O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Palácio da Guanabara, Eduardo Paes (PSD), fez um apelo por eleições diretas para o governo do estado do Rio de Janeiro.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, está à frente do Executivo fluminense.
Paes argumenta que a escolha indireta do chefe do Executivo estadual perpetua a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL), que recentemente foi declarado inelegível por oito anos.
Por que Eduardo Paes defende eleições diretas?
Segundo a publicação, Paes acredita que a decisão do ministro Luiz Fux, que estabeleceu limites para a eleição indireta, não é suficiente.
Ele defende que o povo deve ter o direito de escolher diretamente o governador, evitando a continuidade de políticas que, segundo ele, estão "destruindo o estado do Rio de Janeiro".
Paes também se comprometeu a se candidatar, seja em um pleito antecipado ou nas eleições regulares marcadas para outubro.
O que levou à inelegibilidade de Cláudio Castro?
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador para disputar uma cadeira no Senado.
No entanto, um dia antes de sua renúncia, o Tribunal Superior Eleitoral o condenou por abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição em 2022, com um placar de 5 a 2.
Essa decisão o impede de disputar cargos eletivos, incluindo a "Casa Alta".
Qual foi o papel do Ministério Público Eleitoral?
O Ministério Público Eleitoral (MPE) acusou Cláudio Castro de obter vantagem eleitoral através do recrutamento de 27.
665 pessoas, gerando um gasto de R$ 248 milhões.
Essas contratações ocorreram na Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O MPE argumenta que a descentralização de projetos sociais foi utilizada para fomentar essas medidas.
Quem deveria assumir o governo após a saída de Castro?
Idealmente, Thiago Pampolha, que era o vice-governador, deveria ter assumido o Executivo estadual.
No entanto, ele renunciou ao cargo em 2025 para se tornar conselheiro no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ).
Na linha sucessória, Rodrigo Bacellar, então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), seria o próximo.
Contudo, Bacellar também foi condenado no mesmo julgamento que tornou Cláudio Castro inelegível.
Qual é a situação atual da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro?
Recentemente, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) anulou a eleição que havia escolhido o deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) como presidente da Alerj.
Essa decisão ocorreu poucas horas após a votação em uma sessão extraordinária, aumentando ainda mais o imbróglio político no estado.
Diante desse cenário, Eduardo Paes reforça a necessidade de eleições diretas para que a população do Rio de Janeiro possa decidir o futuro do estado.
Ele acredita que apenas a justiça pode conter o que ele descreve como uma "corja" que está prejudicando o