Mulher tem sintomas de câncer confundidos com intolerância ao glúten
A história de Emily Campbell, uma analista de marketing norte-americana, destaca a importância de uma avaliação médica cuidadosa quando sintomas persistentes não desaparecem.
Em dezembro de 2022, Emily, então com 33 anos, descobriu que os sintomas que estava tratando como intolerância ao glúten eram, na verdade, um raro e agressivo tipo de câncer de ovário.
Quais eram os sintomas que Emily estava enfrentando?
Emily vinha sentindo um desconforto digestivo progressivo e inchaço na barriga.
Esses sintomas, comuns em casos de intolerância alimentar, levaram os médicos a recomendarem protocolos para tratar a intolerância ao glúten e a realizarem testes para alergias alimentares.
Além disso, foi sugerido que o estresse poderia estar relacionado ao quadro.
No entanto, o inchaço e os desconfortos continuaram a crescer, interferindo nas atividades diárias de Emily.
"Doía até para caminhar", relatou Emily em suas redes sociais.
Como foi descoberto que Emily tinha câncer de ovário?
Após as dores se tornarem insuportáveis, Emily procurou o pronto-socorro em Miami, onde foi encaminhada para exames de imagem no abdômen.
Os médicos encontraram uma grande massa crescendo na região pélvica.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de ovário é o terceiro tipo de tumor ginecológico mais comum, com cerca de 7 mil novos casos ao ano.
Por que o diagnóstico de Emily foi desafiador?
Embora a suspeita inicial dos médicos fosse de câncer de ovário, a ausência de histórico familiar da doença e a raridade de casos em mulheres com menos de 40 anos tornaram o diagnóstico complexo.
Emily precisou esperar seis dias para a cirurgia, durante os quais assinou um termo de consentimento que indicava que os médicos não poderiam garantir quais órgãos ou tecidos precisariam ser removidos.
Foi necessário retirar os ovários e o útero.
Qual foi o diagnóstico final de Emily?
A biópsia revelou que Emily tinha um câncer de ovário de estágio 3B, o segundo mais alto da doença.
Este tipo de câncer, conhecido como câncer de ovário borderline, é raro e representa apenas 10% dos tumores de ovário, geralmente acometendo mulheres em idade reprodutiva.
Embora tenha uma taxa de sobrevivência mais alta do que o tipo de alto grau, a quimioterapia nem sempre é eficaz.
Qual foi o tratamento adotado para Emily?
Após diversas opiniões médicas, foi decidido que Emily não precisaria passar por quimioterapia.
Em vez disso, ela adotou um protocolo de monitoramento regular e uso de inibidores de estrogênio.
A experiência de Emily, marcada pela escassez de informações e opções de tratamento adequadas, a motivou a agir.
Como Emily e seu marido estão ajudando outras pessoas?
Emily e seu marido arrecadaram mais de US$ 1,5 milhão em doações para centros de pesquisa de câncer, como o Dana Farber.
Eles fundaram a organização Not These Ovaries para auxiliar pacientes em busca de informações e apoio para atravessar a doença.
A história de Emily Campbell ressalta a importância de uma investigação médica aprofundada quando sintomas persistem e não respondem aos tratamentos convencionais.
O caso também destaca a necessidade de maior conscientização sobre o câncer de ovário, especialmente em mulheres jovens, e a importância de apoio e recursos para pacientes enfrentando diagnósticos complexos.