A disputa de 2026 já tem rostos, movimentos e uma pergunta que muda tudo: quem realmente está na corrida pelo Palácio do Planalto?
Por enquanto, a resposta não passa por candidaturas oficiais.
Então o que existe hoje?
Existem oito nomes anunciados como pré-candidatos à Presidência da República, em uma corrida que ainda está em fase preliminar e que só será formalizada mais adiante.
Isso significa que a definição legal ainda não aconteceu.
Quando ela acontece?
Entre julho e agosto, com as convenções partidárias e o registro no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.
Mas, se ainda não há candidaturas oficializadas, quem aparece com mais força neste momento?
Segundo as pesquisas eleitorais mais recentes, os dois nomes mais bem colocados são Lula e Flávio Bolsonaro.
E o que os levantamentos indicam?
Lula aparece em primeiro lugar no primeiro turno, enquanto Flávio surge como principal nome da oposição e empata com o presidente em cenários de segundo turno.
Lula vai mesmo disputar de novo?
Sim.
O atual presidente pretende tentar a reeleição e buscar um feito inédito: o quarto mandato.
Quantas vezes ele já disputou a Presidência?
Esta será a sétima eleição presidencial de Lula.
Houve mudança de posição ao longo do tempo?
Houve.
Depois de vencer Jair Bolsonaro em 2022, o petista disse que não tentaria novo mandato se fosse eleito.
Mais tarde, passou a afirmar que poderia concorrer se estivesse com boa saúde.
Em outubro de 2025, declarou que disputaria a eleição para defender os programas sociais do governo.
Há outro dado relevante?
Sim.
Lula completará 81 anos em outubro e será o candidato mais velho a disputar uma eleição presidencial no Brasil.
E quem lidera o campo opositor?
O nome anunciado é o do senador Flávio Bolsonaro, que será candidato pelo PL.
Como essa escolha aconteceu?
Em dezembro, ele informou que havia sido escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro, para representar o grupo político na disputa.
A decisão teve efeito interno?
Teve.
Ela frustrou outros nomes que esperavam o apoio do ex-presidente, especialmente o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O que Flávio defende?
A anistia ao pai, que está preso, e aos demais condenados pela tentativa de golpe após a eleição de 2022.
Há nomes fora da polarização mais conhecida?
O governador de Goiás foi escolhido pelo PSD depois de trocar de partido no começo do ano, saindo do União Brasil para manter vivo o projeto presidencial.
O que pesou a favor dele?
A desistência de Ratinho e a escolha feita por Gilberto Kassab, presidente do partido.
Caiado tem 76 anos, governa Goiás desde 2019, já foi senador, deputado federal e disputou a Presidência em 1989, quando terminou em 10º lugar.
Nas pesquisas mais recentes, tem 4% das intenções de voto.
Como se apresenta?
Como alternativa à polarização entre Lula e a família Bolsonaro, embora também defenda a anistia ao ex-presidente e aos demais condenados pela tentativa de golpe.
Quem mais tenta ocupar esse espaço?
Romeu Zema também mira o Planalto.
O governador de Minas Gerais renunciou ao mandato neste mês e pretende disputar a eleição pelo Novo.
Quando ele se colocou como candidato?
Ainda em 2025.
Qual é sua trajetória?
Empresário, chegou ao governo mineiro em 2018 como novato na política, venceu Antonio Anastasia no segundo turno com mais de 70% dos votos e, em 2022, foi reeleito em primeiro turno.
Aos 61 anos, aparece com 2% a 3% na pesquisa Quaest de março.
Existem estreantes nessa corrida?
Sim.
Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre, o MBL, é pré-candidato pelo Missão, partido que ele dirige.
O que chama atenção nesse caso?
O Missão é o partido mais recente nos registros do TSE, criado em novembro do ano passado.
Renan tem 42 anos e disputará sua primeira eleição.
Na Quaest mais recente, registra entre 1% e 2%.
E há nomes experientes?
Há.
Aldo Rebelo será o representante do Democracia Cristã, antigo partido de José Maria Eymael.
Qual é seu histórico?
Militante contra a ditadura, integrou o PCdoB por 40 anos, foi deputado por seis mandatos, presidente da Câmara e ministro nos governos Lula e Dilma Rousseff.
Depois, passou pelo MDB e foi secretário de Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo e apoiador de Bolsonaro.
Na Quaest de março, também aparece com 1% a 2%.
Quais foram os nomes mais recentes a entrar na lista?
Daciolo anunciou a pré-candidatura pelo Mobiliza, partido que antes se chamava PMN.
Ele já havia concorrido à Presidência em 2018, pelo Patriota, e terminou em 6º lugar, com cerca de 1,3 milhão de votos.
Ficou conhecido pelo bordão “Glória a Deus” e pelas falas de teor religioso nos debates.
Antes disso, ganhou notoriedade em 2011, ao liderar uma greve de bombeiros no Rio de Janeiro.
E Augusto Cury?
O psiquiatra e escritor de 67 anos fará sua estreia em campanhas políticas.
Pré-candidato pelo Avante, Cury é autor de best-sellers nas áreas de saúde mental e autoajuda.
Segundo informações publicadas em seu site, vendeu mais de 42 milhões de livros em mais de 70 países.
Ao anunciar a pré-candidatura, afirmou: “Meu objetivo é contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos”.
Quem são, então, os oito pré-candidatos à Presidência da República em 2026?
Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos, Aldo Rebelo, Cabo Daciolo e Augusto Cury.