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Hoje • março 31, 2026
**Taxa de Feminicídio em Cidades Menores de SC: Um Alerta Necessário** O que revela o **Mapa do Feminicídio** em Santa Catarina? Segundo o levantamento realizado pelo **Ministério Público de Santa Catarina (MPSC)**, as taxas de feminicídio são mais elevadas em cidades menores do estado, especialmente no Oeste e na Serra. Este estudo, lançado oficialmente em 30 de outubro, identifica "corredores do fenômeno feminicida", destacando áreas críticas entre Xanxerê e São Miguel do Oeste, e entre Lages e Curitibanos. Por que o risco é maior em municípios menores? O MPSC concluiu que o risco proporcional de mulheres serem vítimas de feminicídio é maior em municípios com menor densidade demográfica. Embora os números absolutos de casos sejam mais altos em grandes cidades, a probabilidade de ocorrência é mais elevada em áreas menos populosas. Isso pode estar relacionado a fatores como menor acesso a serviços de proteção e apoio, além de uma possível invisibilidade social das vítimas. Quem são as principais vítimas? O levantamento aponta que, apesar de o feminicídio afetar mulheres de todas as classes sociais, a intensidade é maior entre aquelas na base da pirâmide socioeconômica. Mulheres com renda de até cinco salários mínimos, baixa escolaridade e em contextos de precarização do trabalho são as mais vulneráveis. Este dado ressalta a necessidade de políticas públicas que considerem as desigualdades socioeconômicas na formulação de estratégias de prevenção e proteção. Qual é o papel das instituições diante desses dados? A Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, destacou a importância de um exercício de responsabilidade coletiva. Ela enfatizou que os dados apresentados devem servir como um espelho para que as instituições identifiquem falhas e busquem melhorias. O Coordenador do Escritório de Ciências de Dados Criminais, Promotor Simão Baran Junior, explicou que o Mapa do Feminicídio foi construído com base em análises técnicas e referências nacionais e internacionais, buscando classificar corretamente cada ocorrência de violência de gênero. Quais são os desafios enfrentados pelo sistema de justiça? A Promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon apontou a complexidade do sistema de justiça em lidar com o feminicídio. Apesar de protocolos internacionais reconhecerem a violência sexual e desigualdades de gênero além do âmbito familiar, ainda há dificuldades na identificação e classificação correta dessas mortes. Isso revela a necessidade de aprimoramento nos processos judiciais e de uma abordagem mais abrangente para entender o fenômeno em sua totalidade. Como denunciar a violência contra a mulher em Santa Catarina? Toda violência doméstica deve ser denunciada sob a **Lei Maria da Penha**. Em Santa Catarina, as denúncias podem ser feitas online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher, pelo WhatsApp (48) 98844-0011, ou através do aplicativo PMSC Cidadão. As denúncias também podem ser anônimas pelos telefones 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar) e 180 (Disque Denúncia). Este levantamento do MPSC é um passo importante para compreender e combater o feminicídio em Santa Catarina. Ao destacar as áreas de maior risco e as características das vítimas, o estudo fornece informações cruciais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a mobilização da sociedade na luta contra a violência de gênero.
Taxa de feminicídio em cidades menores de SC é maior que em grandes centros, revela mapa
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Taxa de Feminicídio em Cidades Menores de SC: Um Alerta Necessário

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O que revela o Mapa do Feminicídio em Santa Catarina?

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Segundo o levantamento realizado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as taxas de feminicídio são mais elevadas em cidades menores do estado, especialmente no Oeste e na Serra.

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Este estudo, lançado oficialmente em 30 de outubro, identifica "corredores do fenômeno feminicida", destacando áreas críticas entre Xanxerê e São Miguel do Oeste, e entre Lages e Curitibanos.

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Por que o risco é maior em municípios menores?

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O MPSC concluiu que o risco proporcional de mulheres serem vítimas de feminicídio é maior em municípios com menor densidade demográfica.

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Embora os números absolutos de casos sejam mais altos em grandes cidades, a probabilidade de ocorrência é mais elevada em áreas menos populosas.

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Isso pode estar relacionado a fatores como menor acesso a serviços de proteção e apoio, além de uma possível invisibilidade social das vítimas.

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Quem são as principais vítimas?

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O levantamento aponta que, apesar de o feminicídio afetar mulheres de todas as classes sociais, a intensidade é maior entre aquelas na base da pirâmide socioeconômica.

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Mulheres com renda de até cinco salários mínimos, baixa escolaridade e em contextos de precarização do trabalho são as mais vulneráveis.

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Este dado ressalta a necessidade de políticas públicas que considerem as desigualdades socioeconômicas na formulação de estratégias de prevenção e proteção.

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Qual é o papel das instituições diante desses dados?

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A Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, destacou a importância de um exercício de responsabilidade coletiva.

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Ela enfatizou que os dados apresentados devem servir como um espelho para que as instituições identifiquem falhas e busquem melhorias.

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O Coordenador do Escritório de Ciências de Dados Criminais, Promotor Simão Baran Junior, explicou que o Mapa do Feminicídio foi construído com base em análises técnicas e referências nacionais e internacionais, buscando classificar corretamente cada ocorrência de violência de gênero.

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Quais são os desafios enfrentados pelo sistema de justiça?

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A Promotora de Justiça Chimelly Louise de Resenes Marcon apontou a complexidade do sistema de justiça em lidar com o feminicídio.

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Apesar de protocolos internacionais reconhecerem a violência sexual e desigualdades de gênero além do âmbito familiar, ainda há dificuldades na identificação e classificação correta dessas mortes.

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Isso revela a necessidade de aprimoramento nos processos judiciais e de uma abordagem mais abrangente para entender o fenômeno em sua totalidade.

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Como denunciar a violência contra a mulher em Santa Catarina?

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Toda violência doméstica deve ser denunciada sob a Lei Maria da Penha.

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Em Santa Catarina, as denúncias podem ser feitas online na Delegacia de Polícia Virtual da Mulher, pelo WhatsApp (48) 98844-0011, ou através do aplicativo PMSC Cidadão.

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As denúncias também podem ser anônimas pelos telefones 181 (Polícia Civil), 190 (Polícia Militar)

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