Bastou uma frase para interromper o barulho das críticas e mudar o rumo da conversa: “A minha fé em Deus não tem nada a ver com o que eu canto.
” Mas por que Simone Mendes precisou responder de forma tão direta?
Porque, recentemente, a cantora passou a enfrentar uma onda de questionamentos sobre uma suposta contradição entre sua fé e o conteúdo de suas músicas sertanejas, especialmente por causa do hit “P de Pecado”.
De onde vieram essas críticas?
Elas ganharam força nas redes sociais, onde parte do público apontou uma alegada incoerência entre os valores religiosos da artista e a sensualidade presente em parte de seu repertório.
A discussão cresceu justamente porque Simone é uma figura pública conhecida não apenas pela carreira musical, mas também por expor uma imagem ligada à família, à responsabilidade e à espiritualidade.
Diante disso, a pergunta passou a circular com insistência: seria possível conciliar essas duas dimensões?
Foi para responder a isso que Simone aproveitou uma coletiva de imprensa.
E o que ela disse?
A cantora estabeleceu um limite claro entre sua intimidade e sua profissão.
Para explicar seu ponto de vista, recorreu a uma analogia com a teledramaturgia.
A lógica apresentada por ela foi simples: um intérprete não precisa viver, na vida real, as histórias que canta, da mesma forma que um ator não precisa experimentar pessoalmente tudo o que representa em cena.
Mas essa separação, segundo ela, vale também para sua vida pessoal?
Sim, e foi justamente aí que Simone reforçou sua posição.
A artista afirmou que sua postura como esposa e mãe é inegociável e completamente diferente das narrativas de traição, boemia ou desejo que aparecem em canções do universo sertanejo.
Em vez de aceitar a ideia de que suas letras deveriam refletir sua rotina privada, ela rebateu essa expectativa com firmeza.
Como ela definiu essa diferença?
Com palavras diretas: “Eu respeito a minha família, tenho uma conduta de vida familiar e de responsabilidade com meus filhos que não condiz com a história que eu canto.
” A declaração não veio isolada.
Ela serviu para marcar uma fronteira entre o que considera sua conduta de vida e o que entende como parte de sua arte.
Assim, Simone deixou claro que não vê conflito entre sua devoção pessoal e o repertório que interpreta.
E as críticas devem mudar sua trajetória musical?
Mesmo sob o olhar atento de setores mais conservadores, Simone garantiu que não pretende fazer alterações em seu estilo musical nem na escolha de seu repertório.
Para ela, o sucesso conquistado desde o início da carreira solo funciona como confirmação de que está seguindo o caminho em que acredita.
Que fase é essa da carreira?
Desde o fim da dupla com a irmã Simaria, Simone Mendes se consolidou em carreira solo e permaneceu em destaque nas paradas de sucesso.
Com voz potente e carisma, ela manteve forte presença no cenário sertanejo com músicas como “Erro Gostoso”, que acumulou prêmios e milhões de reproduções nas plataformas digitais.
Esse desempenho ajudou a sustentar sua independência artística em um momento de transição importante.
E o que ela diz sobre o que pretende entregar ao público daqui para frente?
Sua fala final resume essa convicção sem deixar margem para dúvida: “Vou continuar levando amor e alegria porque essa é minha arte, é o que eu acredito.
Vejo a mão de Deus sobre a minha vida me levando até onde Ele queira levar.
”
Onde essa nova etapa também se confirma?
No álbum “O Melhor de Mim”, com o qual Simone reafirma sua independência artística e mostra continuidade em sua trajetória no sertanejo.
Entre críticas, respostas e reafirmações, foi assim que ela resumiu sua posição de forma completa e sem recuo: “A minha fé em Deus não tem nada a ver com o que eu canto.
Eu respeito a minha família, tenho uma conduta de vida familiar e de responsabilidade com meus filhos que não condiz com a história que eu canto.
Vou continuar levando amor e alegria porque essa é minha arte, é o que eu acredito.
Vejo a mão de Deus sobre a minha vida me levando até onde Ele queira levar.