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Hoje • abril 7, 2026
Uma acusação de **omissão** levou o caso do **“Careca do INSS”** a um novo patamar — e agora a cobrança mira diretamente o governo Lula no **TCU**. Mas o que motivou essa ofensiva? A bancada do **Novo no Congresso** apresentou uma representação ao **Tribunal de Contas da União** contra o governo federal por suposta falta de ação na recuperação de recursos desviados no esquema de fraudes contra aposentados do **INSS**. O alvo da iniciativa são a **Advocacia-Geral da União**, a **AGU**, e o **Ministério da Justiça**. Por que esses órgãos foram citados? Porque, segundo os parlamentares, eles deixaram de adotar medidas concretas para **bloquear** e **repatriar** valores ligados ao operador conhecido como **“Careca do INSS”**, mesmo após solicitações formais feitas no âmbito da **CPMI do INSS**. E que valores são esses? De acordo com o documento apresentado ao TCU, a offshore **Camilo & Antunes Limited**, sediada nas **Ilhas Virgens Britânicas**, teria sido usada para a internacionalização do esquema e para a ocultação de patrimônio ilícito. As investigações apontaram que essa estrutura funcionava como **interposta pessoa jurídica**, dificultando o rastreamento dos recursos e permitindo a integração do dinheiro ao sistema formal. Houve movimentação patrimonial identificada? Sim. Em um intervalo de apenas **três meses**, a empresa teria sido usada para adquirir **quatro imóveis no Brasil**, em operações que somaram cerca de **R$ 11 milhões**. E o que a CPMI pediu exatamente? Durante os trabalhos da comissão, foram aprovados requerimentos para que o **Ministério da Justiça**, por meio do **Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional**, o **DRCI**, formalizasse pedidos de **cooperação internacional** para a quebra de sigilo da offshore. Ao mesmo tempo, a **AGU** foi acionada para adotar medidas judiciais de **bloqueio de ativos no exterior**. Essas providências avançaram? Segundo os congressistas, não. A representação afirma que o **Ministério da Justiça** não conseguiu efetivar a cooperação jurídica internacional e manteve sem resposta o pedido de acesso a dados financeiros da offshore. Já a **AGU**, embora tenha reconhecido a viabilidade jurídica de medidas para bloqueio de bens, condicionou sua atuação a etapas prévias e não tomou providências imediatas para garantir a constrição patrimonial dos ativos. Quem sustenta essa crítica de forma mais direta? A deputada **Adriana Ventura**, do **Novo-SP**, afirmou que “**o governo Lula foi omisso**”. Segundo ela, o governo “se recusou a recuperar o dinheiro roubado dos aposentados no exterior”. A parlamentar também declarou que o Ministério da Justiça alegou falta de número de conta, mesmo com provas da existência da empresa e de patrimônio superior a **R$ 11,5 milhões em imóveis**. Sobre a AGU, disse que o órgão afirmou que não valia a pena contratar advogado. Quem mais assinou a representação? Além de **Adriana Ventura**, o pedido ao TCU foi assinado por **Gilson Marques**, **Marcel van Hattem**, **Luiz Lima** e pelo senador **Eduardo Girão**. A iniciativa veio depois das revelações da **CPMI** sobre descontos indevidos aplicados a beneficiários da **Previdência**. Por que a discussão ganhou peso maior? Porque, segundo os parlamentares, a suposta omissão pode ter impacto direto sobre o **erário**. O governo federal autorizou a abertura de **crédito extraordinário de R$ 3,3 bilhões** para ressarcir aposentados prejudicados, transferindo o custo do esquema para os cofres públicos. E qual é o argumento central nesse ponto? O próprio documento afirma que houve mobilização de recursos públicos para cobrir prejuízos causados por terceiros. Por isso, na visão dos autores da representação, a atuação estatal para recompor esses valores se torna obrigatória. Há base jurídica para essa cobrança? A peça apresentada ao **TCU** sustenta que a jurisprudência da Corte considera a **omissão administrativa**, especialmente quando resulta em prejuízo ao interesse público, como passível de sanção. O texto também cita precedentes que classificam a demora injustificada na adoção de medidas como violação ao **princípio da eficiência**. E o que os parlamentares pedem agora? Eles solicitaram uma **medida cautelar** para obrigar a **AGU** e o **Ministério da Justiça** a adotar providências imediatas de **rastreamento**, **bloqueio** e **recuperação dos ativos** vinculados à offshore **Camilo & Antunes Limited**, sediada nas **Ilhas Virgens Britânicas**. Também pediram a fixação de prazo para apresentação de um **plano de ação detalhado**, além do reconhecimento formal da omissão dos órgãos e da eventual responsabilização dos agentes envolvidos.
Novo aciona TCU contra governo Lula por omissão em caso do ‘Careca do INSS’
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Uma acusação de omissão levou o caso do “Careca do INSS” a um novo patamar — e agora a cobrança mira diretamente o governo Lula no TCU.

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Mas o que motivou essa ofensiva?

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A bancada do Novo no Congresso apresentou uma representação ao Tribunal de Contas da União contra o governo federal por suposta falta de ação na recuperação de recursos desviados no esquema de fraudes contra aposentados do INSS.

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O alvo da iniciativa são a Advocacia-Geral da União, a AGU, e o Ministério da Justiça.

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Por que esses órgãos foram citados?

10:26 ✓✓

Porque, segundo os parlamentares, eles deixaram de adotar medidas concretas para bloquear e repatriar valores ligados ao operador conhecido como “Careca do INSS”, mesmo após solicitações formais feitas no âmbito da CPMI do INSS.

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E que valores são esses?

10:28 ✓✓

De acordo com o documento apresentado ao TCU, a offshore Camilo & Antunes Limited, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, teria sido usada para a internacionalização do esquema e para a ocultação de patrimônio ilícito.

10:29

As investigações apontaram que essa estrutura funcionava como interposta pessoa jurídica, dificultando o rastreamento dos recursos e permitindo a integração do dinheiro ao sistema formal.

10:30

Houve movimentação patrimonial identificada?

10:31 ✓✓

Sim.

10:32

Em um intervalo de apenas três meses, a empresa teria sido usada para adquirir quatro imóveis no Brasil, em operações que somaram cerca de R$ 11 milhões.

10:33

E o que a CPMI pediu exatamente?

10:34 ✓✓

Durante os trabalhos da comissão, foram aprovados requerimentos para que o Ministério da Justiça, por meio do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional, o DRCI, formalizasse pedidos de cooperação internacional para a quebra de sigilo da offshore.

10:35

Ao mesmo tempo, a AGU foi acionada para adotar medidas judiciais de bloqueio de ativos no exterior.

10:36

Essas providências avançaram?

10:37 ✓✓

Segundo os congressistas, não.

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A representação afirma que o Ministério da Justiça não conseguiu efetivar a cooperação jurídica internacional e manteve sem resposta o pedido de acesso a dados financeiros da offshore.

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Já a AGU, embora tenha reconhecido a viabilidade jurídica de medidas para bloqueio de bens, condicionou sua atuação a etapas prévias e não tomou providências imediatas para garantir a constrição patrimonial dos ativos.

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Quem sustenta essa crítica de forma mais direta?

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A deputada Adriana Ventura, do Novo-SP, afirmou que “o governo Lula foi omisso”.

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Segundo ela, o governo “se recusou a recuperar o dinheiro roubado dos aposentados no exterior”.

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A parlamentar também declarou que o Ministério da Justiça alegou falta de número de conta, mesmo com provas da existência da empresa e de patrimônio superior a R$ 11,5 milhões em imóveis.

10:44

Sobre a AGU, disse que o órgão afirmou que não valia a pena contratar advogado.

10:45

Quem mais assinou a representação?

10:46 ✓✓

Além de Adriana Ventura, o pedido ao TCU foi assinado por Gilson Marques, Marcel van Hattem, Luiz Lima e pelo senador Eduardo Girão.

10:47

A iniciativa veio depois das revelações da CPMI sobre descontos indevidos aplicados a beneficiários da Previdência.

10:48

Por que a discussão ganhou peso maior?

10:49 ✓✓

Porque, segundo os parlamentares, a suposta omissão pode ter impacto direto sobre o erário.

10:50

O governo federal autorizou a abertura de crédito extraordinário de R$ 3,3 bilhões para ressarcir aposentados prejudicados, transferindo o custo do esquema para os cofres públicos.

10:51

E qual é o argumento central nesse ponto?

10:52 ✓✓

O próprio documento afirma que houve mobilização de recursos públicos para cobrir prejuízos causados por terceiros.

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Por isso, na visão dos autores da representação, a atuação estatal para recompor esses valores se torna obrigatória.

10:54

Há base jurídica para essa cobrança?

10:55 ✓✓

A peça apresentada ao TCU sustenta que a jurisprudência da Corte considera a omissão administrativa, especialmente quando resulta em prejuízo ao interesse público, como passível de sanção.

10:56

O texto também cita precedentes que classificam a demora injustificada na adoção de medidas como violação ao princípio da eficiência.

10:57

E o que os parlamentares pedem agora?

10:58 ✓✓

Eles solicitaram uma medida cautelar para obrigar a AGU e o Ministério da Justiça a adotar providências imediatas de rastreamento, bloqueio e recuperação dos ativos vinculados à offshore Camilo & Antunes Limited, sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

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Também pediram a fixação de prazo para apresentação de um plano de ação detalhado, além do reconhecimento formal da omissão dos órgãos e da eventual responsabilização dos agentes envolvidos.

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(Fonte: Site)

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