Ela saiu abalada, ele a encurralou contra a parede, e uma única pergunta mudou o rumo daquela madrugada.
Mas o que, de fato, uma testemunha disse ter visto?
Pouco depois, ela apareceu do outro lado da rua, agora acompanhada por um homem.
A cena chamou atenção por um motivo inquietante: ele a pressionava contra a parede enquanto gritava com o rosto muito próximo ao dela.
E por que isso chamou tanto a atenção?
A resposta veio de forma imediata e reveladora.
A mulher disse que ele estava com seu telefone celular.
Foi então que a testemunha pediu que o aparelho fosse devolvido, e o homem entregou o telefone.
Mas se o celular foi devolvido, por que o caso ganhou um peso ainda maior?
Porque o que parecia ser apenas uma discussão não terminou ali.
Há um ponto que quase passa despercebido: a vítima, segundo o relato, apresentava sinais claros de abalo emocional.
Tremia, estava extremamente nervosa e ainda reclamava de dor na orelha.
E é justamente aqui que muita gente se surpreende: de acordo com a testemunha, a mulher afirmou ter sido queimada com um cigarro, e uma pequena lesão teria sido vista na região.
Então quem era esse homem?
Essa resposta só apareceu quando uma terceira pessoa, que também estava na hamburgueria, se aproximou e fez uma pergunta decisiva: “você é o Cartolouco?
”.
A partir desse momento, segundo o depoimento, o jornalista esportivo Lucas Strabko, conhecido publicamente como Cartolouco, teria demonstrado nervosismo e deixado o local a pé.
Mas o que acontece depois torna tudo ainda mais delicado.
Mesmo saindo dali, ele não teria devolvido a chave do apartamento da ex-namorada.
E por que isso importa tanto?
Porque, segundo a testemunha, houve receio de que ele tentasse entrar no imóvel.
A orientação foi imediata: entrar em contato com o porteiro do prédio.
O porteiro, ainda de acordo com o relato, conseguiu impedir a entrada do suspeito no condomínio.
E a vítima ficou sozinha depois disso?
Não.
A testemunha afirmou que permaneceu ao lado dela por cerca de duas horas, tentando acalmá-la.
Só depois de se sentir mais segura, a mulher deixou o local em um carro por aplicativo.
Esse detalhe parece simples, mas ajuda a dimensionar o estado emocional descrito no depoimento.
Mas há uma questão maior por trás desse episódio: ele seria um caso isolado?
Segundo a investigação, não.
Cartolouco é alvo de apuração criminal em São Paulo por suspeitas de lesão corporal qualificada, violência psicológica, injúria e danos materiais, com enquadramento na Lei Maria da Penha e no Código Penal.
A denúncia foi feita por uma mulher de 32 anos, que afirma ter vivido cerca de dez meses em um relacionamento marcado por abusos físicos, psicológicos, morais e patrimoniais.
E quais elementos sustentam essa investigação?
O inquérito reúne conversas, áudios, imagens, registros de câmeras de segurança, laudos médicos e psicológicos, além do depoimento dessa testemunha que afirma ter presenciado uma das agressões.
Os documentos também apontam agravamento da saúde mental da vítima, com sintomas de ansiedade e depressão.
Só que existe mais um detalhe que muda a leitura de tudo.
Entre os relatos investigados, há a menção a um episódio ocorrido em dezembro de 2025, durante uma viagem a Cusco, no Peru, quando a vítima afirma ter sido agredida fisicamente em duas noites consecutivas dentro de um hotel.
Já em janeiro de 2026, em São Paulo, a denúncia aponta que o investigado teria jogado uma bebida no rosto da mulher e encostado um cigarro aceso em sua orelha, algo compatível com o que a testemunha relatou à polícia.
Então qual é o ponto principal?
O depoimento não surge isolado: ele se encaixa em uma investigação mais ampla, com provas e relatos que tentam reconstruir um suposto ciclo de violência.
Cartolouco foi convocado a depor em 18 de março e compareceu às autoridades em 9 de abril, acompanhado de advogado.
E embora esse novo relato traga detalhes fortes sobre aquela madrugada, a parte mais decisiva ainda está em aberto: o que a investigação conseguirá comprovar daqui para frente.