O pastor Marcos Campos foi expulso da presidência da Igreja Batista Filadélfia, localizada no Guará, após um relatório revelar que ele recebia um salário de R$ 49.
877 em meio a uma crise financeira severa enfrentada pela instituição.
Segundo a publicação, o salário do pastor teve um aumento significativo de 33% desde 2021, quando ele ganhava R$ 37 mil.
Este aumento ocorreu paralelamente ao agravamento das dívidas da igreja, que atualmente somam R$ 1,8 milhão.
Como a igreja chegou a essa situação financeira crítica?
O relatório produzido por uma comissão independente de membros da igreja aponta que a remuneração do pastor foi um dos fatores que contribuíram para o desequilíbrio financeiro.
Enquanto o salário da presidência crescia, as contas da igreja se deterioravam, com um déficit mensal de R$ 275 mil.
A maior parte do passivo, cerca de 82%, é composta por dívidas tributárias, totalizando R$ 1.
490.
571.
Além do aumento salarial, quais outros fatores contribuíram para a crise financeira da igreja?
O relatório destaca que a igreja investiu R$ 3,9 milhões em obras nos últimos cinco anos sem um planejamento financeiro adequado ou formação de reservas.
Este investimento imprudente, aliado à má gestão financeira, resultou em um colapso financeiro e na perda de liquidez da instituição.
Como a auditoria foi conduzida e quais foram suas conclusões?
A auditoria foi realizada por uma comissão de membros da igreja e validada pelo contador da instituição em assembleia.
O documento resultante descreve a situação como crítica, apontando não apenas para um colapso financeiro, mas também para uma crise moral e de governança dentro da igreja.
Além dos problemas financeiros, a igreja enfrenta outras crises?
Sim, a crise financeira ocorre paralelamente a um escândalo criminal envolvendo o filho do ex-presidente, Gabriel de Sá Campos.
Ele foi acusado de abusar sexualmente de adolescentes que frequentavam a igreja e está preso desde dezembro do ano passado.
As investigações indicam que os crimes ocorreram desde 2019 e envolveram vítimas com idades entre 10 e 16 anos.
Como a liderança da igreja lidou com as denúncias de abuso?
Segundo relatos, a antiga liderança da igreja, ao tomar conhecimento de uma das denúncias, teria tratado o caso como uma "brincadeira" e pedido silêncio à família da vítima.
Mesmo após o afastamento formal, o acusado continuou frequentando a igreja e tendo acesso a áreas restritas.
Quais são as consequências para a igreja após essas revelações?
A igreja agora enfrenta o desafio de lidar com as consequências de anos de decisões que comprometeram sua sustentabilidade e credibilidade perante os fiéis.
A comissão responsável pela auditoria acredita que o cenário é resultado de uma combinação de má gestão financeira, ausência de transparência e falhas graves na condução institucional.
O que a igreja está fazendo para superar essa crise?
A instituição busca agora restaurar sua credibilidade e sustentabilidade, enfrentando tanto o colapso financeiro quanto a crise