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Hoje • abril 6, 2026
Há comparações que não pedem licença: elas irrompem e obrigam o leitor a encarar uma imagem difícil de esquecer. É isso que acontece quando **Alexandre de Moraes** é aproximado da figura do **Faraó**, não como ornamento retórico, mas como chave para descrever um poder que, segundo o texto, endurece o coração e multiplica a própria ruína. Mas por que essa associação ganha força justamente agora? Porque ela surge ao lado de episódios concretos mencionados pelo autor: a condenação de um homem a **14 anos de prisão** por ter feito um **pix de R$ 500**, o retorno à cadeia de uma **senhora idosa doente de câncer** e a notícia de que o patrimônio de Moraes teria aumentado **266%** desde que se tornou ministro do Supremo. E o que essa imagem do Faraó pretende iluminar? A ideia de que o governante mau não é livre, mesmo quando parece absoluto. O texto recorre a **Santo Agostinho** para afirmar que o homem bom é livre até quando escravo, enquanto o homem mau permanece escravo até quando é rei. Como isso se aplica aqui? Pela tese de que Moraes serviria a inúmeros senhores, que seriam os seus próprios atos. Em vez de autoridade serena, aparece a figura de alguém aprisionado pela sucessão de escândalos e pela insistência no mal. Mas por que falar em **dez pragas**? Porque a comparação bíblica avança e transforma a crítica política e jurídica numa sequência de imagens que procuram retratar males que, segundo o autor, atingem o Brasil. Qual seria a primeira delas? O **sangue na lei**. Assim como o Nilo se tornou rubro e morto, o texto afirma que a fonte do **Direito brasileiro** foi corrompida pelo poder político, convertendo a lei, que deveria proteger a liberdade, em instrumento de arbítrio. E depois? Vêm as **rãs da invasão**. O que elas representam? As ordens de busca e apreensão que, segundo a crônica, entram nos lares e violam a vida privada por **crimes de opinião**, transformando a casa, antes refúgio, em espaço de medo. Em seguida aparecem os **piolhos do monitoramento**. Que praga é essa? A da vigilância constante, do acompanhamento de redes sociais e dos **relatórios informais** produzidos por assessorias, uma presença miúda e persistente que alcança o cotidiano digital do cidadão comum. Isso termina aí? Não. O quadro se adensa com as **moscas dos inquéritos**. O que zune nessa imagem? Processos sem fim, sem rosto e sem prazo, inquéritos descritos como farsescos, sempre pairando sobre os críticos e impedindo descanso. Logo depois surge a **peste do confisco**. Em que ela se traduz? Na **carga tributária confiscatória**, no bloqueio de contas bancárias e na destruição financeira de empresas, atingindo o sustento das famílias e dobrando vontades pela necessidade material. E quando a pressão deixa de ser apenas econômica ou processual? Aí entram as **úlceras da censura**. O que seriam essas feridas? A derrubada de perfis e a proibição da fala, marcas de um regime que, segundo o autor, não suporta a luz da verdade e prefere o silenciamento. Na sequência cai o **granizo das penas injustas**. Sobre quem ele recai? Sobre os pequenos, enquanto os grandes pecados seriam ignorados. O texto cita **idosas doentes** e **homens humildes** condenados a décadas de cárcere por gestos simbólicos. Ainda haveria mais destruição? Sim, e ela aparece nos **gafanhotos da inocência**. O que eles devoram? Aquilo que a prisão não destruiu: o patrimônio, a possibilidade de recomeço, a esperança. O autor fala em **multas milionárias e solidárias** que consomem gerações inteiras de perseguidos que, segundo ele, não cometeram crime algum. Depois chegam as **trevas do sigilo**. Como elas operam? Cobrindo os autos, dificultando o acesso dos advogados às provas, empurrando julgamentos para plenários virtuais e afastando a luz do **devido processo legal**. E qual é a última praga, aquela que fecha a sequência? A **morte do futuro**. Por que esse nome? Porque ela atinge a herança, os filhos, o que vem depois. O texto contrapõe o choro do povo por filhos presos por uma **pichação de batom** à celebração de **contratos de R$ 129 milhões com o Banco Master**. Nesse ponto, a imagem final se completa: o sangue nos umbrais já não é o do cordeiro que liberta, mas o ouro que acorrenta a alma do magistrado ao seu maior senhor, **o próprio pecado**. E onde tudo isso desemboca? Na lembrança da **Páscoa**, da passagem da escravidão para a liberdade. É por isso que, no encerramento, a metáfora bíblica se abre por inteiro: neste início de **Tempo Pascal**, o **Mar Vermelho da história** se prepara para abrir, enquanto o Faraó, cercado por seus carros de guerra jurídicos e seus tesouros acumulados, acredita que o caminho está livre. O que ele esqueceria, segundo o autor? Que a **liberdade** não é concessão do Estado, mas **dom de Deus**, e que nenhum homem, por mais que se julgue um deus, pode contê-la para sempre.
O Faraó do Supremo e as dez pragas do Brasil
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Há comparações que não pedem licença: elas irrompem e obrigam o leitor a encarar uma imagem difícil de esquecer.

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É isso que acontece quando Alexandre de Moraes é aproximado da figura do Faraó, não como ornamento retórico, mas como chave para descrever um poder que, segundo o texto, endurece o coração e multiplica a própria ruína.

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Mas por que essa associação ganha força justamente agora?

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Porque ela surge ao lado de episódios concretos mencionados pelo autor: a condenação de um homem a 14 anos de prisão por ter feito um pix de R$ 500, o retorno à cadeia de uma senhora idosa doente de câncer e a notícia de que o patrimônio de Moraes teria aumentado 266% desde que se tornou ministro do Supremo.

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E o que essa imagem do Faraó pretende iluminar?

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A ideia de que o governante mau não é livre, mesmo quando parece absoluto.

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O texto recorre a Santo Agostinho para afirmar que o homem bom é livre até quando escravo, enquanto o homem mau permanece escravo até quando é rei.

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Como isso se aplica aqui?

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Pela tese de que Moraes serviria a inúmeros senhores, que seriam os seus próprios atos.

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Em vez de autoridade serena, aparece a figura de alguém aprisionado pela sucessão de escândalos e pela insistência no mal.

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Mas por que falar em dez pragas?

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Porque a comparação bíblica avança e transforma a crítica política e jurídica numa sequência de imagens que procuram retratar males que, segundo o autor, atingem o Brasil.

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Qual seria a primeira delas?

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O sangue na lei.

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Assim como o Nilo se tornou rubro e morto, o texto afirma que a fonte do Direito brasileiro foi corrompida pelo poder político, convertendo a lei, que deveria proteger a liberdade, em instrumento de arbítrio.

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E depois?

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Vêm as rãs da invasão.

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O que elas representam?

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As ordens de busca e apreensão que, segundo a crônica, entram nos lares e violam a vida privada por crimes de opinião, transformando a casa, antes refúgio, em espaço de medo.

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Em seguida aparecem os piolhos do monitoramento.

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Que praga é essa?

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A da vigilância constante, do acompanhamento de redes sociais e dos relatórios informais produzidos por assessorias, uma presença miúda e persistente que alcança o cotidiano digital do cidadão comum.

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Isso termina aí?

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Não.

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O quadro se adensa com as moscas dos inquéritos.

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O que zune nessa imagem?

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Processos sem fim, sem rosto e sem prazo, inquéritos descritos como farsescos, sempre pairando sobre os críticos e impedindo descanso.

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Logo depois surge a peste do confisco.

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Em que ela se traduz?

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Na carga tributária confiscatória, no bloqueio de contas bancárias e na destruição financeira de empresas, atingindo o sustento das famílias e dobrando vontades pela necessidade material.

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E quando a pressão deixa de ser apenas econômica ou processual?

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Aí entram as úlceras da censura.

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O que seriam essas feridas?

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A derrubada de perfis e a proibição da fala, marcas de um regime que, segundo o autor, não suporta a luz da verdade e prefere o silenciamento.

10:55

Na sequência cai o granizo das penas injustas.

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Sobre quem ele recai?

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Sobre os pequenos, enquanto os grandes pecados seriam ignorados.

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O texto cita idosas doentes e homens humildes condenados a décadas de cárcere por gestos simbólicos.

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Ainda haveria mais destruição?

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Sim, e ela aparece nos gafanhotos da inocência.

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O que eles devoram?

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Aquilo que a prisão não destruiu: o patrimônio, a possibilidade de recomeço, a esperança.

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O autor fala em multas milionárias e solidárias que consomem gerações inteiras de perseguidos que, segundo ele, não cometeram crime algum.

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Depois chegam as trevas do sigilo.

10:05

Como elas operam?

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Cobrindo os autos, dificultando o acesso dos advogados às provas, empurrando julgamentos para plenários virtuais e afastando a luz do devido processo legal.

10:07

E qual é a última praga, aquela que fecha a sequência?

10:08 ✓✓

A morte do futuro.

10:09

Por que esse nome?

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Porque ela atinge a herança, os filhos, o que vem depois.

10:11

O texto contrapõe o choro do povo por filhos presos por uma pichação de batom à celebração de contratos de R$ 129 milhões com o Banco Master.

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Nesse ponto, a imagem final se completa: o sangue nos umbrais já não é o do cordeiro que liberta, mas o ouro que acorrenta a alma do magistrado ao seu maior senhor, o próprio pecado.

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E onde tudo isso desemboca?

10:14 ✓✓

Na lembrança da Páscoa, da passagem da escravidão para a liberdade.

10:15

É por isso que, no encerramento, a metáfora bíblica se abre por inteiro: neste início de Tempo Pascal, o Mar Vermelho da história se prepara para abrir, enquanto o Faraó, cercado por seus carros de guerra jurídicos e seus tesouros acumulados, acredita que o caminho está livre.

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O que ele esqueceria, segundo o autor?

10:17 ✓✓

Que a liberdade não é concessão do Estado, mas dom de Deus, e que nenhum homem, por mais que se julgue um deus, pode contê-la para sempre.

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(Fonte: Site)

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