Foi em tom de súplica, e não apenas de articulação política, que Nikolas Ferreira disse ter levado a Davi Alcolumbre um pedido direto sobre um dos temas que ainda aguardam definição no Congresso.
Mas o que exatamente ele pediu?
Por que esse pedido ganhou destaque agora?
Porque o veto ainda depende de deliberação do Congresso Nacional, que pode decidir entre manter ou derrubar a decisão do Planalto.
O projeto já havia sido aprovado pelo Legislativo, mas foi vetado integralmente por Lula em 8 de janeiro de 2026, durante cerimônia em memória aos 3 anos dos atos daquela data.
A partir daí, a definição passou a depender de nova análise dos parlamentares.
E como Nikolas descreveu esse encontro?
Em publicação nas redes sociais, o deputado afirmou que conseguiu, “depois de tanto tempo”, olhar nos olhos de Davi Alcolumbre para fazer um apelo que, nas palavras dele, “não nasce da política, mas da consciência”.
O parlamentar relatou ter pedido, “quase como quem suplica”, que o veto fosse pautado.
Ao justificar o pedido, associou a medida ao alívio de famílias e à ideia de uma Justiça que também considere a misericórdia.
O que mais ele disse ao defender essa posição?
Nikolas afirmou que, “no espírito cristão”, as pessoas são chamadas a amar até os que ferem, perdoar quando seria mais fácil endurecer e escolher o bem maior mesmo quando isso exige coragem.
Em seguida, reforçou a mesma linha ao declarar que a clemência não representa fraqueza, mas força, porque, segundo ele, a Justiça sem compaixão se torna peso, enquanto a Justiça com misericórdia devolve esperança, restaura vidas e lembra a existência de pessoas, famílias e dignidade acima das disputas.
Mas houve alguma resposta concreta de Alcolumbre?
Também na quarta-feira, 8 de abril de 2026, o presidente do Congresso anunciou que pretende convocar uma sessão “o mais rápido possível” para analisar o veto.
A sinalização foi dada publicamente e indicou disposição de levar o tema à deliberação.
O que Alcolumbre afirmou sobre essa decisão?
Ele declarou que essa pauta cabe “única e exclusivamente” ao presidente do Senado e que vai exercer essa prerrogativa conferida pela Constituição.
Em seguida, acrescentou que seu desejo é realizar, o quanto antes, uma sessão do Congresso Nacional para deliberar sobre um assunto que classificou como relevantíssimo e que, segundo ele, carece de apreciação do Parlamento.
Por que isso importa politicamente?
Porque, com a fala de Alcolumbre, o tema deixa de estar apenas no campo da cobrança pública e passa a ter uma indicação formal de encaminhamento.
Ainda não houve a análise do veto, mas houve o anúncio de que ela deve ser convocada em breve.
Isso recoloca o PL da Dosimetria no centro da agenda legislativa.
E o que fica definido até aqui?
Que Nikolas Ferreira afirmou ter pedido pessoalmente a Davi Alcolumbre que pautasse o veto ao projeto, que Lula vetou integralmente o texto em 8 de janeiro de 2026, e que o presidente do Congresso declarou que pretende convocar sessão “o mais rápido possível” para que os parlamentares decidam se mantêm ou derrubam o veto.
As palavras usadas por Nikolas foram estas: “Hoje, depois de tanto tempo, pude olhar nos olhos do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e fazer um apelo que não nasce da política, mas da consciência.
Pedi, quase como quem suplica, que paute o veto da dosimetria, para que famílias voltem a respirar, para que o sofrimento seja abreviado e para que a Justiça não seja apenas lei, mas também misericórdia”.
Já Alcolumbre declarou: “Essa pauta e essa agenda cabe única e exclusivamente ao presidente do Senado e eu vou exercer essa prerrogativa conferida pela Constituição.
O meu desejo é que o mais rápido possível nós façamos uma sessão do Congresso Nacional para deliberarmos um assunto relevantíssimo e que carece da deliberação do Congresso, que é o veto ao projeto de lei da dosimetria”.