de imparcialidade?

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Não.

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Ele também falou sobre a relação entre magistratura e confiança pública.

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Disse que juízes não estão imunes a incompreensões, mas precisam estar imunes a ações que comprometam, de forma substancial, voluntária e consciente, a credibilidade que a sociedade espera de um bom magistrado.

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A fala reforçou a ideia de que a função exige não só independência, mas também preservação da confiança institucional.

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Quem esteve ao lado dele nesse evento?

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A cerimônia reuniu nomes de peso da política.

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O governador Tarcísio de Freitas afirmou que o ministro representa uma “esperança no deserto” e atua com imparcialidade, discrição e firmeza.

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O deputado estadual Oseias de Madureira, autor da homenagem, disse que a atuação de Mendonça na Corte representa algo mais profundo, por ser, segundo ele, a voz de uma parcela da sociedade que valoriza a família, a liberdade religiosa e princípios que considera fundamentais.

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Já o presidente da Alesp, André do Prado, declarou que a trajetória do ministro honra o Brasil e mostra que o serviço público pode ser exercido com equilíbrio.

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Houve mais manifestações?

10:49 ✓✓

Sim.

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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse se considerar amigo de Mendonça e o classificou como um grande exemplo.

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A presença de autoridades, porém, não se limitou a elogios.

10:52

Um dos nomes que mais chamaram atenção foi o do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao STF.

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Ele participou da homenagem, mas não discursou.

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E como Mendonça se dirigiu a Messias?

10:55 ✓✓

Com uma fala pública de apoio à indicação.

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O ministro disse que era uma honra ter o AGU presente e recordou a importância da Advocacia-Geral da União na trajetória de ambos.

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Depois, afirmou: “Nossas carreiras na AGU foram grandes divisores de águas para as nossas correspondentes trajetórias e faço votos que, em breve, você possa deixar a AGU por um motivo de estar comigo no Supremo Tribunal Federal”.

10:58

Quem mais destacou essa presença?

10:59 ✓✓

O deputado federal Cezinha de Madureira, da bancada evangélica, afirmou que Messias “fez questão” de comparecer à homenagem.

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Ele próprio havia participado, em outubro do ano passado, de uma reunião com Lula e Messias no Palácio do Planalto, pouco mais de um mês antes da indicação do AGU ao Supremo.

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Mendonça, pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Pinheiros, e Messias, membro da Igreja Batista Cristã de Brasília, estiveram assim no mesmo evento em que a frase mais forte da noite foi dita por inteiro: “Imparcialidade é olhar para as pessoas de modo igualitário, considerar os interesses envolvidos de forma equânime, não privilegiar amigos, não perseguir inimigos.

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Esse é um compromisso que eu faço na Casa do povo de São Paulo.

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(Fonte: Site)

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