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Hoje • março 27, 2026
**Ministros do STF Criticam CPMI “Infinita” e a Duração de Inquéritos** Nos últimos dias, o tema da **duração dos inquéritos** e das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPMI) tem gerado debates intensos no Supremo Tribunal Federal (STF). Mas por que isso é tão relevante? Segundo a publicação, os ministros do STF expressaram preocupações sobre a extensão indefinida de investigações, destacando que inquéritos não podem ser “eternos”. Este debate ganhou força após o inquérito das **fake news** completar sete anos sem conclusão. **Qual é a crítica principal dos ministros do STF?** Os ministros criticaram a prorrogação automática e sucessiva de inquéritos e CPMIs, argumentando que isso não está em conformidade com o **devido processo legal**. O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, destacou que o vazamento de dados pessoais, como no caso de Daniel Vorcaro, é "criminoso". Ele enfatizou que, se os parlamentares têm autoridade judicial, devem agir com a mesma responsabilidade que juízes. **Por que a prorrogação de inquéritos é problemática?** O ministro Flávio Dino ressaltou que a legislação não permite prorrogações automáticas e sucessivas, nem mesmo em inquéritos policiais. Ele alertou que isso pode transformar investigações em "autêntica pescaria probatória" sem fundamentação. Gilmar Mendes complementou que o STF frequentemente precisa intervir para encerrar "inquéritos eternos", que se prolongam sem justificativa adequada. **O que a Constituição diz sobre as CPMIs?** De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, a Constituição estabelece um prazo certo para a conclusão das CPMIs, limitando o exercício e o abuso do poder. Ele afirmou que, enquanto a criação de uma CPMI pode ser um direito da minoria, sua prorrogação deve ser decidida pela maioria. Moraes destacou que transformar o direito da minoria em prorrogações automáticas ignora a essência de uma CPI. **Qual é a situação atual do inquérito das fake news?** Instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, o inquérito das fake news tem sido alvo de críticas por sua duração e formato. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o encerramento do inquérito, argumentando que ele se tornou um "inquérito de natureza perpétua" devido a sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal. **E quanto ao inquérito das milícias digitais?** Relatado por Alexandre de Moraes, o inquérito das milícias digitais tramita desde 2021 e investiga uma suposta organização criminosa que atua nas redes sociais contra a democracia. Moraes mencionou que a CPMI chegou a vazar documentos sigilosos para a imprensa, o que levou o ministro André a intervir para proteger a confidencialidade das informações. **Qual é a mensagem final dos ministros?** Os ministros enfatizaram que o poder envolve responsabilidade. Gilmar Mendes lembrou que o texto constitucional exige que quem tem poder também tenha responsabilidade. Ele criticou o vazamento de informações sigilosas, afirmando que "processo sob sigilo aqui submetem-se a essa regra" e que "não se pode vazar". Em resumo, o debate no STF destaca a importância de respeitar os limites legais e constitucionais na condução de inquéritos e CPMIs, garantindo que o devido processo legal seja sempre observado.
Ministros do STF criticam CPMI “infinita”, mas mantêm inquéritos abertos há sete anos
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Ministros do STF Criticam CPMI “Infinita” e a Duração de Inquéritos

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Nos últimos dias, o tema da duração dos inquéritos e das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPMI) tem gerado debates intensos no Supremo Tribunal Federal (STF).

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Mas por que isso é tão relevante?

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Segundo a publicação, os ministros do STF expressaram preocupações sobre a extensão indefinida de investigações, destacando que inquéritos não podem ser “eternos”.

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Este debate ganhou força após o inquérito das fake news completar sete anos sem conclusão.

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Qual é a crítica principal dos ministros do STF?

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Os ministros criticaram a prorrogação automática e sucessiva de inquéritos e CPMIs, argumentando que isso não está em conformidade com o devido processo legal.

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O ministro Gilmar Mendes, por exemplo, destacou que o vazamento de dados pessoais, como no caso de Daniel Vorcaro, é "criminoso".

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Ele enfatizou que, se os parlamentares têm autoridade judicial, devem agir com a mesma responsabilidade que juízes.

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Por que a prorrogação de inquéritos é problemática?

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O ministro Flávio Dino ressaltou que a legislação não permite prorrogações automáticas e sucessivas, nem mesmo em inquéritos policiais.

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Ele alertou que isso pode transformar investigações em "autêntica pescaria probatória" sem fundamentação.

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Gilmar Mendes complementou que o STF frequentemente precisa intervir para encerrar "inquéritos eternos", que se prolongam sem justificativa adequada.

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O que a Constituição diz sobre as CPMIs?

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De acordo com o ministro Alexandre de Moraes, a Constituição estabelece um prazo certo para a conclusão das CPMIs, limitando o exercício e o abuso do poder.

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Ele afirmou que, enquanto a criação de uma CPMI pode ser um direito da minoria, sua prorrogação deve ser decidida pela maioria.

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Moraes destacou que transformar o direito da minoria em prorrogações automáticas ignora a essência de uma CPI.

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Qual é a situação atual do inquérito das fake news?

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Instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, o inquérito das fake news tem sido alvo de críticas por sua duração e formato.

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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, o encerramento do inquérito, argumentando que ele se tornou um "inquérito de natureza perpétua" devido a sucessivos alargamentos de escopo e prolongamento temporal.

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E quanto ao inquérito das milícias digitais?

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Relatado por Alexandre de Moraes, o inquérito das milícias digitais tramita desde 2021 e investiga uma suposta organização criminosa que atua nas redes sociais contra a democracia.

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Moraes mencionou que a CPMI chegou a vazar documentos sigilosos para a imprensa, o que levou o ministro André a intervir para proteger a confidencialidade das informações.

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Qual é a mensagem final dos ministros?

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Os ministros enfatizaram que o poder envolve responsabilidade.

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Gilmar Mendes lembrou que o texto constitucional exige que quem tem poder também tenha responsabilidade.

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Ele criticou o vazamento de informações sigilosas, afirmando que "processo sob sigilo aqui submetem-se a essa regra"

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