Uma ameaça de prisão contra jornalistas abriu um novo capítulo no confronto entre Donald Trump e a imprensa em meio a uma operação militar descrita por ele como histórica.
O que provocou essa reação?
Segundo o presidente dos Estados Unidos, reportagens que divulgaram detalhes do resgate de dois aviadores abatidos sobre o Irã teriam colocado a missão em risco ao indicar que apenas um dos militares havia sido salvo inicialmente.
O que exatamente Trump disse?
Sem citar veículos específicos, ele afirmou que era preciso descobrir quem vazou as informações.
Em seguida, elevou o tom ao declarar: “O autor da matéria vai para a cadeia se não revelar [a fonte]”.
Por que isso ganhou tanto peso?
Porque a fala ocorreu em uma coletiva nesta segunda-feira, em um dos momentos mais delicados para os EUA no conflito que já dura um mês.
Mas que operação era essa?
Trump convocou a entrevista para revelar novos detalhes de uma missão de busca e resgate realizada no fim de semana.
O que estava em jogo?
Dois aviadores americanos, depois que uma aeronave militar dos EUA foi abatida sobre o território iraniano.
A partir daí, a narrativa passou a combinar ação militar, sigilo e disputa política com a mídia.
Como o presidente descreveu o resgate?
Ele disse que 21 aviões foram usados para salvar um dos pilotos e cerca de 155 aeronaves participaram da busca pelo segundo.
Por que tantos meios?
Segundo Trump, a missão exigia subterfúgios e manobras de despiste para confundir as forças iranianas sobre o local exato das buscas.
Ele afirmou que aeronaves sobrevoaram sete pontos diferentes para ocultar onde o resgate realmente aconteceria.
E o que aconteceu com o segundo aviador?
Como conseguiu sobreviver?
De acordo com o presidente, o militar se escondeu nas “traiçoeiras montanhas do Irã” e escapou por quase 48 horas, enquanto era perseguido por inimigos que se aproximavam cada vez mais.
No fim, segundo Trump, ele foi retirado por um helicóptero.
Houve confronto durante a operação?
Trump disse que sim.
Em sua descrição, as Forças Armadas dos Estados Unidos chegaram à área, enfrentaram o inimigo, resgataram o oficial, destruíram ameaças e deixaram o território iraniano sem sofrer baixas.
Ele também afirmou que as tripulações envolvidas correram riscos extraordinários para salvar seus companheiros.
Quando parte dessas informações começou a aparecer?
O próprio Trump já havia antecipado detalhes nas redes sociais no domingo.
O que ele revelou ali?
Depois disso, segundo ele, começou uma corrida entre Estados Unidos e Irã para localizar o segundo militar, identificado como um oficial de sistemas de armas.
E houve perda de equipamentos?
Sim.
Trump afirmou que parte das aeronaves usadas na missão ficou presa na areia.
O que os americanos fizeram então?
Segundo ele, esses aviões foram destruídos pelos próprios EUA para impedir que equipamentos sensíveis caíssem nas mãos iranianas.
Nas palavras do presidente, eles foram explodidos “em pedacinhos” porque Washington não queria que ninguém tivesse acesso ao que chamou de “o melhor equipamento do mundo”.
Outras informações sobre a operação já haviam surgido?
Sim.
Uma reportagem anterior do New York Times informou que aviões americanos lançaram bombas e atacaram comboios iranianos para mantê-los longe da área onde o piloto se escondia.
O jornal também relatou que os EUA conseguiram resgatar com segurança o piloto de um A-10 Warthog que caiu perto do Estreito de Ormuz na sexta-feira, aproximadamente no mesmo momento em que o F-15E foi abatido.
Então, o que ficou dito por Trump ao final desse episódio?
Que reportagens sobre o resgate teriam alertado os iranianos, comprometido a tentativa de salvar o segundo aviador e colocado a missão em grande risco.
E foi nesse contexto que ele fez a ameaça mais dura da coletiva: “Precisamos encontrar quem vazou isso, porque é uma pessoa doente” e “O autor da matéria vai para a cadeia se não revelar [a fonte]”.