A provocação subiu de tom mais uma vez.
O que Romeu Zema fez agora?
O ex-governador de Minas publicou um novo vídeo da série “Os Intocáveis” nas redes sociais.
Qual é o alvo do episódio?
Desta vez, os personagens satirizam Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, ministros do STF.
Como eles aparecem?
Em forma de fantoches criados com uso de inteligência artificial.
E o que acontece na cena?
O personagem inspirado em Gilmar liga para o de Moraes e pede a inclusão de Zema no inquérito das fake news.
Por que isso chama atenção?
Porque o vídeo ironiza diretamente um dos instrumentos mais polêmicos do Supremo.
Como o inquérito é retratado?
Como um procedimento aberto há anos, onde caberia tudo o que desagrada, irrita ou contraria.
Isso tem ligação com um caso real?
Tem, sim.
O vídeo faz referência a uma notícia-crime apresentada por Gilmar Mendes ao próprio STF.
E o que Gilmar pediu?
A inclusão de Zema no inquérito das fake news.
Onde isso está agora?
O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que deve dar parecer.
Por que esse detalhe pesa?
Porque a PGR é comandada por Paulo Gonet, ex-sócio de Gilmar no IDP.
E o vídeo para por aí?
Não.
Há outro trecho que cutuca uma ferida antiga do Supremo.
Qual?
O personagem ligado a Moraes aparece sobre pilhas da revista Crusoé, censurada em 2019.
O que ele diz?
“É só não chamar de censura, é fake news”.
Por que isso reativa o debate?
Porque mistura sátira, liberdade de expressão e o poder concentrado nas mãos da Corte.
Essa série já vinha causando reação?
Sim.
“Os Intocáveis” tem sido usada por Zema para criticar decisões do STF.
E Gilmar já tinha demonstrado incômodo?
Tinha.
Ele reagiu às sátiras e criticou publicamente a animação.
O que ele disse?
Em entrevista, comparou a sátira a uma eventual representação ofensiva de Zema.
Isso repercutiu?
Muito.
No dia seguinte, Gilmar pediu desculpas por citar homossexualidade ao tentar justificar sua crítica.
Mas recuou do restante?
Não.
Disse que errou na referência, mas reafirmou o que considera correto no restante da posição.
Então qual é o ponto central?
O novo vídeo de Zema não é só uma piada.
É uma resposta política e pública ao avanço de um pedido que tenta colocá-lo dentro do inquérito.
E o que isso expõe?
Expõe o choque entre crítica ao STF e a reação de ministros que dizem se defender de ataques.
No fim, a pergunta fica no ar.
Quando a sátira vira caso de investigação, quem ainda pode criticar o poder sem medo?