O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o "auxílio-peru", um benefício natalino concedido a juízes e promotores, é inconstitucional.
Esta decisão faz parte de uma regra de transição que limita os chamados "penduricalhos" a 35% do teto constitucional, atualmente fixado em R$ 46.
366,19, que é o subsídio dos ministros do STF.
Mas o que exatamente é o "auxílio-peru" e por que ele foi proibido?
O "auxílio-peru", também conhecido como vale-peru ou auxílio natalino, refere-se a pagamentos extraordinários concedidos no final do ano a integrantes do Judiciário e do Ministério Público.
Segundo a publicação, o relator, ministro Flávio Dino, afirmou que essas denominações revelam um desvirtuamento das indenizações e afrontam o decoro da função pública.
Além do "auxílio-peru", benefícios similares, como o "auxílio-panetone", também foram alvo do STF.
Quais são os impactos dessa decisão para os magistrados?
De acordo com a decisão da Corte, magistrados em início de carreira poderão receber, no máximo, R$ 62.
594,35, considerando adicional de tempo de serviço.
Já no topo da carreira, a remuneração pode chegar a R$ 78.
528, incluindo verbas indenizatórias autorizadas.
Essa regra começa a valer na folha de abril, referente ao pagamento de maio de 2026.
E quanto aos servidores em geral?
Para eles, o regime estatutário permanece com os limites legais até que o Congresso Nacional edite uma nova norma sobre o tema.
No entanto, não há previsão para que isso ocorra em ano eleitoral.
A decisão do STF estima que a aplicação da nova regra poderá gerar uma economia de cerca de R$ 7,3 bilhões ao ano, com base nas médias de 2025.
O salário dos ministros do Supremo será alterado?
Não, o salário dos ministros do Supremo não será alterado.
Com a decisão, os magistrados e membros do Ministério Público terão suas remunerações ajustadas dentro do limite constitucional, o que deve reduzir supersalários e uniformizar os pagamentos de auxílios e verbas indenizatórias.
Qual é a importância dessa medida?
Para magistrados de carreira longa, a remuneração máxima agora ficará abaixo da média atual de R$ 95 mil mensais, reforçando a necessidade de controle sobre os gastos públicos.
Segundo o STF, a medida tem caráter estrutural e será monitorada sob a relatoria do ministro Flávio Dino, com vigência a partir do mês-base abril de 2026, referentes ao pagamento de maio.
Em resumo, a decisão do STF de proibir o "auxílio-peru" e limitar os penduricalhos é um passo significativo para uniformizar as remunerações no Judiciário e no Ministério Público, além de promover uma economia substancial aos cofres públicos.
Essa medida reflete um esforço para garantir que os pagamentos estejam alinhados com o decoro da função pública e dentro dos limites constitucionais.