Na segunda-feira, 23 de outubro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro saiu do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com a expectativa de que ele autorizaria a prisão domiciliar de seu marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Essa expectativa foi concretizada no dia seguinte, quando Moraes atendeu aos apelos de colegas do STF, políticos e da própria Michelle, segundo informações da publicação.
Mas o que levou Michelle a buscar essa reunião com Moraes?
Segundo relatos, a ex-primeira-dama estava preocupada com a saúde de Bolsonaro, que estava internado em um hospital particular de Brasília desde o dia 13 de outubro.
Ele foi diagnosticado com pneumonia bacteriana por broncoaspiração após passar mal no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha, onde cumpria pena por tentativa de golpe de Estado.
A equipe médica informou que ele teria alta na sexta-feira, 27 de outubro, e seguiria direto para casa.
Durante a reunião, que durou cerca de 40 minutos, Michelle relatou ter sentido Moraes mais sensível à reivindicação de mandar Bolsonaro para casa.
Ela descreveu a conversa como boa e menos tensa do que o encontro anterior, ocorrido em janeiro.
Na ocasião, Moraes teria recebido muitas informações sobre a saúde do ex-presidente e afirmou que daria atenção especial ao pedido de prisão domiciliar humanitária.
Por que a prisão domiciliar era vista como a melhor opção?
Michelle argumentou que Bolsonaro não poderia ficar sozinho à noite devido ao risco de broncoaspiração.
Além disso, líderes do centrão e da direita acreditam que, em casa, Bolsonaro teria mais condições de participar da campanha presidencial de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por estar mais confortável e poder conversar diariamente com ele.
Como foi a reação de Moraes ao pedido de Michelle?
Segundo a publicação, Moraes perguntou se o melhor para Bolsonaro era ficar preso em casa ou na Papudinha, onde tinha assistência médica 24 horas por dia.
Michelle respondeu que, para ela, o melhor caminho para o marido era a prisão domiciliar.
A decisão de Moraes foi influenciada também pela manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que se posicionou a favor do pedido de prisão domiciliar, destacando a necessidade de cuidados indispensáveis ao monitoramento do estado de saúde do ex-presidente.
Quais foram as condições impostas por Moraes para a prisão domiciliar?
Moraes decidiu que os advogados de Bolsonaro poderiam visitá-lo todos os dias da semana por no máximo 30 minutos, com agendamento prévio.
Já os filhos, incluindo Flávio, poderiam acessar a casa às quartas-feiras e sábados por duas horas.
Qual foi o impacto dessa decisão para Michelle Bolsonaro?
Segundo parlamentares, a ex-primeira-dama saiu fortalecida do episódio, com uma imagem conciliadora.
A expectativa é de que ela influencie ainda mais as decisões políticas do marido, uma vez que apenas ela, as duas filhas e médicos do ex-presidente terão acesso irrestrito à casa.
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