Uma frase bastou para acender o alerta global: a ameaça de “destruir a civilização” do Irã provocou reação imediata do Papa Leão XIV.
O que exatamente levou o pontífice a se manifestar mais uma vez sobre o conflito no Oriente Médio?
O que Trump disse?
Na segunda-feira, 6 de abril, o presidente dos Estados Unidos declarou que as forças norte-americanas têm capacidade bélica para dominar o “Irã inteiro” em apenas uma noite.
A fala ocorreu em meio às tratativas para a reabertura do Estreito de Ormuz, canal marítimo controlado pelo Irã e considerado essencial para a navegação mundial.
Foi nesse contexto que ele afirmou: “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada.
Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá.
”
E como o Papa respondeu?
Na terça-feira, 7 de abril, em comunicado à imprensa internacional, Papa Leão XIV classificou a ameaça como “inaceitável”.
Por quê?
Porque, segundo ele, a questão não se limita ao campo diplomático ou militar.
O pontífice afirmou: “Hoje, como todos sabemos, houve essa ameaça contra todo o povo do Irã.
Isso é verdadeiramente inaceitável.
Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais do que isso, é uma questão moral”.
Por que essa reação chama tanta atenção?
Porque não se trata de uma manifestação isolada.
Leão XIV tem se posicionado com frequência contra a guerra no Oriente Médio.
Isso significa que sua fala agora segue uma linha já conhecida?
Sim.
O líder da Igreja Católica vem reforçando publicamente seu apelo pela paz e pelo respeito à vida em meio à escalada do conflito.
Mas ele foi além da crítica à ameaça?
Foi.
O papa pediu que norte-americanos e cidadãos de todo o mundo “de boa vontade” entrem em contato com seus representantes políticos para cobrar o fim da guerra.
O apelo amplia a reação para além do campo religioso e convoca participação direta da sociedade.
Em vez de apenas condenar a fala, ele pediu mobilização.
Essa posição já havia aparecido antes?
Sim.
No fim de março, o pontífice já havia feito uma declaração dura sobre líderes que promovem conflitos armados.
O que ele disse naquela ocasião?
Em seguida, reforçou sua visão com outra frase direta: “Este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”.
Há algum aspecto adicional que torna essa reação ainda mais relevante?
Há um dado que amplia o peso político da declaração: Papa Leão XIV nasceu nos Estados Unidos.
Isso não altera o conteúdo de sua fala, mas torna sua manifestação ainda mais observada diante de uma ameaça feita pelo presidente do seu país de origem.
Então, qual foi a sequência dos fatos?
Primeiro, Donald Trump declarou que os Estados Unidos poderiam dominar o Irã inteiro em uma noite e, em seguida, afirmou: “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada.
Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá.
” Depois, em 7 de abril, Papa Leão XIV reagiu publicamente e chamou a ameaça de “verdadeiramente inaceitável”, dizendo: “Hoje, como todos sabemos, houve essa ameaça contra todo o povo do Irã.
Isso é verdadeiramente inaceitável.
Certamente, há questões de direito internacional, mas muito mais do que isso, é uma questão moral”.
Além disso, pediu que cidadãos pressionem seus representantes pelo fim da guerra e reiterou sua defesa de Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra.