Uma homenagem reuniu, na mesma noite, nomes centrais da política e da Justiça em São Paulo — mas o que exatamente aconteceu na Alesp?
Na noite de segunda-feira, dia 6, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, recebeu o Colar de Honra ao Mérito durante uma sessão solene realizada no plenário Juscelino Kubitschek da Assembleia Legislativa de São Paulo, na Zona Sul da capital.
A cerimônia começou por volta das 20h30, na Avenida Pedro Álvares Cabral, e foi conduzida pelo presidente da Alesp, o deputado estadual André do Prado.
Mas por que essa homenagem chamou tanta atenção?
Porque o evento reuniu autoridades de peso dos Três Poderes no estado e contou com a presença do governador Tarcísio de Freitas, do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes e do presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o desembargador Francisco Eduardo Loureiro.
Também participaram deputados estaduais e federais convidados, entre eles Cezinha de Madureira e Oseias de Madureira.
E quem propôs a homenagem?
A outorga foi proposta pelo deputado estadual e pastor evangélico Oseias de Madureira.
A solenidade também foi marcada por apresentações religiosas, compondo o ambiente da cerimônia em que o ministro recebeu a honraria sob aplausos e posou para fotos ao lado do governador e do prefeito.
Mas o que representa o Colar de Honra ao Mérito?
Trata-se de uma das principais honrarias concedidas pelo Legislativo paulista.
Segundo a própria Casa, o reconhecimento é destinado a personalidades que prestaram serviços relevantes ao estado.
Foi nesse contexto que autoridades destacaram a trajetória pública de André Mendonça ao longo da solenidade.
E quais passagens dessa trajetória foram lembradas?
Durante o evento, foram citadas suas atuações como advogado-geral da União, ministro da Justiça e integrante do STF desde 2021.
André Mendonça chegou ao Supremo em dezembro de 2021, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para a vaga de Marco Aurélio Mello.
O que o próprio ministro disse ao receber a homenagem?
Em seu discurso, Mendonça agradeceu a presença dos convidados e associou a homenagem a um compromisso público.
“Obrigado por dedicarem o tempo precioso de vocês comigo.
É um motivo de muita honra e de muita alegria.
Vocês nos presenteiam com tudo isso.
Diante dessa cerimônia, que devo agradecer, sinto a responsabilidade de comprometer, me responsabilizar com essa generosidade, fazer alguns compromissos públicos para que de fato eu faça jus a essas homenagens”, afirmou.
E por que seu nome segue em evidência além da cerimônia?
Porque André Mendonça ocupa hoje posições de destaque no cenário institucional.
O ministro é o novo relator do caso Master e já estava à frente da investigação no STF que apura fraudes no INSS.
Além disso, será vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, em composição com Nunes Marques, que comandará a Justiça Eleitoral.
Como sua chegada ao STF aconteceu?
Antes de assumir a cadeira no Supremo, Mendonça comandou a AGU e o Ministério da Justiça.
Sua indicação foi feita por Bolsonaro, que havia declarado em discursos que escolheria para a Corte um ministro “terrivelmente evangélico”.
A sabatina no Senado, porém, foi marcada por demora: segundo as informações publicadas, o então presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre, atrasou em cinco meses o processo do agora ministro.
E qual foi, afinal, a cena que marcou a noite?
Foi a entrega do Colar de Honra ao Mérito a André Mendonça, em sessão solene no plenário Juscelino Kubitschek da Alesp, com a presença de Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes, autoridades dos Três Poderes, aplausos, apresentações religiosas e o reconhecimento formal de uma das mais importantes honrarias do Legislativo paulista.